quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Estudante de Coimbra, de Guilherme Centazzi

O Estudante de Coimbra de Guilherme Centazzi, O primeiro romance moderno português

O Estudante de Coimbra, de Guilherme Centazzi. Podem começar a reescrever os volumosos tomos da História da Literatura Portuguesa. Comecei há pouco a ler o original (em pdf), publicado em 1840, e promete. Tal não dispensa a compra do exemplar que se mostra acima - mais que não seja, para agradecer ao Pedro Almeida Vieira, e à editora Planeta, o resgate desta obra do limbo do esquecimento para que foi atirada, sabe-se lá por quem e porquê; quem sabe - estou a imaginar - ironicamente, talvez por académicos de Coimbra. Alexandre Herculano e Almeida Garrett talvez estejam a dar voltas nos túmulos. Eu, pelas primeiras páginas que li, prefiro Guilherme Centazzi.

6 comentários :

  1. obrigado pelo pdf. que jóia tão magnífica e deliciosa.

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  2. obrigado, André. O pdf no Archive.org foi colocado há pouco tempo através da Universidade de Toronto, que terá um exemplar e o digitalizou. No entanto, existem mais de 20 páginas «queimadas», no primeiro tomo, que dificultam a leitura.

    Em todo o caso, se me é permitida a «publicidade», a edição da Planeta, para além de ter fixação de texto (que permite uma leitura mais fluída para quem não esteja habituado à ortografia do século XIX e sobretudo tendo em conta o estilo ainda setecentista de Centazzi ao nível da virgulação), inclui cerca de 300 notas colocadas no fim do romance (que explicitam termos, referências históricas e literárias, etc.) e também os últimos capítulos de uma reedição de 1861 que alterou substancialmente a versão original. Tem também um longo posfácio sobre a obra de Centazzi da Prof. Maria de Fátima Marinho.

    Este romance, que fique claro, não foi propriamente uma «descoberta», no sentido de estar num baú e eu o ter encontrado. Considero mais que foi um «achamento», uma vez que, apesar de constar em diversas bibliotecas portuguesas, nunca terá sido analisado para ser assumido como o primeiro romance moderno português. Razões para isso, não sei... só sei que, de facto, nenhum dos «volumosos tomos da História da Literatura Portuguesa» faz referência a este romance... e muito menos à sua tradução na Alemanha, no mesmo ano (1844) em que Alexandre Herculano publicou em Portugal o romance «Eurico, o Presbítero», até agora considerado o romance introdutor do romantismo em Portugal.

    Cumprimentos.

    Pedro Almeida Vieira

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    Respostas
    1. Pedro Almeida Vieira,

      Vou concerteza comprar exemplar da edição da Planeta - assim que chegue a Portugal, que mandar vir livros para a Suiça... Ficam-me mais caros os portes que os livros.

      Parabéns pelo trabalho. Cumprimentos.

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    2. Obrigado, André... Reparo que vive na Suíça, por sinal o pais onde sei existirem dois exemplares da tradução em alemão deste romance (editado em Liepzig em 1844): um exemplar na Universidade de Basileia e outro no Museumsgesellschaft Zürich. Só detectei um outro exemplar na Biblioteca Nacional de Espanha. Em Portugal, que eu saiba não existe qualquer exemplar em bibliotecas públicas. Abraço

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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