segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Petição Contra a capitulação do Governo Português*



A partir da criação do euro a soma das balanças de transacções da Grécia, Itália Portugal e Espanha –GIPS- passou sempre a ser negativa, enquanto a Alemanha apresentava um crescente saldo positivo nas suas trocas com o exterior; quer dizer, a Alemanha prosperou com a moeda única e os GIPS agravaram a sua situação económica. A situação continuou a ser favorável à Alemanha quando foram abolidas as quotas de importação provenientes dos mercados asiáticos em 2005 e que levou à destruição de muitas empresas de média tecnologia no nosso país.

Quando os mercados de capitais iniciaram um ataque especulativo sobre a dívida pública não puderam contar com uma intervenção enérgica do Banco Central Europeu -BCE- devido essencialmente à forte oposição da Alemanha.
Paradoxalmente o BCE cujos fundos provêm dos estados da UE pode emprestar dinheiro aos bancos mas está proibido de emprestar directamente aos países.
O problema das dívidas soberanas permitiu instalar uma política de medo e incerteza permanente, que tem servido de pretexto para uma grande ofensiva contra as regalias económicas e sociais estabelecidas.
Sem pôr em causa a necessidade de pagar dívidas justas e pôr cobro ao endividamento sistemático, a verdade é que uma saída para a crise não pode ser conseguida pela destruição da economia, optando por uma austeridade cega .
O governo da srª Merkel, depois de substituir os governos de Itália e Grécia tentou ainda impor um governador externo à Grécia, medida que seria aplicável a outros países. Estamos perante uma nova faceta imperial : um Estado é castigado sim, mas porque "merece".
O avanço sobre a soberania dos estados e a sua subjugação política e económica configura o que entendemos por um estado de guerra. Perante este cenário o governo veio a revelar-se como submisso representante de Berlim, abdicando de defender os interesses do país e de uma Europa estável e credível.

Os signatários querem deixar uma mensagem clara, e cientes que 60% das exportações da Alemanha se destinam à Europa afirmam o seu direito à resistência contra a ofensiva em curso do governo Merkel, lembrando que simbolicamente podem deixar de comprar produtos de origem alemã.

Os signatários exigem da Assembleia da República e do Governo Português que acabem a ofensiva contra o Estado Social e o Estado de Direito e assumam na UE uma atitude firme na defesa de um novo estatuto para o BCE que permita travar com eficácia a ofensiva contra as dívidas soberanas. 


*Eu não sou nada contra a capitulação deste governo português que de capitular nada tem.

Imagem daqui.

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