domingo, 30 de outubro de 2011

Primeiro Amor


Cheguei a este post através do blog Delito de Opinião. Nele se pergunta «o que nos causa mais danos: o amor impossível, o amor turbulento, o amor parcial, o amor traído, o amor moribundo ou o desamor?»

É um post antigo onde já não é possível deixar comentários. Por isso não resisti a deixar aqui a minha resposta, porque falta nesta «votação» uma hipótese que considero a essencial: o primeiro amor.

Porque penso que é o primeiro amor que será para sempre a medida de todos os outros, e ainda que o amor seja imensurável, será sempre com referência nele que, consciente ou inconscientemente, pensamos os outros. Porque o primeiro amor será para sempre um arquétipo de todos os outros que vierem depois.

Enfim, todos os amores são a sombra daquele que nos alvoroça como um fantasma.

4 comentários :

  1. O quanto deve ter sido marcante esse teu 1º amor, André. Sofrido, como muitos outros nunca o chegam a ser.

    "Amor parcial, moribundo e desamor" são variáveis para onde aponto sempre tendo em atenção os diferentes contextos, claro.

    Abraço-te.

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  2. Olá Paulo, não, não era do meu 1.º Amor que estava a falar - ou talvez sim, inconscientemente. É mesmo uma questão psico-filosófica, tal e qual como refiro acima.

    Abraço

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  3. Depois de reflectir sobre o meu primeiro amor concluí que não foi o que mais danos provocou. Se ficou como arquétipo? É possível. Mas apesar de tudo parece estar "arrumadinho". Foi um amor sombrio, sim, mas os amores sombrios não magoam tanto como os amores humilhados, maltratados.

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  4. Leonor, não digo que seja o primeiro amor o que causa mais danos. Será diferente em cada caso... Mas cogitei que era uma hipótese que faltava ali...

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