quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Foste um sonho, amor...



Foste um sonho, amor,
E no sonho éramos felizes,
Mas eu acordei
E o leito estava vazio.
Eras uma miragem
E quando eu te toquei, amor,
Tu acabaste. Quando tive frio,
Foste o fogo que me aqueceu
Mas quando o Inverno chegou,
Amor, tu eras pequeno
E frágil. A tua chama
Extinguiu-se e eu arrefeci.
Não sei, amor,
Se eras tão pouco,
Porque é que nunca te esqueci.



Poema de André Benjamim.

4 comentários :

  1. Os sonhos belos como este, não se extinguem...

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  2. E continuam a queimar, mesmo quando o fogo já se extingui... Abraço

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  3. Os amores só são "pouco" quando deixam de acompanhar-nos - em mágoa, raiva, saudade, ternura, espanto... Enquanto permanecem, entrelaçados em nós, continuam a ser esse "muito" que, por vezes, gostaríamos de ter "arrumado" nas tais "gavetas da memória".
    E este poema é tão belo, que vim aqui noites a fio ler, reler, sentir, saborear em silêncio. Até que hoje decidi escrever algo que expressasse o quanto o apreciei.

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  4. Olá Leonor, obrigado pelo teu comentário. Fico feliz com a ideia que um poema meu tenha causado tal impressão, e que tenha sido tão apreciado. Ele aqui continuará... Beijos, André.

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