sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Anjo Azul - Excerto

The First Kiss (1873) - de William Adolphe Bouguereau

Falou-lhe do céu que escurecia no crepúsculo
E que alvorecia em cada aurora
Lembrando que tudo acaba
E tudo começa, e volta a acabar
Sucessivamente e infinitamente.
Falou-lhe do sol que brilha de dia
E das estrelas que brilham de noite:
«As estrelas, distantes umas das outras,
»Perto permanecem, em constelações,
»Como os amigos permanecem em amizades!»
(As amizades são como constelações,
São laços invisíveis que unem os amigos
Como unem as estrelas,
Em amizades como em constelações!)
«Parecem tão frágeis esses laços
»Mas são inquebráveis!»,
Ouvia-se no seu coração a murmurar.
«São a prisão que nos liberta,
»E presos nas celas dessa fortaleza
»Podemos voar!»

Poema de André Benjamim

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