terça-feira, 31 de março de 2015

Tomas Tranströmer (1931-2015)

Tomas Tranströmer
Tomas Tranströmer
Estocolmo, 15 de Abril de 1931 - Estocolmo, 26 de Março de 2015

Tomas Tranströmer, Poeta, Tradutor, e Psicólogo Sueco, galardoado com o Prémio Nobel em Literatura, em 2011. Tinha 83 anos.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Luís Miguel Rocha (1976 - 2015)

Luis Miguel Rocha
Luís Miguel Rocha
(Porto, Fevereiro de 1976 - Mazarefes, 26 de Março de 2015)

Éramos conhecidos das redes sociais, onde, de quando em quando, trocávamos opiniões sobre assuntos diversos, não necessariamente literários. Até sempre!

Notícia da Agência Lusa:

Almost Famous - Or Maybe Not...

Encontro Poesia, André Benjamim, Gonçalo Maia Caetano
(Cliquem na Imagem para Ampliar)

quinta-feira, 26 de março de 2015

O Último Poema - de Manuel Bandeira


Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

O Último Poema, de Manuel Bandeira

terça-feira, 24 de março de 2015

Herberto Helder (1930-2015)

Herberto Helder
Herberto Helder
Funchal, 23 de Novembro de 1930 - Cascais, 23 de Março de 2015

Centenário da Revista Orpheu




















Foi a 24 de Março de 1915 que saiu o primeiro número da Revista Orpheu. A revista viria a ter apenas dois números. Os que se vêem na imagem são da edição fac-símile da Ática. O terceiro número, também editado pela Ática, não chegou a sair do prelo, pois o pai de Mário de Sá-Carneiro, que financiou os dois primeiros números, não abriu os cordões à bolsa - ou melhor, tê-los-á fechado, que não havia dinheiro que chegasse para sustentar um Mário de Sá-Carneiro que na mesma época fingia que estudava Direito em Paris. Falta-me o número 1 fac-similado.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Cem Poemas Para Salvar a Nossa Vida

Cem Poemas Para Salvar a Nossa Vida
Cem Poemas para Salvar a Nossa Vida
(Antologia)
Antologia de cem poemas, escolhidos por Francisco José Viegas, que incluiu, entre outros, Safo, Píndaro, Ibn’Ammar, Al-Mu ‘tamid, Gil Vicente, Sá de Miranda, Luís de Camões, Rodrigues Lobo, Soror Violante do Céu, Marquesa de Alorna, Cesário Verde, Olavo Bilac, Camilo Pessanha, Ângelo de Lima, ou António Nobre.

A obra havia sido apresentada em Dezembro, em Matosinhos, na Festa da Poesia, que assinala a data de nascimento e morte de Florbela Espanca, e será agora posta à venda, no âmbito do Dia Internacional da Poesia.

É tudo muito bonito - nunca esquecerei a frase que um dia ouvi num programa sobre livros e literatura, na RTP2: «A Poesia é como a Simpatia - toda a gente gosta, mas não rende Dinheiro», ou qualquer coisa semelhante - penso que foi Manuel Portela, tradutor (de A Vida e Opiniões de Tristram Shandy, entre outros), poeta, e professor universitário (em Coimbra) que a proferiu, mas não posso jurar.

É tudo muito bonito, porém, posso garantir-vos que a leitura de uns bons milhares de poemas não me salvou a vida - provavelmente terei lido demais, deve ser isso, devia ter-me ficado pelos cem.

Ibn 'Ammâr, de A Al-Mu 'Tamid (Tradução de Adalberto Alves):

101 Romances/Novelas que todo o Amante de Literatura devia Ler

Livros, Book Lovers, Amantes Livros, Amantes Literatura
Rapaz lendo num barco-livro
Há muito tempo que não publicava uma lista de livros; algumas das listas que publiquei no blog:


Aqui fica mais uma lista, desta vez do blog Guía Literaria, de 101 romances/novelas que todos os amantes de livros e literatura (ou o contrário) deviam ler (a negrito os que já li; a sublinhado os que tenho mas ainda não li):

1. 1984 - George Orwell
2. Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll
3. Ana Karenina - Leo Tolstoi
4. A Sangue Frio - Truman Capote
5. Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez
6. Conversa n' A Catedral - Mario Vargas Llosa
7. Crime e Castigo - Fiodor Dostoievski
8. Crónica de Uma Morte Anunciada - Gabriel García Márquez
9. Crónica do Pássaro de Corda - Haruki Murakami
10. O Monte dos Vendavais - Emily Brontë

terça-feira, 17 de março de 2015

Vai Tomar Banho que Tresandas

Vai tudo tomar banho!
João Araújo, advogado de José Sócrates, mandou uma jornalista do pasquim Correio da Manhã (desconheço-lhe o nome, e nem estou interessado em fazer uma simples busca no google, para o saber) tomar banho. Ter-lhe-á dito: «A senhora devia tomar mais banho. Cheira mal!». Terá mandado a senhora mandar tomar banho para não a mandar tomar noutra coisa.

É natural que a senhora cheire mal, trabalhando para um jornal que tresanda, e com os dias e dias que passa espectada por ali. Parece que a senhora terá comentado que João Araújo desceu ao grau zero da advocacia - juntou-se ao grau zero do jornalismo, portanto. Praticamente todos os jornalistas (jornalistas, mesmo?) deste país cheiram mal - e não é dos sovacos nem da boca. Deviam tomar mais banho - não sei se Pedro Passos Coelho gostaria da ideia...

domingo, 15 de março de 2015

Programa VEM: Votem Em Mim!

Pirete, VEM
VEM: Votem Em Mim!

Já existem telefones inteligentes. E relógios inteligentes. E drones inteligentes. E o Pedro Lomba ali firme. A resistir.

Rui Rocha, no Delito de Opinião.

sábado, 14 de março de 2015

Meu Pé de Laranja Lima (de José Mauro de Vasconcelos): Filme Completo, versão de 1970.



«Posso jurar. Uma fada me disse que quando um menininho igualzinho a você ficasse meu amigo, que eu ia falar e ser muito feliz.»

José Mauro de Vasconcelos, em Meu Pé de Laranja Lima. Assistam ao filme completo no YouTube (versão de 1970).


Meu Pé de Laranja Lima é uma daquelas obras que está desde sempre - quer dizer que não me recordo desde quando - na lista de futuras obras a ler. E finalmente é a que estou lendo. Lentamente, saboreando cada palavra - porque não tenho actualmente a capacidade de concentração de alguns meses atrás: há seis meses que não lia um livro!, coincidências que o capeta urde.

Meu Pé de Laranja Lima é uma daquelas histórias que mais gente conhece que aquelas que a leram - havia já visto o filme acima - e vi a adaptação feita em 2012 (entretanto, foi removida do youtube). Aproveitem para ver este filme; é uma história magnífica. E leiam o livro depois. Ou o contrário.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Há-de Flutuar uma Cidade - Poema de Al Berto

Cidade Flutuante
Cidades Flutuantes, de Pedro Varela.


há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado


quarta-feira, 11 de março de 2015

Mon Jardin Secret, de Bruno Brazete, Sexta-Feira, 13 de Março de 2015, no Teatro Municipal da Guarda

Bruno Brazete, Mon Jardin Secret, Teatro Municipal da Guarda
Mon Jardin Secret, Bruno Brazete
Fotografia do Ensaio, de Armando Neves

O Ciclo Eu Queria Ser Fado prossegue esta semana no Teatro Municipal da Guarda (TMG), na sexta, dia 13 de Março de 2015, com o espetáculo de dança “Mon Jardin Secret” do bailarino e coreógrafo Bruno Brazete. Trata-se de uma estreia que é também uma encomenda do TMG no âmbito do ciclo sobre fado que o Teatro tem a decorrer desde janeiro. O espetáculo está marcado para as 21h30, no Pequeno Auditório.

Bruno Brazete nasceu em 1986, na Guarda. Participou em espetáculos do Aquilo Teatro, antes de iniciar a sua formação na área da dança na Companhia Paulo Ribeiro e no Ballet Teatro Contemporâneo do Porto - Escola Profissional, em 2005 (2005-2009). Paralelamente, trabalhou com grupos de jovens com autismo e deficiências motoras desenvolvendo ateliês de dança criativa. Fez formação na área da dança com Romulus Neagu, Monica Gillette, Cyril Viallon, Andrea Boll, John Mowat, Peter Michael Dietz, Yola Pinto, Sophia Neuphart, Miguel Pereira, Sylvia Camarda, Leah Morrison de Trisha Brown Dance Company. Em 2009, inicia em Paris trabalhos com Denise Namura e Michael Bugda ("À Fleur de Peau" e "Villa") e com Serge Keuten ("Pierre et le Loup" e "Petrouchka"), entre outras.

quinta-feira, 5 de março de 2015

1974, de Filipe Verde

1974, Filipe Verde
1974, de Filipe Verde



[Filipe Verde] publica o seu primeiro romance: "1974" (na Esfera dos Livros), que estará à venda na próxima semana. Nele cria uma distopia, um Portugal no qual o PCP tomou o poder após 1974. Num registo seco, nada "literato" mas também nada moralista, bota a realidade se assim. 
Numa breve saga familiar o abissal vácuo brotado n'"o homem [se não] livre", devastado pela verdadeira inexistência. Como se todos fossemos, e não o seremos?, apenas apanhadores de moluscos, confinados à desesperança da mera praia feita prisão.

José Pimentel Teixeira, no blog ma-schamba.



Sinopse: A 28 de Setembro de 1974, ainda o povo celebrava a liberdade conquistada na revolução de Abril, um golpe militar apoiado por Moscovo, e consentido por Washington, coloca os comunistas no poder em Portugal. A propriedade privada é abolida, uma base militar soviética é construída em Sines e uma nova polícia política prende, tortura e condena ao esquecimento todos os opositores do regime. Ano após ano, cerimónias grandiosas em Lisboa e no Porto celebram com paradas militares e bandeiras vermelhas os sucessivos aniversários da revolução comunista. O País mergulha num longo período de trevas que resistirá à queda do Muro de Berlim e ao colapso da URSS.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Capitalismo NeoLiberal para Principiantes

Monopólio, Capitalismo, Neo-Liberalismo
Monopólios...

«Imagine, se quiser, que vai jogar Monopólio com quatro amigos. A um deles são dadas todas as propriedades excepto Atlantic Ave. É-lhe dado, também, 95% do dinheiro do Banco. Espera-se que os restantes tenham sucesso com o que resta e, é claro, perdem imediatamente. Porque são preguiçosos...»

Enfim, ainda assim...