sexta-feira, 27 de novembro de 2015

"Ashes to ashes, dust to dust"



Time and again I tell myself
I'll stay clean tonight
But the little green wheels are following me
Oh, no, not again

I'm stuck with a valuable friend
"I'm happy. Hope you're happy, too."
One flash of light
But no smoking pistol

I never done good things
I never done bad things
I never did anything out of the blue,
Want an axe to break the ice
Wanna come down right now

Provavelmente ninguém entenderá - provavelmente - que para entender? - quem há para entender? I'm happy. Hope you're happy, too. Pois bem: é exactamente assim que me sinto. E sim, consigo escrever sem advérbios de modo em -mente - não há nada de especial em fazê-lo: é só ler Gabriel García Márquez. I never done good things/ I never done bad things/ I never did anything out of the blue. Não há nada de especial - não há ninguém especial - senão para nós - ninguém é especial. E com tantos traços talvez não consigam acompanhar o raciocínio - conseguem? - pois bem, repito-me - é só lerem Laurence Sterne - e - e talvez - talvez consigam agarrar - ou será intuir? - entrever, talvez - a palavra - o sentido, íntimo - daquilo que, no meio, ficou por dizer. Tudo o que há só existe em nós - tudo o resto é um sonho - ou um pesadelo. No fim de contas, ninguém quer ser especial: mesmo nisso não há nada de especial. Afinal, vimos do pó e ao pó voltaremos - já dizia o Judeu que escreveu os Génesis. Espero que sejam felizes - nem sempre temos direito à citação completa: mesmo que os olhos falem, se a boca o não disser, de que vale saber?

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