terça-feira, 20 de outubro de 2015

Diário de Bordo - ou de como a vida é ir caindo sempre até tocar no fundo do buraco.

Abismo

Levo o último diário publicado por J. Rentes de Carvalho, Pó, Cinza e Recordações, comigo para todo o lado, na esperança que em algum lado me apeteça lê-lo. Mas há mais de um ano que não leio um livro; folhei-o, espreito, vai-se-me embora a vontade. Leio de quando em quando uma entrada. Porque coincide com a data, porque um amigo faz anos naquele dia, porque abri o livro ao acaso e fui ali parar.

Também em tempos escrevi diários. Talvez durante dez anos - era fácil de saber, estão para ali arrumados nas estantes entre os livros que em tempos li - ou sonhei que leria um dia, e ficarão, quiçá, para sempre por ler. Nas minhas deambulações pela internet encontrei esta imagem, e ao olhar para ela pensei que poderia muito bem ser uma representação da minha vida, do meu estado _________ (preencham a gosto: podem meter "anímico", "psicológico", "social", "económico", "financeiro", "sexual", o que quiserem, tanto se me dá). E não, não vou a descer pelas escadas, rumo ao inevitável. 

Bem sei que este post, como tantos outros, não tem jeito nenhum. É apenas uma entrada de um diário. Nada mais.

2 comentários :

  1. Um blog é, de certa forma, um diário.
    Também tenho em stand by esse Rentes de Carvalho.

    Boa tarde, André.:)

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    Respostas
    1. Originalmente é um diário - embora hoje em dia se chame blog a páginas que são mais «sites» que «blogs». Boa Noite, Maria.

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