sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Amadureci com o Passar dos (D)Anos


Há um poema, entre tantos outros, de Fernando Pessoa, que tenho sempre presente. É uma quadra ao gosto popular, das muitas que ele deixou num envelope:

«Teus olhos querem dizer
Aquilo que se não diz...
Tenho muito que fazer...
Que sejas muito feliz!»

Lembro-me dela sempre que me encontro com esse tipo humano que se limita, que se castra, que se mascara. Que se esconde num papel-prototipo e se recusar a Ser. O tipo cobarde. Adiante. Pergunto-me sempre, a mim mesmo: «E depois, quem sabe se são os teus olhos que querem dizer - ou se são os meus que querem ouvir?» Há perguntas que ficarão para sempre sem resposta. São as questões que se acumulam como espinhos na alma-ferida.

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