quinta-feira, 21 de maio de 2015

Contrário ao Todo Mundo o Anda! Sentido, Nada Disto Faz Sentido. Quantos irmãos tem o Pescador? O Acordo Ortográfico, obrigatório?!

Quantos Irmãos tem o Pescador
Agora que deixei de ler, toda a gente me quer oferecer livros. E eu já nem tenho onde os pôr, e aqueles que ainda não li vão-se acumulando, tristemente. Talvez deva deixar de pensar em ganhar o EuroMilhões - pode ser que comecem a sair-me prémios em catadupa.

Não tenho vindo aqui que, já saberão os meus queridos clientes aqui da tasca, este mês é complicado para mim. Deprimo quando se aproxima o fatídico dia que me informa que envelheço - que estou mais velho - não bastavam as rugas e a falta do cabelo, ainda tem que vir a data no calendário, aquela que está no cartão de «cidadão» - ainda conseguem dizer esta palavra sem se rirem? Parabéns.


O pescador só tem irmãs, está-se mesmo a ver, que em Portugal para se ser pescador o mais provável é que se seja filho de pescador, e se foi sozinho é porque não tem irmãos, porque nesse caso teriam ido também - e não é de crer que seja filho único, embora com a natalidade tão baixa não seja improvável de todo - e as classes exploradas, ainda que carregando o peso do analfabetismo funcional, já se deram conta de que não vale a pena meter criaturas neste mundo-cão.

Fumador, Rapaz, Adolescente, Smoker Boy
Diz-se por aí que o novo acordo ortográfico passou a ser obrigatório (como foi dia 13 de Maio que li a notícia, julgo que seja mais um desses segredos de Fátima - um milagre para enganar os crentes!) - com a falta de dinheiro que anda por aí - mesmo com os cofres cheios de ar e vento, e outras coisas etéreas - não sei como não se lembrou o (des)governo da nação de fazer imprimir decreto-lei com as respectivas multas para quem não aplique obrigatoriamente o acordo. Deste, conhecendo o Português de Portugal e o Português do Brasil - já se devem ter dado conta, meus caros clientes, que fui consumidor de muita Literatura Brasileira, nos tempos em que lia - posso afirmar que não serve nem um nem outro - em suma, não serve a Língua Portuguesa - serve-se dela, para intuitos comerciais de uns tipos que se não venderam a mãe, a irmã, o pai, o avô, os filhos, e o piriquito - é porque não os têm.

De lamentar, de muitas das pessoas que se dizem contra o acordo ortográfico, a xenofobia. E mais não digo, porque me mete nojo. «Fuma um cigarro e deixa-te ir...» Vou seguir o conselho da música - e fechar a taberna por hoje, que já não devem vir mais clientes.


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