segunda-feira, 25 de maio de 2015

1915 - O Ano do Orpheu

1915 O Ano do Orpheu
1915 - O Ano do Orpheu. Provavelmente é apenas mais um livro que não lerei. É um belo livro - e caro - nisto, coincidem quase todos os livros em Portugal. Mas não é por causa do preço que não o lerei - até porque me ofereceram o livro no dia de aniversário.

Como também me ofereceram Pó, Cinza e Recordações, de J. Rentes de Carvalho. Li as primeiras três entradas deste Diário, e não consegui continuar. A qualidade é a mesma de sempre, e permito-me aconselhar a leitura a toda a gente.

O mesmo aconteceu com O Tempo Morto É Um Bom Lugar, de Manuel Jorge Marmelo. Li as primeiras doze páginas e parei. É muito, muito bom. Eu é que não consigo.

Sobre a enorme pilha de livros que se acumulam na minha mesa de cabeceira está também Soumission, de Michel Houellebecq, que a minha irmã me trouxe de França - um presente a pedido. Li as primeiras páginas apenas.

Há quase oito meses que não leio um livro. A excepção, pelo meio, foi a leitura de Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos. E foi uma leitura tão cheia de soluços, tão dolorosa, tão arrastada, que chamar-lhe leitura é já um acto de misericórdia.

Os livros - e a leitura - foram durante muitos anos o lugar onde me refugiei e protegi das agruras da vida. Mas já nem estes me consolam. Não, os livros não nos podem salvar - nem mudar a vida - apesar de todas essas frases românticas que pululam por aí.

Obrigado a todos que me ofereceram livros - não apenas estes, que refiro, mas muitos outros.

Post Scriptum: este post não é publicidade.

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