segunda-feira, 13 de abril de 2015

«Yet each man kills the thing he loves» - Oscar Wilde

Yet each man kills the thing he loves


Contudo os homens matam aquilo que amam
Que por todos seja isto ouvido,
Alguns fazem-no com olhar amargo,
Outros com palavras lisonjeiras,
O covarde fá-lo com um beijo,
O homem bravo com espada!

Alguns matam o seu amor quando são jovens,
Outros quando estão velhos;
Alguns estrangulam com as mãos de Luxúria,
Outros com as mãos de Ouro:
Os mais gentis usam uma faca, porque
Assim o morto arrefece logo.

Alguns amam pouco tempo, outros demais,
Alguns compram-no, outros vendem-no;
Alguns matam com muitas lágrimas,
Outros sem sequer suspirar:
Porque cada homem mata aquilo que ama,
Porém nem todos os homens hão-de morrer.

Ele não terá uma morte vergonhosa
Num dia negro de desgraça,
Nem terá uma corda em volta do pescoço,
Nem um pano sobre o seu rosto,
Nem, faltando o soalho, os pés lhe cairão
Pendentes no espaço vazio.

Um excerto de A Balada da Prisão de Reading, de Oscar Wilde, em tradução livre da minha autoria. No link têm o poema completo, em inglês.

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