segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Sintonia. Sinfonia. Amizade, Amor, e Outras Relações Estapafúrdias. Limites.

Fall, Love, Fall in Love, Folha, Amor
Imagem vista um dia destes no facebook, desconheço autor/a

A maioria das pessoas passam (e ficam ou seguem o seu caminho) pela nossa vida num acordo que com o tempo, por mais agradáveis que nos sejam, se torna monótono: estabelecemos relações com pessoas com as quais estamos em sintonia; pessoas que funcionam na mesma frequência que nós. Muitas, poucas, ou raras, muito depende do nosso comprimento de onda. Porém, em qualquer caso, raríssimas são as pessoas verdadeiramente especiais na nossa vida. Não basta estarmos em sintonia para fazermos do encontro com elas uma festa, como no poema de Alexandre O'Neill. Com as pessoas verdadeiramente especiais nas nossas vidas não estamos apenas em sintonia; entramos numa sinfonia: mesmo quando "falamos" em tons diferentes, nunca deixamos de estar em harmonia.

Quem não percebe isto - nunca poderá perceber certas, determinadas, e específicas relações, por mais improváveis que pareçam a olho nu. Porque estou para aqui a falar disto? Uma vez que agora quase já ninguém lê blogs, posso publicar o que me apetecer (como sempre fiz), mas sem o risco de ser (muito) incompreendido. E a única lógica da vida é não haver lógica nenhuma. Conduzamos, então, tudo aos limites do Absurdo.


Leitor, Reader, Reading, Books, Rapaz, Books
Imagem descaradamente «roubada» no blog WhyNotNow.
Não sei de quem é a Escultura nem a Fotografia.

«Os azedos poderão repontar que devo ter juízo, não esquecer os anos, mas a esses direi o que talvez ignorem: o modo de estar na vida tem pouco a ver com a idade e quase tudo com o gosto do risco.»

J. Rentes de Carvalho, no blog Tempo Contado.

Algumas pessoas pretendem que conhecem os limites de tudo; o Bem e o Mal; o Certo e o Errado; a Verdade e a Mentira; o Legal e o Ilegal. Idiotas: só se conhecem os limites depois de quebrados. Privem-me, por favor, dos vossos paternalismos e moralismos. Melhor: privem-me, por favor, da vossa existência. Passo bem sem vós; a vossa presença é que me dá pruridos, urticárias, e outras irritações na pele e na alma - ou espírito - ou o que lhe queiram chamar (para não utilizar um palavrão - uma palavra grande - pelo meio). É tudo por agora.

Post-Scriptum: O poema de Alexandre O'Neill referido é este: Amigo.

2 comentários :

  1. Fizeste muito bem em "roubar", eu encontrei-a algures e claro nada sei sobre a escultura, senão teria referenciado a imagem, mas que é linda, é verdade...

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