quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Enviei-me para Marte...



Pronto, vai só o nome, que não tenho dinheiro para a viagem - se tivesse, com certeza que pagaria - pagaria o que fosse, para sair deste inferno chamado Terra. Nem sequer um nome de jeito tem, este inferno, um nome como, sei lá!, Hades. Hei-de ir-me hei-de.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Patéticos e Preguiçosos

Patéticos e Preguiçosos

Patéticos e Preguiçosos: Post de Henrique Manuel Bento Fialho, a ler no blog antologia do esquecimento.

Por uma vez muitos de nós terão concordado com as palavras do mentiroso-mor do reino; o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho; provavelmente não pelos mesmos motivos, mas isso é outra história. Com tantos livros, de jornalistas, comentadores, economistas, e profetizadores, que se publicam com a solução para o país, não se pode estranhar que o governo ainda não tenha encontrado nenhuma.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dylan Marlais Thomas - 100.º Aniversário do Nascimento

Dylan Marlais Thomas, 100th Anniversary
Dylan Marlais Thomas
27 de Outubro de 1914, Swansea, País de Gales, UK
09 de Novembro de 1953, New York, USA


«Though lovers be lost love shall not», assim é o verso que roubei ao poeta Dylan Thomas para título deste blog. Faz parte do poema «And Death Shall Have No Dominion», que novamente partilho com quem por aqui passa. Se fosse vivo, faria hoje 100 anos. Este é, sem dúvida, um dos meus poemas preferidos. Apreciem (podem ler uma tradução para português aqui):


Cartas, Visões e Outros Textos do Sr. Pantaleão

Cartas Visões e Outros Textos do Senhor Pantaleão de Fernando Pessoa
Cartas, Visões e Outros Textos do Sr. Pantaleão. Já saiu para as livrarias no dia 17 de Outubro, e eu só agora me apercebi. Era para dar a este post o título-série «dos livros que nunca lerei», mas até a auto-comiseração tem limites nas minhas vísceras. Pronto, não tem, que cá estou eu a lamentar-me de mais um livro para comprar, e nenhum dinheiro na carteira para o fazer.

Parece que há ali dentro, no livro, 39 inéditos de Fernando Pessoa, mais alguns textos que são publicados pela primeira vez na íntegra. Não sei se será verdade, que de cada vez que vejo um livro novo com o nome Fernando Pessoa (ou algum dos seus pseudónimos, heterónimos, semi-heterónimos, seja o que for) na capa, desconfio; e fico em pulgas - bela expressão, que de facto dá-me comichão.

São apenas 12,96€. Vou ali ver se encontro o boletim do EuroMilhões para reclamar os 152 milhões de euros. Ah, espera, não joguei em Castelo Branco.


sábado, 25 de outubro de 2014

O que fazer com os 190.000.000,00 Euros* do primeiro prémio do Euromilhões?

Imagem Daqui.


O primeiro prémio do EuroMilhões, soma que ascende aos *€152.000.000,00 (sim, porque 20% vão para o Estado, que é uma entidade que rouba toda a gente, para distribuir por um pequeno grupo de indivíduos que agem como se fossem donos desta merda toda, até ao dia em que, esperemos, lhes entre uma bala pelos cornos a dentro), saiu em Portugal, a um (ou uma, não sei) feliz contemplado(a).

Para quem ainda não sabe a chave: 3, 9, 20, 30, 42 + 1, 6

A menor das preocupações (o ser humano é estranho, não é, ter 152 milhões de euros, e ter preocupações) provavelmente será essa de «o que fazer com 152 milhões de euros?» Eu ia para a quinta, ou para o monte.

Mas o motivo deste post é outro: ontem após a saída da chave, no twitter, começaram a aparecer os comentários sobre o que fariam com o prémio do Euromilhões, com a #hashtag #SeOEuromilhõesMeTocasse a avaliar por aquela pequena amostra, eis os três grupos de coisas que os Portugueses mais fariam:

  1. Iam visitar todos os estádios dos clubes que futebol de que gostam, e ver todos os jogos do clube do coração;
  2. Iam encontrar-se com os cantores preferidos (mesmo que tivessem que os mandar raptar), ver todos os seus concertos, etc;
  3. Fugiam de Portugal, definitivamente, na maior parte dos casos, ou andando por aí e regressando à base de quando em quando.
Num quarto grupo, tudo o resto: as casas de luxo, os carros de alta cilindrada, os montes de roupa, sapatos, ténis, material informático... e uns poucos que ajudariam as crianças com fome, os pobres de África, etc... E assim vai Portugal... (incluo-me no grupo dos que saíam desta estrumeira, e tentariam nunca mais cá meter os pés).

Entretanto, nas notícias, os jornalistas insistem em falar de prémio de 190 milhões de euros. São burros, ou pretendem que ignoremos o roubo do Estado (quando um Estado rouba até a sorte dos cidadãos!)? Não somos idiotas!!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Memes Francisco Nicolás Gómez Iglesias

E agora, para se rirem um pouco, alguns dos memes Francisco Nicolás que se podem encontrar na internet:



Francisco Nicolás Gómez Iglesias

Francisco Nicolás Gómez Iglesias, José Maria Aznar
Francisco Nicolás com o ex-líder do PP, José Maria Aznar


Chama-se Francisco Nicolás Gómez Iglesias e conseguiu enganar meia Espanha (a outra metade está-se a rir). Meia Espanha pergunta-se como foi possível?, a outra metade quer construir-lhe uma estátua e considera-o um herói. Afinal, ele apenas fez o que fazem a realeza, e as elites políticas, económicas, e empresariais. Que outra explicação pode existir?

Ele levou o adágio ver e ser visto a extremos inauditos; habilidoso na arte do networking ou vigarista? Impostor ou político profissional? Herói ou Vilão? Francisco Nicolás pôs a nu o modus operandi das classes que detém o poder. Mitomania, Confabulação? Coisa de meninos, que Francisco Nicolás é grande...

domingo, 19 de outubro de 2014

Manuel António Pina

Manuel António Pina, Gato

Passaram dois anos desde a morte de Manuel António Pina. Lia todas as crónicas que ia publicando na Jornal de Notícias, e elas continuam aí, para nos mostrarem que está tudo igual ou pior: O fato novo do Rei (24/07/2012); Coisas sólidas e verdadeiras (01/08/2012). Não sei, mas julgo que a «homenagem» do Jornal de Notícias foi coisa de pouca dura. Aqui pelo blog fui publicando poemas e crónicas de Manuel António Pina, quem quiser é só procurar.

EuroMilhões: se eu ganhasse os 181 milhões de euros.

Dinheiro, Euro, EuroMilhões, Money, EuroMillions
Dinheiro acabadinho de chegar a minha casa, empacotadinho e tudo. As notas de 5€ e 10€ mandei queimar.


aqui vos disse o que faria se ganhasse os 162 milhões de euros do primeiro prémio do EuroMilhões - mas como ninguém quer acertar nos malfadados números, vejo-me obrigado a comunicar-vos o que faria com os 181 milhões de euros do primeiro prémio do EuroMilhões (menos 20% de imposto de selo, que é um imposto, como todos os impostos em Portugal, que é uma mão esticada pelos sabujos que nos governam, para roubar, legalmente, dizem eles, a uns e dar aos outros, quer dizer, aos donos, que um sabujo é um cão farejador, para quem não sabe, um adulador servil).

Pois bem, tenho-me esquecido daquilo que antes de mais faria. E nem seriam precisos 181 milhões de euros; muito, muitíssimo menos, bastava: ia-me embora e nunca mais colocava os meus pés nesta desgraçada terra. Não se preocupem, que havia de arranjar tempo para escrever (ou mandar escrever) umas parvoíces aqui para o blog - porque só quando escrevo parvoíces é que as visitas são dignas de se ver; publico um post a dizer nada de nada com o título Jessica Athayde e é um corrupio de visitas. Publico um post sério, e nada, nicles, ninguém quer saber.

Enfim, o corrector orthographico não reconhece as palavras farejador e corrupio. É tudo por agora, um bom domingo, ou o que resta dele, uma boa semana, sejam felizes, se ainda conseguirem. Vou-me ali às estantes a ver se encontro qualquer coisa para ler.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Jessica Athayde

Jessica Athayde
Vou-vos confessar que devo ser uma espécie de extra-terrestre, porque até há minutos atrás não fazia a mínima ideia de quem era a Jessica Athayde. Mas tanto li o seu nome no twitter e em blogs nos últimos dias, que fui pesquisar - vá-se lá saber porquê, nos blogs em que li, não tinham nenhuma fotografia, porque quando pesquisei nas imagens do google, logo se me pareceu que esta cara não me é estranha, suponho que a tenha visto em algumas novelas, não faço ideia em quais, que não acompanho nenhumas, mas tropeço muitas vezes nelas, senão em casa, ao menos em cafés.

Continuo sem perceber o escarcéu, mas, como disse, devo ser alguma espécie de extra-terrestre, estrangeiro onde quer que esteja.

A fotografia é da Jessica Athayde - um dia também gostava de escrever post a fazer publicidade disfarçadamente descarada a uma marca qualquer. Podem encontrar a Jessica Athayde no blog jessy james ou na página do facebook, mas isso provavelmente já sabeis. Eu agora vou ali ao google, para ver se descubro quem é a Sara Sampaio.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

«Só existe um problema filosófico realmente sério: o suicídio.»

O Mito de Sísifo, Albert Camus

«Só existe um problema filosófico realmente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale ou não vale a pena ser vivida é responder à questão fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, aparece em seguida…»

Albert Camus, na obra da imagem, O Mito de Sísifo. Se nasceu ou não em França não tem, afinal, importância nenhuma -

e que importância tem a forma como se morre, se somos apenas pó das estrelas, que importância tem mais um dia ou menos um dia (o tempo não existe, o que existe são os relógios - existirão?, o que é existir?),

que importância tem, se um dia a alma dirá ao corpo que não quer / arrastar o seu peso ao longo desta via / por onde os homens vão, felizes por viver?

que importância tem viver, se viver é ir-se despedindo daquilo que nunca se conheceu?


Se eu ganhasse os 162 Milhões de Euros...

Gato e Livros, Books and Cat

Já tenho os meus números registados, mas as senhoras e senhores do EuroMilhões têm a pontaria desafinada, e nunca conseguem acertar com eles. Se eu ganhasse o EuroMilhões comprava uma quinta isolada com um riacho ao fundo... onde pudesse ter os meus livros, uma máquina de escrever, um cão e um sótão... um perdigueiro... e a sombra de um salgueiro... um pôr-do-sol arroxeado... uma brisa estival... um pintassilgo e um pardal... e um horizonte prateado... 

E embora me tenha esquecido do gato quando escrevi o texto, claro que também arranjava um gato. Gostava muito de ter um gato, gostava muito de poder ter um gato, mesmo não ganhado o EuroMilhões, mas os sonhos andam todos cada vez mais caros, mesmo aqueles que parecem baratos.

Estava de manhã a ouvir as notícias, rodando entre os vários canais, que futebol... já não se aguenta tanto futebol, política idem, e então restam poucas notícias para ver; parei na TVI quando acabava a notícia sobre os 10 000 novos milionários (de acordo com o Crédit Suisse) que há em Portugal - quantos pobres são precisos, mesmo, para fazer um milionário? - e começava a notícia sobre o prémio do EuroMilhões da próxima sexta-feira, 17 de Outubro (não sei se é dia de azar em alguma parte do mundo). E diz a apresentadora, com uma seriedade à prova de qualquer ironia, algo do género: «e provavelmente o número dos novos milionários também se explica com os prémios do EuroMilhões...» Mais, informou que ontem 39 alminhas ganharam, em Portugal, quase 2000€...


Sim, provavelmente é isso, pensei, e nós somos todos idiotas, conclui...

terça-feira, 14 de outubro de 2014

PODEMOS


Hoje à tarde, enquanto sintonizava a rádio, fui parar à OndaCero. Era uma entrevista com Pablo Iglesias. Isto para dizer o quê?

- Que mais dia menos dia, mais semana menos semana, mais mês menos mês, por cair de maduro o governo, ou de podre, ou simplesmente porque acaba a legislatura, haverá eleições.

E o que nos aparecerá nos boletins de voto? As mesmas merdas do costume!
E em que é que os portugueses irão votar? Nas mesmas merdas do costume!
(Mais a merda do Marinho (e) Pinto, que é outra merda do costume!)
E não saímos da merda desta merda. Votava num PODEMOS com gosto. Era só isto.

Sobre os Escritores que NÃO ganharam o Nobel

Livros, Personagem, Escultura com Livros, Escritores, Nobel


Pede-se encarecidamente a quem, ano após ano, faz listas dos escritores que não ganharam o Nobel, que não incluam Marcel Proust, Franz Kafka, ou Fernando Pessoa, por exemplo. Nem escritores falecidos antes de 1901. Não sabem porquê? Se soubessem não fariam tais listas idiotas.

E sim, o Fernando Pessoa sonhou ganhá-lo. Também sonhou publicar muitos livros, mas apenas publicou, em Português, o pior que escreveu, e alguns poemas em Inglês, que estão longe de ser os melhores que escreveu.

Este ano o Prémio Nobel calhou a Patrick Modiano. Não conheciam - que chatice! - podem ficar a conhecer. Eu tinha para ali o «Um Circo que Passa», e embora soubesse que tinha (pelo menos) um livro de Modiano, quando ouvi o nome - fui imediatamente buscá-lo ao seu lugar na estante - não me recordava de nada do que dizia a obra. Estou a reler este, enquanto não chegam outros novos - se não chegarem... É a vida.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Patrick Modiano, Prémio Nobel de Literatura 2014

Patrick Modiano, Prémio Nobel de Literatura 2014
Patrick Modiano
Prémio Nobel de Literatura 2014



“For the art of memory with which he has evoked the most ungraspable human destinies and uncovered the life-world of the occupation”.

«Pela arte da memória com que evoca os mais inefáveis destinos humanos e desvela o mundo da ocupação.»

Patrick Modiano: conheça o novo Prémio Nobel de Literatura.

O Estado a que Isto Chegou...

Soares dos Santos, António Mexia, Ricardo Salgado, Henrique Granadeiro, Zeinal Bava

No dia em que Zeinal Bava se demitiu da Oi, voltei a ver a imagem acima, imagem que havia publicado aquando da demissão de Henrique Granadeiro da PT, partilhada no twitter. No mesmo dia Maria de Luís Albuquerque admite que o Novo Banco pode ter custos para o contribuinte, como se não soubéssemos disso desde o primeiro dia. Apesar de não sermos burros (somos sim senhor, só um povo de burros se pode deixar governar por esta trupe de asnos), juraram-nos a pés juntos que o fundo de resolução (nacionalização, em novilíngua) não tinha custos para o contribuinte.

A questão não é se o fundo de resolução, perdão, o banco agora público, terá custos, embora para parafrasear Nuno Crato, Maria de Luís Albuquerque não tenha dito que iria ter, mas apenas que poderia ter. A questão é em quanto nos ficará a conta. Pois Carlos Costa, o inefável governador do Banco de Portugal, revelou-nos que as garantias de que estava tudo bem não eram para os investidores mas para os depositantes; então a questão é: quanto dos 4900 milhões de euros do fundo de resolução injectados no Novo Banco, o Bom, já voaram do mesmo, em levantamentos? Qual é o tamanho da fraude?

domingo, 5 de outubro de 2014

05 de Outubro de 1910

A minha tia Amélia, quase 94 anos,
e a minha tia-avó, Maria, a caminho dos 103
Esta data, 05 de Outubro de 1910, faz-me pensar sempre no meu avô paterno, Raul, que não conheci. Se fosse vivo teria 119 anos. Quando a Implantação da República aconteceu já caminhava para os dezasseis anos; foi, tanto quanto sei, o ano em que ocorreu na sua (e minha) família uma revolução.

Um dia de manhã o meu bisavô, António, saiu de casa, percorreu, a pé, mais de cinquenta quilómetros, até encontrar um sítio para habitar. Voltou ao final do dia, ou talvez no dia seguinte, não sei, e quando voltou mandou à família (eram à época seis elementos) que fizessem as malas; quer dizer, que arrecadassem tudo o que tinham, nas grandes arcas de madeira, as carregassem nas carroças, e partissem, gente e gado. Partiram. De Badamalos, Sabugal, para o lugar que agora é conhecido como Quinta dos Badamalos, Valbom, Pinhel. (O meu avô casaria, anos depois, em Badamalos, de onde era a sua primeira mulher).

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Alabardas, de José Saramago

José Saramago
José Saramago, em 2008
Fotografia de Nuno Ferreia Santos.

Apesar de serem apenas algumas páginas, claro que quero adquirir Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas, de José Saramago. Há livros que vão muito para além do conteúdo. (E, não se deixem enganar, apenas por este ponto, quero comprá-lo). É como os contos, argumentos para filmes, ou outros textos, de Fernando Pessoa, que muitas vezes não passam de rascunhos de rascunhos. O valor não está em si mesmo, mas no que representam. Há quem continue a ter anticorpos a José Saramago - infelizmente pelas razões erradas (dando de barato que há razões certas para isso). José Saramago é um grande romancista, um grande escritor, e, citando Harold Bloom, a nível narrativo poucos o igualaram. Quem não quer perceber isso, talvez nunca tenha percebido nada de Literatura - ou está apenas cego, porque a cegueira é confortável quando se querem auto-validar as ideias feitas. O livro vem com ilustrações de Günter Grass.