sábado, 23 de agosto de 2014

A Vida e Opiniões de Tristram Shandy, por Laurence Sterne

Laurence Sterne, Tristram Shandy
Laurence Sterne
por Sir Joshua Reynolds
A história de Tristram Shandy é antes de mais a história da sua própria história, a narração da narrativa, uma longa linha que por vezes é esticada e reta, outras é emaranhada e retrocida, umas vezes anda rapidamente para a frente, outras vezes desvia-se, curva, volta atrás, ganha balanço, para depois continuar. Por vezes fala de si mesma, outras vezes entretém-se com outras histórias; como O Conto de Hafen Slawkenbergius (uma personalidade célebre que nunca existiu e que Sterne mistura com outras que foram reais; «hafen» significa “penico”, em alemão, e «slawkenbergius» significa “monte de esterco”). Discorre longamente sobre a importância dos nomes, do tamanho dos narizes, e de tudo o mais que se lembre; pode parecer, à primeira vista, que isto não faz sentido nenhum.

sábado, 16 de agosto de 2014

Stefan Zweig, William Somerset Maugham, ...

Segredo Ardente, Stefan Zweig, Relógio D'Água
Segredo Ardente fala-nos do despertar do ciúme e do conhecimento do que é a atração amorosa num rapaz de 12 anos. Manipulado por um homem que quer fazer dele o meio de aproximação à mãe, vai sentir o entusiasmo da amizade, a desilusão e o ciúme no ambiente de uma estância de veraneio onde quase não conhece ninguém.

Stefan Zweig foi durante a vida - que acabou pelos seus próprios termos, em Petropólis, Brasil, cidade de Pedro - um dos escritores mais famosos, traduzidos, e vendidos - depois caiu num torpe esquecimento; dele apenas li Brasil, País do Futuro.

Outro escritor que também teve grande sucesso e nome durante a vida, e anda mais ou menos esquecido é William Somerset Maugham. Viveram na mesma época, embora Maugham fosse um pouco mais velho, e Zweig tenha partido antes, desiludido e derrotado pelo confronto do mundo real com o mundo idealizado com que sonhava.

Brasil, País do Futuro é também um testemunho do mundo com que ele sonhava. Sempre que penso num destes escritores, penso no outro.

Tivesse eu dinheiro, e iria comprar as obras destes dois autores, e fazer uma maratona de leitura. Ao contrário de muitos outros autores, até estão publicadas, em Portugal, quase todas as obras de Stefan Zweig e William Somerset Maugham. Pelo caminho, aproveitava e comprava o catálogo inteiro da Relógio D'Água, provavelmente a melhor editora portuguesa da actualidade - a par da Quetzal, mas com um catálogo mais enxuto e ao meu gosto. Para quem gosta de obras de qualidade, aqui têm a sugestão de dois autores muito produtivos, à espera de serem (re)descobertos.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A Gremlin Literária Desagradada

Gremlin, Esbórnia
Gremlin Esbórnia Bentes Penedo, a Critica Literária

(...) um texto (entre aspas porquê?) que descreve com detalhe a aventura de um idiota português que se enrola em esbórnia com um grupo de motards alemães a arrotar sauerkraut e cerveja morna.

Recomendo que evitem a leitura, talvez o exercício mais repelente dos meus últimos meses.

Margarida Bentes Penedo, no Gremlin Literário

Menina, para se agradar, uma vez que J. Rentes de Carvalho lhe provoca urticária, recomendo-lhe a leitura de Henry Miller ou João Ubaldo Ribeiro, se quiser ler textos com qualidade; se não quiser textos com qualidade, recomendo-lhe as Cinquentas Sombras de Qualquer Coisa, ou a Bíblia. Atenção que, nesta última, encontra lá de tudo, até textos com qualidade. Entretanto, deixe-se de leviandades e falsas pudicícias.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Robin Williams (1951-2014)

Robin Williams
Robin Williams, no filme O Clube dos Poetas Mortos
Chicago, Illinois, USA, 21 de Julho de 1951 - Tiburon, Califórnia, USA, 11 de Agosto de 2014


O Captain ! My Captain!

1

O Captain! my Captain! our fearful trip is done;
The ship has weathered every rack, the prize we sought is won;
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring:
          But O heart! heart! heart!
          O the bleeding drops of red,
          Where on the deck my Captain lies,
          Fallen cold and dead.

The Kite, by Lasse Nielsen

The Kite, Lasse Nielsen
The Kite, by Lasse Nielsen

Trinta e seis anos após You Are Not Alone (1978), Lasse Nielsen anunciou que acabou de editar o seu novo filme, The Kite (O Papagaio); o final de You Are Not Alone não foi aquele que estava previsto, pois a fotografia das filmagens das cenas finais saiu demasiado escura, e não havia orçamento para mais. Lasse Nielsen acredita que nos dias de hoje não seria possível realizar um filme como You Are Not Alone, «Não, não acredito que o filme pudesse ser feito hoje. Hoje em dia há uma desafortunada situação de auto-censura», afirmou. The Kite é, segundo o realizador, «tão bonito e romântico quanto You Are Not Alone». Não sei se será um filme tão controverso quanto You Are Not Alone, pelo menos nos Estados Unidos, aquela nação que produz filmes de matança e guerra em série, mas se escandaliza quando um coming of age movie trata de outras orientações sexuais que não a heterossexual, mas se for igualmente bonito, valerá a pena.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Transtorno BESpolar, Banco Bom vs. Banco Mau

BES, Banco Bom, Banco Mau, Novo Banco, Banco Espírito Santo
Transtorno BESpolar
(fonte)

A Moralidade da Desonestidade

Caixa Geral de Depósitos, Roubo, Assalto, Banco
Caixa Geral de Depósitos
Dê a uma Pessoa uma Arma e ela pode roubar um Banco;
Dê a uma Pessoa um Banco e ela pode roubar toda a Gente.


Podia dizer-vos para irem ler o post A Moralidade da Desonestidade, no blog Um Jeito Manso. É um post com um texto conhecido; mas vale sempre a pena (se a conta não é pequena), para entendermos em poucas e simples palavras a roubalheira que são os bancos. Podia estar aqui a falar do BES (o único conselho que posso dar é: guardem o dinheiro em casa, de preferência em ouro; ou diamantes; ou mercadorias do género); porém falo da Caixa Geral de Depósitos, que é o único banco (em Portugal) onde alguma vez tive conta. Para dizer que é um escândalo os valores que cobram por comissões; impostos do selo; anuidades; whatever; é uma festa, é decidir, e pronto. Imaginem que têm uma empresa; que têm uma carteira de clientes; e que podem decidir quanto é que cobram aos vossos clientes, por semana, mês, ou ano, simplesmente porque... são vossos clientes! É pelo privilégio de ter lá uma continha aberta. Caixa Geral de Depósitos, para mim, é sinónimo de Assalto, Roubo, Descaramento. Nem vale a pena ir mandá-los roubar a p#t@ que os pariu - porque vão mesmo.

domingo, 10 de agosto de 2014

I'm a Poor Lonesome Cowboy And a Long Long Way From Home...

I'm a poor lonesome cowboy and a long long way from home, Lucky Luke

«Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? / Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? / Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. / Assim, como sou, tenham paciência! / Vão para o diabo sem mim, / Ou deixam-me ir sozinho para o diabo! / Para que havemos de ir juntos?» 

Versos do poema Lisbon Revisited (1923) de Álvaro de Campos. Poesia e Banda Desenhada, duas entre muitas paixões. Digo muitas vezes que ainda não cheguei a casa - não me interpretem mal - não digo que pretendo chegar, não digo que procuro um caminho para lá chegar, digo apenas que ainda não cheguei a casa. Não tenho Pátria, foi-me roubada!, para além da Língua Portuguesa. Não tenho Nação, não tô nem aí para nacionalidades. Não tenho partido político, sempre prezei o uso dos meus neurónios. Não tenho Religião, para além da Literatura, os meus Deuses são os Escritores que amo. Não tenho Reis nem Rainhas, para além dos Poetas que amo, só aos seus versos presto vassalagem. Meu único fanatismo é o Sport Lisboa e Benfica, e é só durante os noventa minutos. Vão em Paz e que o Senhor, ou a Senhora, vos acompanhe - conforme a Vossa preferência. Não quero nem saber. E, se me pagarem bem, faço publicidade descarada à tal da Margarina.

sábado, 9 de agosto de 2014

Servilismo...

Servilismo, servility, subservience,

A Portugal terei sempre um amor de criança inocente, as suas paisagens continuarão a emocionar-me como seres vivos e queridos.
A língua-mãe é uma das grandes alegrias da minha vida e o instrumento que me orgulho de tocar.
Mas, pudesse eu, despedia-me da sociedade portuguesa, que me envergonha pela podridão, pelo desprezo do semelhante, a falta de sentido cívico e social, a cobardia, o servilismo com que aceita a lama e chafurda nela.

J. Rentes de Carvalho, Confissão, no blog Tempo Contado.

Já devem saber que, por mim, citava todos os posts de J. Rentes de Carvalho, mesmo aqueles com que não concordo (o que é raro acontecer); porém isso já seria aproveitamento de textos alheios - há, contudo, por aí tantos blogs que só escrevem tretas e têm milhares de seguidores e de visitas diárias, que custa-me a entender que Tempo Contado não seja um dos blogs mais vistos da blogosfera - espero que seja, ao menos, um dos mais lidos. Em tão poucas palavras, tanto...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A minha teoria, muito breve e resumida, sobre o Povo Português



Como todo o mundo tem a sua teoria sobre o homo tugus, eu próprio meti-me a desenvolver a minha própria teoria. Outrora o lugar mais ocidental do mundo conhecido, este malfadado pedaço de terra hoje denominado Portugal, foi recebendo todos os rechaçados, excluídos, e - sim - aventureiros que vagueavam pelo mundo semi-conhecido em volta do Mar Mediterrâneo. 

Embora por aqui tenham passado, e acabado o seus dias, inúmeros povos, o lusitano foi essencialmente forjado a partir da miscigenação de três povos: os fenícios (eles próprios mistura de judeus e gregos, aqueles tipos que eram navegadores e inventaram o alfabeto fonético, e terão fundado aquilo que hoje se chama Lisboa); os judeus propriamente ditos (aqueles que desde os Génesis sempre tiveram uma fatal atração pelo fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal), e os celtas (em especial os lusitanos); os árabes também por aqui andaram, mas não queriam misturas, a influência foi mais cultural que genética. Enfim, pelo menos para a minha teoria tem que ser assim. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Henrique Granadeiro demite-se da PT - Another One Bites The Dust...

Alexandre Soares dos Santos, António Mexia, Ricardo Salgado, Henrique Granadeiro, Zeinal Bava Luís Filipe Vieira
Alexandre Soares dos Santos, António Mexia, Ricardo Salgado,
Henrique Granadeiro, Zeinal Bava,
Luís Filipe Vieira
...Apenas metaforicamente, que esta gente nem a dignidade do suicídio tem. Não sei quantas mais cabeças vão tombar - sei apenas que o caso BES é apenas um abalo premonitório de um terramoto que pode ou não vir a acontecer. É um baralho de cartas - quantas tombarão? Um dia talvez se compreenda porque é que os portugueses têm umas das mais caras facturas de electricidade e das comunicações da Europa; talvez um dia se compreenda porque é que os preços dos produtos alimentares nas prateleiras dos supermercados são tão ou mais caros que nos países mais ricos da Europa. Esta fotografia, por exemplo, talvez ilumine muitas cabeças por aí...

Montedor, de José Rentes de Carvalho, sai dia 05 de Setembro de 2014

Montedor, José Rentes de Carvalho
Montedor, de J. Rentes de Carvalho
a 05 de Setembro de 2014 nas livrarias.
Ao longo das gerações, são sem conta as famílias portuguesas em que há alguém como o triste protagonista de Montedor: rapaz sem futuro, com um passado apenas de sonhos, arrastando-se num presente que é uma verdadeira morte lenta. Malgrado a simplicidade das personagens e das cenas, há no romance uma tensão permanente, e pode-se com verdade dizer que quase cada página encerra um momento dramático ou antecipa uma tragédia, a qual, talvez porque raro chega a acontecer, cria um desespero cinzento, retratando bem, e cruamente, os medos e o sofrimento da sociedade portuguesa, passada e presente. (Sinopse, no site da Bertrand, onde podem comprar Montedor, em pré-lançamento)
Montedor foi a primeira obra publicada por J. Rentes de Carvalho, no longínquo ano de 1968. Volta agora em nova edição, na Quetzal Editores, casa onde será a 11.ª obra do autor.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O Bom, o Mau, e o Feio...

Ricardo Salgado, Espírito Santo, Banco, Bom, Mau, Feio
Ricardo Salgado, o Bom, o Mau, ou o Feio - você decide!

O Bom (menos um a mandar bitaites paterno-moralistas), o Mau (ainda há por aí muitos a viver em cima das nossas possibilidades), o Feio (vai ser lindo quando perceberem o mega-assalto de que foram vítimas). Para mais informações, interessante artigo, em inglês, aqui: Forbes.

"Fundo de Resolução"* não tem custos para os contribuintes...

Inequality Income, Desigualdade de Rendimentos


...ah, afinal tem, desculpem lá qualquer coisinha!

Quando penso no que se tem passado na última década e meia (para abreviar), com especial incidência no último lustro (quer dizer, cinco anos) há uma imagem que me vem à cabeça - um filme de péssima qualidade que acaba com um qualquer tomás taveira a dizer, vá, não chora, aguenta, está todo lá dentro!... para os tansos dos costume.

*Nacionalização, em Novilíngua.

Sherlock Holmes, colecção do Público

A publicidade é gratuita, que não me pagam para isto - bem que me podiam enviar um pack - a partir de amanhã, 06 de Agosto de 2014, até dia 08 de Outubro de 2014, todas as Quartas-Feiras com o Público, por 4,50€ (+jornal, se não conseguirem que vos venda em separado), 10 livros com a obra completa com o detective Sherlock Holmes, provavelmente a personagem literária mais conhecida - suponho que ainda existam pessoas que pensem que ele existiu mesmo - e o que é existir? Eu, se tivesse uns trocos para gastar numa obra que já tenho, noutras edições, comprava estes 10 livrinhos. Como não tenho um banco que me empreste dinheiro sem apresentar documentação, fico a ver navios, e gaivotas em terra, ou nem isso. Tenho curiosidade: será que a obra vem censurada, sem os trechos cocainómanos? 

(Precisávamos de um Sherlock Holmes que desmascarasse os corruptos trapaceiros que por aí andam, a infernizar-nos a vidas a todos).

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Que farei quando tudo arde?

Pedro Passos Coelho, Manta Rota



Que farei quando tudo arde? - cogitaria Passos Coelho, se ao menos conhecesse Sá de Miranda. Estender-me-ei numa manta rota qualquer, jogando um jogo de xadrez; as peças brancas serão os bancos bons, as pretas serão os bancos maus! - pensaria, se ao menos conhecesse Ricardo Reis.

Está na hora de exigir que a Assembleia da República seja dividida em políticos bons e em políticos maus. Deitamos os maus para o lixo, e ficamos com mais um magnífico edifício vazio.

Post-Scriptum: O Navio Fantasma: tudo feito em cima do joelho (Pacheco Pereira). Exactamente o que eu penso.

domingo, 3 de agosto de 2014

Novo Banco BES - expliquem-me como se eu fosse muito burro!

Novo Banco, BES, Novo Banco Bes
Novo Banco BES, o BES bom, que o Bes mau vai dormir na rua com os sem-abrigo.


A palavra "nacionalização" foi banida do discurso oficial. O dinheiro público no BES deverá rondar os quatro mil milhões de euros. O Governo não quer sequer aparecer na fotografia. (Expresso)

O Estado vai injectar 4400 milhões de euros no BES, via Fundo de Resolução. O Banco Espírito Santo muda de nome para Novo Banco. Os outros bancos a operar em Portugal entram com 500 milhões. (Público)

Os cinco argumentos para resgatar o BES. (Económico)

Banco Bom, Banco Mau, Banco Novo. Esta Novílingua está cada vez mais infantil. Dói-Dói. Chupa-Chupa. Toma-Toma!

(Desastre) O Banco Bom, explicado pelo Banco de Portugal aqui. Amanhã passo no Banco Mau para ver se me concedem uns milhões de empréstimo; apresentar-me-ei como desconhecido. Entretanto, num piscar de olhos o site do BES (o BES-bom, o puro, o lado bom da força, o Dr. Jekyll cá do burgo, não confundir com o trapaceiro do BES-mau) já tem nova imagem, que o BES (o lado mau da força, o lado das trevas, o Mr. Hyde, o hediondo) não brinca em serviço. NOVO BANCO - Mais Forte e Mais Seguro (e Passos Coelho, e etc). No futuro escrever-se-ão contos, lendas, e fábulas com o banco bom e o banco mau.

To be or not to be - e uma cama para adormecer e não mais acordar - that is the question.

Cama de Livros, Bed of Books, Livros, Cama, Bed

To be, or not to be - that is the question;
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune
Or to take arms against a sea of troubles
And by opposing end them. To die, to sleep -
No more - and by a sleep to say we end
The heartache and the thousand natural shocks
That flesh is heir to. 'Tis a consummation
Devoutly to be wished. To die, to sleep -
To sleep - perchance to dream. Ay, there's the rub.
For in that sleep of death what dreams may come
When we have shuffled off this mortal coil
Must give us pause. There's the respect
That makes calamity of so long life.
For who would bear the whips and scorns of time,
Th'oppressor's wrong, the proud man's contumely,
The pangs of despised love, the law's delay,
The insolence of office, and the spurns
That patient merit of th'unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? Who would fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,
The undiscovered country, from whose bourn
No traveller returns, puzzles the will,
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all;
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o'er with the pale cast of thought,
And enterprises of great pitch and moment
With this regard their currents turn awry,
And lose the name of action. Soft you now,
The fair Ophelia! - Nymph, in thy orisons
Be all my sins rememberd.

Hamlet, William Shakespeare. Tradução para Português, em prosa, aqui. Quase parece belo o tempo em que comprava Hamlet por 1040$00. Mas não convém cair em ilusões. O muito mau, terrível, faze-nos parecer tolerável o apenas mau; mas não o é...

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A legalidade da autoridade...

Dom João VI, Portugal, Autoridade, Brasil, Beija Mão, Lambe Botas
Beija Mão a Dom João VI de Portugal, no Brasil



Quando a autoridade perde o seu carácter de legalidade, o ilegal não é aquele que contra ela se volta, mas sim aquele que a ela se curva.

Rubem Fonseca, em Agosto.

Neste país de curvados, bem pode a autoridade não ter carácter nenhum...

Curvas, contracurvas, curvas, contracurvas, curvas, contracurvas, curvas, contracurvas, e curvados.