segunda-feira, 31 de março de 2014

Antero Braga, Livreiro da Esperança 2014

Antero Braga, Encontro Livreiro, Livreiro da Esperança

Este ano o Movimento Encontro Livreiro distinguiu Antero Braga, da livraria Lello (Porto) com o diploma «Livreiros da Esperança», que lhe foi entregue no V Encontro Livreiro, que decorre em Setúbal. Mais informações em Encontro Livreiro.

6 Presidentes Consensuais

Durão Barroso quer um Presidente consensual; deixo-lhe aqui 6 exemplos de presidentes consensuais (e nem sequer é preciso recorrer à história europeia, ou mundial, que está cheia de exemplos de consensos; quedo-me pela história portuguesa):

José Mendes Cabeçadas
José Mendes Cabeçadas
Presidente Interino
31 de Maio de 1926 a 17 de Junho de 1926
Manuel Gomes da Costa, Marechal
Manuel Gomes da Costa
Presidente Interino
29 de Junho de 1926 a 9 de Julho de 1926





















Óscar Carmona
Óscar Carmona
Presidente
29 de Novembro de 1926 a 18 de Abril de 1951
António de Oliveira Salazar
António de Oliveira Salazar
Presidente Interino
18 de Abril de 1951 a 9 de Agosto de 1951




















Francisco Craveiro Lopes
Francisco Craveiro Lopes
Presidente
9 de Agosto de 1951 a 9 de Agosto de 1958
Américo Thomaz, Américo Tomás
Américo Thomaz
Presidente
9 de Agosto de 1958 a 25 de Abril de 1974



















O que vocês querem, com os vossos consensos, estamos todos fartos de saber; O único consenso que se exige aos Portugueses é correrem convosco à pedrada, à paulada, ou à rajada.

Carta Aberta ao Presidente da República, de Vítor Rua*

Cavaco Silva
Ex.mo. Sr. Presidente da República:

Não cumprimento V.Exa. e venho por este meio perguntar-lhe, seu grande paparrotão, se sabe que em Portugal existem mais de dois milhões de pessoas a viverem abaixo do nível de pobreza?
Sabe V. Exa., meu grande zureta, que Vossa Excelência com a sua atitude de desprezo total pela dignidade humana, está a contribuir para a perca de felicidade, capacidade de sonhar, dos nossos idosos, reformados e aposentados de fome e a deixar viverem na miséria pessoas que têm direito a um final de vida digno?
Tem V. Exa. conhecimento de que uma grande maioria dos nosso jovens ou têm de emigrar ou se ficam no País não têm emprego, futuro ou direito a sonhar, meu grande mandu?
Vossa Excelência, grande alarve, consegue entender que está a matar a Cultura deste País, meu grande parolo?
Não terá Vossa Excelência olhos na cara para ver que nós não queremos mais ver as suas trombas de zombie-mal-parido a dizer "Sobre esse assunto não irei comentar", meu grande empata-fodas?
Deu Vossa Excelência conta, que como Primeiro Ministro autorizou que batessem nos portugueses e, que estes, estúpidos que são, elegeram-no presidente deste nosso País, para que logo você, meu trengo, autorizar de novo baterem em nós, portugueses?
Terá você vergonha nessa sua tromba feia, meu grande estúpido, ao ponto de se retirar e desaparecer para sempre da nossa vista, para que não mais tenhamos de ver as suas trombas-de-alarve?
Despeço-me sem qualquer Respeito por Vossa Excelência, desejando-lhe a si e à sua pirosa-mulher-com-reforma-baixa e que se vão lixar longe daqui meus grande paparrotões,
do vosso (salvo seja...),

Vítor Rua, 2014

*Republico aqui a Carta Aberta de Vítor Rua pois o seu primeiro post no facebook foi retirado por ser considerado "ofensivo". Ou nas palavras de Vítor Rua:

Filme Baseado no Homicídio de Carlos Castro...

Renato Seabra, Carlos Castro, Cinema, Filme, Homicídio

Na próxima terça-feira começa a ser rodado, no Hotel Dr. Pedro Palace, em Lisboa, o filme baseado nos factos verídicos ocorridos a 7 de Janeiro de 2011 em New York. O filme será realizado por Rui Filipe Torres; o argumento é adaptado da peça "Um Crime em Nova Iorque", do escritor/actor João D'Ávila (que vai interpretar Carlos Castro, de quem era amigo). No papel de Renato Seabra estará Ruben Garcia. Depois de Sei Lá, eis a próxima grande produção do cinema português...

domingo, 30 de março de 2014

Os 10 Escritores Portugueses que mais Vendem

José Saramago

De acordo com o ABC, estes são os 10 escritores Portugueses que mais vendem:

01 - José Rodrigues dos Santos
02 - José Saramago
03 - Miguel Sousa Tavares
04 - António Lobo Antunes
05 - Margarida Rebelo Pinto
06 - José Luís Peixoto
07 - Fátima Lopes
08 - Gonçalo M. Tavares
09 - Valter Hugo Mãe
10 - Lídia Jorge

Dez considerações:

sábado, 29 de março de 2014

É próprio do mesmo homem saber compor a comédia e a tragédia?

Comédia, Tragédia, Máscaras


Quando O Banquete, de Platão, se aproxima do fim, todos foram para casa ou cozem a bebedeira, excepto Agatão, Atistófanes e Sócrates, que conseguiam beber mais que toda a Atenas. Os três sobreviventes passam uma enorme taça de vinho e continuam a beber enquanto Sócrates defende que um mesmo homem deveria poder escrever comédia e tragédia. Vencidos pelo vinho e pelo argumento do sábio, Aristófanes, primeiro, e depois Agatão, adormecem. Sócrates aconchega-lhes a roupa e sai caminhando até ao amanhecer. 

Harold Bloom, Frontispício sobre William Shakespeare, em Génio.

Agatão levantou-se para se aproximar de Sócrates, mas eis que um grande grupo de foliões chegou junto às portas, que alguém, ao sair, deixara abertas; entraram e foram instalar-se no meio dos convivas; foi uma balbúrdia e foi-se obrigado a beber, sem regra, grandes quantidades de vinho. Erixímaco, Fedro e alguns outros retiraram-se, segundo Aristodemo, que entretanto adormeceu, e por muito tempo, dado que as noites são longas nesta estação; acordou de dia e os galos já cantavam; notou imediatamente que toda a gente tinha ido embora ou adormecido, excepto Agatão, Aristófanes e Sócrates, que, bem acordado, bebiam por uma grande taça que passavam da esquerda para a direita.
E Sócrates continuava a falar com os outros dois. Quanto a este discurso, Aristodemo confessava não se recordar - o princípio tinha-lhe escapado, visto que adormecera -, mas, ponto capital, Sócrates obrigara-os a admitir que é próprio do mesmo homem saber compor a comédia e a tragédia e que a mesma arte aplica-se a uma e a outra. Depois de terem concordado, sem seguirem bem o raciocínio, já dormitavam. Aristófanes foi o primeiro a adormecer; em seguida, quando o dia rompeu completamente, Agatão. Então, Sócrates, que os tinha assim imobilizado, levantou-se e saiu; Aristodemo seguiu-o, como de costume; dirigiu-se ao Liceu, tomou um banho e passou o resto do dia nas suas actividades habituais; após o que, ao anoitecer, foi descansar para casa.

Platão, em O Banquete.

Sem querer troçar, parece até que Platão insiste na sua contenda com os poetas. Podemos inferir como teria reagido perante Shakespeare, cuja amplitude artística lhe teria valido o exílio imediato da República. Dado que Shakespeare é o único capaz de enfrentar o desafio de Sócrates, poderia ser útil conjecturar como e porque é que o autor de Como Vos Aprouver se converteu no autor de Macbeth. Sir John Falstaff e Iago não têm o menor ar de família, não há um vínculo claro entre Shylock e Hamlet. Nem sequer Feste, o bobo supremo, e o bobo de O Rei Lear têm algo em comum tirando a sua profissão.
Shakespeare não foi um grande dramaturgo trágico até escrever Hamlet, na viragem do século XVII. E Hamlet abriu caminho para a sequência de Otelo, O Rei Lear, Macbeth, António e Cleópatra, e Coriolano. Das primeiras tragédias, Titus Andronicus é uma imitação e uma farsa sangrenta, uma paródia, na realidade. Romeu e Julieta é uma composição lírica soberba, mas é uma tragédia de circunstância; não há nada na personalidade de Julieta que leve à catástrofe. O doutor Johnson achava que Júlio César era uma peça fria e eu concordo; a tragédia bem elaborada de Bruto não nos comove, porque é um homem vazio, apanhado no solipsismo da sua própria nobreza. Shakespeare teve de aprender a tragédia e só o conseguiu pela quarta vez. Não era um autor de tragédia inato, ou inevitável, e pagou um preço interior muito alto pela sua descida aos abismos de Iago, Edmundo, Macbeth.

Harold Bloom, Frontispício sobre William Shakespeare, em Génio.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Nós, de Evgueni Zamiatine*

Nós, Evgueni Zamiatine, Yevgeny Zamyatin, Antígona
Nós, de Yevgeny Ivanovich Zamyatin
Nós constitui uma das primeiras distopias** do Século XX, precursora de obras como Admirável Mundo Novo (1930), de Aldous Huxley, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (1948), de George Orwell, e Fahrenheit 451 (1953), de Ray Bradbury. Têm em comum descreverem por antecipação a engenharia social que, apoiada no controlo do pensamento e na repressão da dissidência, garante a unanimidade totalitária. 

Manuel Portela***, na badana de Nós, de Yevgeny Zamyatin

*Prefiro a grafia Yevgeny Zamyatin, porém a Antígona usa esta grafia: Evgueni Zamiatine.

**distopia - para muitos autores esta palavra é incorrecta; deveria-se fazer uso da palavra utopia. Enquanto esta última remete para o sonho, a primeira remete para o pesadelo. Demasiado mau para ser praticável?

***Manuel Portela é o tradutor da edição portuguesa (também na Antígona) de A Vida e Opiniões de Tristram Shandy, de Laurence Sterne - entre outras traduções.

quarta-feira, 26 de março de 2014

A explicação do sexo dos anjinhos às criançinhas...

PSD, Banco de Fomento
(fonte)
E para que é que serve um novo banco (como se os que temos não nos dessem já problemas suficientes)? Para ISTO. É o regabofe: passam os sálários a ser subsídio para o banco e - ou imposto para o estado. Há que fomentar a economia, estúpido! É a chamada concorrência, em versão neo-liberal, que dá nisto:

terça-feira, 25 de março de 2014

A minha carreira de medidor de pilinhas literárias em números...

Crítico Literário
Crítico Literário compenetrado no exercício das suas funções
(Imagem daqui)
A minha carreira de medidor de pilinhas* literárias vai de vento em popa, que é como quem diz, está ao léu. Alguém terá referido o romance Fome, do norueguês Knut Humsun em algum lugar, não sei onde, e agora é só visitas a chegarem aqui ao postigo redireccionadas pelos motores de busca. Lamento todas as desilusões que eventualmente tenha causado - o único conselho verdadeiramente útil que vos posso dar é este: vão ler. Fui por isso ver as estatísticas da minhas não-críticas literárias (apenas as não-críticas da série de posts livros que nunca devia ter lido, que seria bastante moroso andar a espreitar as estatísticas de todos os outros posts), e cheguei à conclusão que há 12 não-críticas que ultrapassaram as 3.000 pageviews (que vou indicar, para o caso de terem curiosidade, por ordem de publicação no blog): Fome, de Knut Humsun; O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry; manhã submersa, de Vergílio Ferreira; Romeu e Julieta, de William Shakespeare (calma, Harold Bloom, não quero fazer concorrência - um dia destes dedico-te um post de estatísticas parvas - não tão parvas quanto as do Governo Português, mas lá chegaremos); Uma Conspiração de Estúpidos, de John Kennedy Toole; A Criação do Mundo, de Miguel Torga (7.972 pageviews); 1984, de George Orwell; Opus Pistorum, de Henry Miller (12.796 pageviews); Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll; Os Contos, de Franz Kafka; Ninguém Escreve ao Coronel, de Gabriel García Márquez; e Lolita, de Vladimir Nabokov (15.721 pageviews!)

*Sim, é mesmo medidor de pilinhas, uma vez que não há uma única mulher entre estas minhas não-críticas - escrevi um post, extra-série, sobre Quando Hitler me Roubou o Coelho Cor-de-Rosa, de Judith Kerr. Alarmado com esta situação iníqua, corri para as minhas pobres estantes - o que não ajudou nada nesta colossal desproporção: cheguei hoje há conclusão, não confirmada, que por cada livro escrito por uma mulher, devo ter uns trinta escritos por um homem; são mesmo muito poucas as autoras que constam na minha biblioteca (?)... Talvez se deva ao facto de preferir os clássicos, e serem poucos os autores contemporâneos que me despertam interesse - vou sofrer um ataque das feministas - como castigo auto-infligido vou ler George Sand - ou George Eliot...

(E vocês, têm mais homens ou mulheres entre as obras que fazem parte das vossas leituras/estantes?)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Mas Era Proibido Roer os Ossos, pelo Teatro do CalaFrio

Mas Era Proibido Roer Ossos, Teatro do CalaFrio, Teatro Municipal da Guarda, Carta ao Pai, Relatório a uma Academia, Franz Kafka
Mas Era Proibido Roer os Ossos
A partir de "Carta ao Pai" e "Relatório a uma Academia",
de Franz Kafka
Pelo Teatro do CalaFrio,
No Teatro Municipal da Guarda, 9 a 12 de Abril
(Clique para Ampliar)
A partir de "Carta ao pai" e "Relatório a uma Academia", de Franz Kafka.

Neste espectáculo cruzam-se dois textos de Frank Kafka, um dos autores mais importantes (e perturbantes) da literatura ocidental: “Carta ao pai” e “Relatório a uma Academia”.

“Carta ao pai”- Em 1919, Franz Kafka escreveu ao seu pai, o comerciante judeu Hermann Kafka, uma longa carta. Na missiva, que nunca chegou a ser enviada, o escritor exprime a sua mágoa em relação ao um pai severo e dominador, que o autor apelida de “autoritário”, "tirano", "rei" e "Deus". Esta peça literária é, sobretudo, uma obra de auto-análise. Kafka escreve sobre a educação perversa que recebeu, considerando que lhe destrui a auto-estima e o condenou ao medo de nunca corresponder às expectativas. Uma sinceridade extrema trespassa esta carta que nos fala, implacavelmente, da nossa fragilidade como humanos.

“Relatório a uma Academia”- Kafka narra a história de um macaco que decidiu tornar-se humano, através de um processo de imitação; fumar cachimbo, cuspir, falar, etc. Depois de domesticado o macaco entrou para um teatro de variedades e chegou a tornar-se uma vedeta no mundo dos espectáculos. Aos sérios doutores de uma Academia revela, no entanto, que “no sexo” continua a ser um macaco. O percurso do símio e da sua transformação são contados de forma "científica", com toques de cariz rocambolesco plenos de comicidade.

domingo, 23 de março de 2014

Diáspora Judaica - governo espanhol vai "devolver" nacionalidade a descendentes de Judeus expulsos em 1492

Diáspora Judaica

O Governo Espanhol publicou uma lista de 5220 apelidos e nomes judeus que serão reconhecidos para devolução da nacionalidade espanhola aos descendentes daqueles que a partir de 31 de Março de 1492 (Decreto de Alhambra) foram expulsos do país - muitos procurariam refúgio em Portugal, mas acabariam novamente perseguidos, expulsos, mortos (às mãos do Santo Ofício, ou Madre Inquisição, como queiram, e outras cousas) - ou convertidos à força e à pressa, por qualquer das ordens, ou ambas simultaneamente (ver aqui). Infelizmente a nacionalidade espanhola cativa-me tanto como a portuguesa - nada...

Verifiquem se os vossos nomes (e apelidos constam na lista):

sábado, 22 de março de 2014

Apresentação de Portugal a Flor e a Foice, por J. Rentes de Carvalho


Bizarro destino, o de um livro que tem a sua génese uma tarde de Março de 1964, em Paris, no café em que uma dezena ou mais de "figuras gradas da Oposição", como já nesse tempo se intitulavam, começaram uma zaragata de murros e insultos, denúncias de vigarices, de traições e poucas-vergonhas.
Nos três ou quatro comícios da oposição portuguesa a que na altura assisti, repetiam-se essas cenas, abundavam os clichés ideológicos, era muito o vento e pouco o movimento, dividiam-se os presentes em quatro ou cinco facções, cada uma delas mais pura no ideal, pronta a enterrar a faca no interesse e na reputação do camarada.
Recordo que uma noite, depois de um desses comícios, me fui a jantar com Joaquim Novais Teixeira, o brilhante jornalista que já muito me tinha aberto os olhos, e, contando-lhe o que testemunhara, resumiu-me ele o historial da oposição a Salazar, terminando por uma frase que é difícil esquecer: "A oposição democrática portuguesa, só tem razão (…) mais nada."
Estranhei, preocupou-me, e deitei-me a investigar.

Excerto de Entrevista de J. Rentes de Carvalho à revista «Atual» (Expresso)

José Rentes de Carvalho, Portugal a Flor e a Foice, Entrevista Revista Atual Expresso, José Mário Silva
Uma das afirmações que devem ter irritado muita gente é aquela em que defende que, antes do 25 de Abril, houve pouca resistência efectiva ao estado novo. Ou seja, quem se devia ter oposto a sério não o fez. Tirando o PCP, que na clandestinidade fez o seu trabalho, houve muita gente que se demitiu de ser verdadeira oposição. Pior do que isso: aceitou a situação. Havia uma osmose terrível entre a chamada oposição e os sustentáculos sociais do regime. Era tudo a mesma massa. Não conheciam o povo. Mesmo os neo-realistas e adjacentes. O que mais tinham em comum era o facto de frequentarem todos os mesmos cafés de Lisboa. Há muita gente que ainda hoje diz: "Ah, eu ia muito ao café Gelo". Eu também passei pelo café Gelo, era um puto, tinha uns 19 ou 20 anos. Olhei e vim-me embora. Fui à minha vida.

(...)

A adesão à Europa foi mais uma oportunidade desperdiçada para desenvolver verdadeiramente o país? Sim. Aqueles que tiveram o poder e receberam fisicamente o dinheiro, em vez de o canalizarem para o bem comum, canalizaram-no para os empreiteiros, para os bancos, para as indústrias, para a tolice de comprar o luxo. Esses foram os criminosos. É uma seita recorrente na sociedade portuguesa.

Excerto da entrevista de José Mário Silva (fotografias de Daniel Rodrigues)  a José Rentes de Carvalho, Revista Atual (Expresso) n.º 2160, 22 de Março de 2014

Ontem fui logo comprá-lo - e por isso nem pude vir ao blog celebrar o Dia Mundial da Poesia. Quando cheguei à livraria ainda não tinham desempacotado os exemplares de Portugal, a Flor e a Foice - ia tendo um ataque cardíaco - aproveitei e agarrei num exemplar da reimpressão de Uma Mentira Mil Vezes Repetida, de Manuel Jorge Marmelo - compra que andava a adiar à demasiado tempo - até que lá desencantaram os exemplares. Escolhi um do meio, que vinha sem defeito nem marcas de impressões digitais. Agora resta-me esperar pelo próximo - quanto às supostas polémicas e discussões... Gostava de ter tido este livro há 10 ou 15 anos atrás - sempre dava para dar com ele na cabeça a muita gente, nas discussões de café, das salas de aula, e outras - mas temo que não lhes entrasse lá - seria como enfiar um camelo no buraco de uma agulha.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Uma imagem (familiar) do País

Cães, Chiens, Dogs


José Dias Ferreira, presidente do conselho de ministros na altura da bancarrota de finais do século XIX (de 1892 a 1893), foi, na opinião de Gaspar, quem espoletou o incumprimento soberano do país porque "Dias Ferreira rejeitou o convénio com os credores proposto por Joaquim Pedro Oliveira Martins [o ministro da Fazenda ou das Finanças na altura]". "A resposta de Dias Ferreira foi que não se devia pagar", atirou.

Na sequência de uma grave crise financeira, a bancarrota de Portugal haveria de acontecer em 1892. O governo cairia no ano seguinte.

Ironia da História, o ministro da Fazenda Oliveira Martins, que tanto fascina Gaspar, é o tio-bisavô de Guilherme d'Oliveira Martins, atual presidente do Tribunal de Contas.

In Dinheiro Vivo. Uma pequena explicação familiar do porquê deste paul à beira-mar encravado ser o charco (a choldra Eçiana) mal-cheiroso que é - num lugar onde nascem vergados, vivem dobrados, e morrem derrotados, é natural que se mantenham os donos: basbaques que importam palácios a crédito - com o dinheiro dos outros, evidentemente.

Leituras.

Entrevista, José Rentes de Carvalho
Ainda não chegaram os livros que "ganhei" n' A Grande Aventura dos Livros Grátis. Embora tenha recebido um e-mail a dizer que haviam sido enviados, e que chegariam cá ao destino num prazo de dois a quatro dias. Vou fazer uma espera ao carteiro. Ontem fui comprar o jornal i para ler a entrevista a José Rentes de Carvalho. Confirmo uma vez mais que o jornal não vale a ponta de um corno. O António Nogueira Leite tem direito a quatro ou cinco páginas de entrevista - para o Rentes de Carvalho sobram apenas duas - e uma é ocupada com uma fotografia. As perguntas são sempre as mesmas - chega-me a parecer que reciclaram entrevistas anteriores. Já li quase tudo o que há para ler em Génio - os 100 autores mais criativos da história da Literatura, de Harold Bloom. Confirma-se: nunca tinha lido o nome Shakespeare tantas vezes em tão poucas páginas. Não fosse dar-se o caso de eu gostar do William - não fosse dar-se o caso de já ter lido cerca de metade da sua obra - não fosse dar-se o caso de já estar vacinado (e imune) aos críticos literários - e juro que deitava fora tudo que tivesse o nome William Shakespeare escrito. O Bloom é mesmo o Harry Potter da crítica literária - mas ele tem-se em grande consideração. E eu gosto do Harry Potter. «Génio» é ainda pior que «O Cânone Ocidental»... Mas porque é que eu caio sempre na esparrela? Safam-se, talvez, os frontispícios de o/a Javista e São Paulo - confirmo que uma lista de 100 génios (por mais desculpas de subjectividade e relatividade que se dêem) que não tenha os nomes de Laurence Sterne e Henry Fielding nem vale a pena ler. E se mete lá à papo-seco a Bíblia, não percebo como é que podem ficar de fora As Mil e Uma Noites... Por fim, o subtítulo porque é que estes 99 autores não são melhores que William Shakespeare seria muito mais adequado...

segunda-feira, 17 de março de 2014

Escritores e Gatos

Gato Norueguês da Floresta

O Vilto Reis escreveu um artigo sobre Escritores e Gatos, duas Criaturas de que eu gosto muito. Não seleccionou o poema de Fernando Pessoa, que eu deixo abaixo, mas vale porém a vossa visita: 10 Escritores que se inspiraram em gatos para escrever. Acima, fotografia do meu gato preferido - o Norueguês da Floresta. Também gosto muito do Gato de Cheshire, do Crookshanks, do Garfield, do Gato Persa, do Gato Félix (do Monteiro Lobato), do Tom, do British Shorthair, e do British Longhair...

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

Primeiras páginas de "Portugal, a Flor e a Foice" de José Rentes de Carvalho

Aqui estão as primeiras páginas de Portugal, a Flor e a Foice, de José Rentes de Carvalho. Podem adquirir o livro directamente no site da editora (serão reencaminhados para o site da Bertrand).


O texto acima é disponibilizado pela Bertrand (aqui) - mas para conseguir colocá-lo aqui no blog tive que fazer upload do mesmo no Scribd (aproveitei para lhe juntar a capa e a contracapa). Espero que gostem - e que tenham 13,95€ para o ir logo comprar no dia 21 de Março de 2014. Arrisco-me a prometer que não se vão arrepender. Antes, amanhã, dia 18 de Março de 2014, às 18 horas, podem ver o documentário de António-Pedro Vasconcelos e Leandro Ferreira, J. Rentes de Carvalho - Tempo Contado, Universidade Nova de Lisboa (auditório 1, Torre B). O livro Portugal, a Flor e a Foice, será apresentado dia 22 de Março de 2014, por Henrique Monteiro, na Fnac Chiado, às 17h, numa sessão que contará com a presença do autor.

sábado, 15 de março de 2014

Génio - os 100 autores mais criativos da história da literatura, de Harold Bloom

Génio, Harold Bloom, Os 100 autores mais criativos da história da literatura
Apenas algumas considerações muito rápidas, antes de ir ler os capítulos dedicados a Joaquim Maria Machado de Assis, e a Fernando Pessoa (também há um capítulo dedicado a Luiz Vaz de Camões, e outro a José Maria Eça de Queiroz): o livro é bonito, e aí está, 11 anos depois de ter saído o original em Inglês. Seleccionar 100 génios não é tarefa fácil, porém, dois pontos: primeiro) a literatura anglo-saxónica está sobremaneira sobrevalorizada; segundo) apesar do ponto anterior, deixar de fora Henry Fielding e Laurence Sterne é um crime de lesa-majestade. Imperdoável. William Shakespeare foi provavelmente o melhor escritor de sempre, mas às vezes parece que Harold Bloom quer fazer-nos acreditar que influenciou não só os que se lhe seguiram, os seus contemporâneos que provavelmente o conheceram e os seus contemporâneos que nunca ouviram falar dele, mas também aqueles que o antecederam - talvez Laurence Sterne seja da mesma opinião: esses malandros agarraram em ideias que não lhes eram destinadas. Não, o universo não gira à volta de William Shakespeare. Depois lerei os capítulos dedicados a William Shakespeare, Miguel de Cervantes, Geoffrey Chaucer, O Javista, Sócrates e Platão, Samuel Johnson, James Boswell, Sigmund Freud, Thomas Mann, Franz Kafka, Anton Tchékhov, Oscar Wilde, Luigi Pirandello, Jonathan Swift, Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud, Paul Valéry, James Joyce, Alejo Carpentier, Mark Twain, Walt Whitman, Jorge Luis Borges, Italo Calvino, Lewis Carroll, Charles Dickens, e Fiódor Dostoiévski. Lidos estes, voltarei atrás para ler os capítulos sobre Luiz Vaz de Camões, e José Maria Eça de Queiroz. E só depois voltarei novamente atrás para ler os restantes. Um tipo como eu tem preferências, e não tem pachorra para ler o resto antes de ler o que lhe interessa.

E depois querem convencer-me que não são cornos mansos...

Sondagem, Intenção de Voto, PS, PSD, CDU, CDS/PP, BE, Portugal, Eleições

Se os Portugueses não são cornos mansos - digam-me que mais traições têm que sofrer às mãos de PS, PSD, e CDS/PP*, para deixarem (os Portugueses) de irem às urnas com o rabinho entre as pernas enfiar o voto nesta trupe de energúmenos? Ah, e tal, mas matarem reis e presidentes e rainhas e outros trastes (de encomenda, diria a minha avó) - coisas do Arco da Velha que - de-facto - não lembrariam a ninguém: é que a maioria das vezes - não vou afirmar que seja sempre - só recorre ao assassinato quem não teve tomates para acabar, antes, com a coisa por outras vias...

*Refiro apenas estes porque são quem tem estado no governo...

quinta-feira, 13 de março de 2014

A Petição "exigindo" a publicação de Portugal, a Flor e a Foice, de J. Rentes de Carvalho

Portugal, a Flor e a Foice, José Rentes de Carvalho
Escrevo ainda sobre Portugal. A Flor e a Foice, de J. Rentes de Carvalho (n. 1930). Destinado ao público holandês, o livro foi publicado em 1975, em Amesterdão. Vem a talhe de foice lembrar que no ano passado circulou uma petição “exigindo” a sua publicação no nosso país [AQUI]. Voltando ao que interessa. Trata-se de uma obra didáctica, onde não falta sequer uma tábua cronológica da História de Portugal. Com a desenvoltura de um livre pensador, Rentes de Carvalho faz uma radiografia azeda do período que decorreu entre Abril de 1974 e Outubro de 1975, terminando antes do golpe de 25 de Novembro. Um factor de interesse suplementar reside na forma como o autor desmonta as relações de casta que moldaram o PREC. O retrato sociológico tem momentos devera certeiros, como quando recorda a presença em dois governos de Vasco Gonçalves de uma secretária de Estado que «era também [...] Madre Superiora das Escravas do Patriarcado.» Certas revelações serão novidade para muitos. Um exemplo: nas semanas que antecederam o 25 de Abril, «quinze milhões de contos» (o equivalente a setenta e cinco milhões de euros, importância astronómica para a época) saíram do país. O tom sarcástico não contamina a frieza analítica e o futuro deu razão às premonições do autor. Editou a Quetzal. Nas livrarias a partir do próximo dia 21.

Eduardo Pitta, em Da Literatura.

De todas as magníficas capas da obra de Rentes de Carvalho, editada ou reeditada agora pela Quetzal, esta de Portugal, a Flor e a Foice, é a menos boa delas todas - é verdade que tem ali a foice, mas falta-lhe a flor, embora tenha o punho. Também tem a boina - e os óculos - mas é francamente fraquinha - especialmente quando comparada com as outras. A de Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia, Mazagran - Recordações e outras fantasias, ou O Rebate, são simplesmente fantásticas. Como sabem(?) gosto muito de devanear sobre a capa, o papel, o tamanho e o tipo de letra, as badanas, a contracapa, e outros elementos do Livro que (demasiadas vezes) nada têm que ver, directamente, com o conteúdo - a Obra. Quanto à petição - só tenho conhecimento DESTA - não sei se é a ela que Eduardo Pitta se refere - valeu-me uma série de valentes altercações com grandessíssimos idiotas. Não teve muitas assinaturas - não sei se seria de esperar outra coisa neste país(!?) -, nem sequer chegou a ser, por isso, entregue ao destinatário, a Quetzal, mas também deixou de fazer sentido, uma vez que a obra - finalmente! - vai estar por aí à venda, dia 21 de Março de 2014 - quase um anos após a petição...

Post-Scriptum: no blog Tempo Contado, de J. Rentes de Carvalho, três excertos de três obras ainda à espera de edição (ou reedição) em Portugal: Montedor (a primeira obra publicada por Rentes de Carvalho, no longínquo ano de 1968); A Sétima Onda (publicado em 1984 em Portugal - em 1983 na Holanda); e A Ira de Deus sobre os Holanda (apenas com edição Holandesa, em 2008).

terça-feira, 11 de março de 2014

O Mito da Mansidão dos Portugueses

Mansos, Portugueses, Leão, Cordeiro



s.f. Característica ou condição do que é manso. Que possui o gênio brando; que é suave e pacífico; de temperamento fácil; meiguice. Falta de agitação; sem pressa; desprovido de inquietação; tranquilidade ou brandura. (via)




Este post é apenas para dizer que é um mito que os portugueses sejam mansos - na verdade são cornos mansos!

quinta-feira, 6 de março de 2014

ansiedade, de Joaquim Paço d'Arcos

Joaquim Paço d'Arcos, ansiedade
O tempo decorreu. Carlos obteve de-facto os lugares; é director dos Cimentos, da fábrica de Conservas, e já está no Conselho Fiscal do Banco. Êle é que viu longe. Quando casou vivia da mesada paterna. Não era pequena, seis contos, mas a-pesar-disso, viver sempre na subordinação do pai... A independência actual trouxe-lhe plena ventura. Tem consciência do lugar que ocupa na sociedade, e a dignidade das funções que exerce.
- Eu é que quis sempre que nós nos déssemos com o Costa Vidal. Eu é que tive de teimar contigo.
Pequenu sorri, quási com ironia. Despreza-o profundamente. E até anda a ver se lhe arranja uma amiga para que êle a deixe sossegada. Tem vontade de perguntar ao marido se sabe que ela o atraiçôa, que o atraiçoou sempre, desde os primeiros meses de casada, primeiro com o Rui, que o marido tomava por modêlo de elegância de aitudes, de frases, de tudo, agora com êste, que podia ser pai dela, que lhe dá as gorgetas, a êle, e perante quem êle vive curvado, numa subserviência reles. Tem vontade de lho perguntar, pois que antes o preferia cínico do que parvo, mas não quere quebrar o equilíbrio que estabeleceram, recalca a raiva, o desprêzo, e mantém indefinidamente a comédia em que assentou a vida, porque, para poder guardar o lugar principesco que ocupa na sociedade tão ciosa das aparências, tudo à sua volta exige que ela a mantenha. (pp. 67-68)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Pedro Passos Coelho: «não tenho rigorosamente mais nada a esconder...»


«Muito obrigado sra. presidente. Eu julgo que a sra. deputada deve reconhecer o direito à indignação. Eu não tenho nesta altura - não é por uma questão de birra sra. deputada - é por uma questão de respeito por esta câmara, e por mim próprio - não tenho rigorosamente mais nada a esconder* à sra. deputada.»

Pedro Passos Coelho (03m52-04m12)

Artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa (via 365 forte):

Constituem poderes dos Deputados:

(...)

d) Fazer perguntas ao Governo sobre quaisquer actos deste ou da Administração Pública e obter resposta em prazo razoável, salvo o disposto na lei em matéria de segredo de Estado;

(...)

*É mesmo «esconder» que Pedro Passos Coelho diz?!

terça-feira, 4 de março de 2014

100.º Aniversário do início do "Dia Triunfal" de Fernando Pessoa - primeiros rascunhos de «O Guardador de Rebanhos»

O Dia Triunfal, Fernando Pessoa, Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos
Primeiro rascunho de «O Guardador de Rebanhos»
datado de 4-III-1914 (via O Meu Pessoa).
Sobre a génese dos heterónimos*

Ano e meio, ou dois anos, depois lembrei-me um dia de fazer uma partida ao Sá-Carneiro – de inventar um poeta bucólico, de espécie complicada, e apresentar-lho, já me não lembro como, em qualquer espécie de realidade. Levei uns dias a elaborar o poeta, mas nada consegui. Num dia em que finalmente desistira – foi em 8 de Março de 1914 –, acerquei-me de uma cómoda alta e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja natureza não conseguirei definir. Foi o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim. Abri com um título, “O Guardador de Rebanhos”. E o que se seguiu foi o aparecimento de alguém em mim, a quem dei desde logo o nome de Alberto Caeiro. Desculpe-me o absurdo da frase: aparecera em mim o meu mestre. Foi essa a sensação imediata que tive. E tanto assim que, escritos que foram esses trinta e tantos poemas, imediatamente peguei noutro papel e escrevi, a fio também, os seis poemas que constituem a “Chuva Oblíqua”, de Fernando Pessoa. Imediatamente e totalmente… Foi o regresso de Fernando Pessoa Alberto Caeiro a Fernando Pessoa ele só. Ou melhor, foi a reacção de Fernando Pessoa contra a sua inexistência como Alberto Caeiro.
Aparecido Alberto Caeiro, tratei logo de lhe descobrir – instintiva e subconscientemente – uns discípulos. Arranquei do seu falso paganismo o Ricardo Reis latente, descobri-lhe o nome, e ajustei-o a si mesmo, porque nessa altura já o via. E, de repente, e em derivação oposta à de Ricardo Reis, surgiu-me impetuosamente um novo indivíduo. Num jacto, e à máquina de escrever, sem interrupção nem emenda, surgiu a “Ode Triunfal” de Álvaro de Campos – a Ode com esse nome e o homem com o nome que tem.

*Fernando Pessoa, Excerto de Carta a Adolfo Casais Monteiro (13 de Janeiro de 1935). In Correspondência: 1923-1935. Lisboa: Assírio & Alvim, 1999. p. 342-346.

De 06 a 08 de Março de 2014 realiza-se na Fundação Calouste Gulbenkian o Colóquio Internacional "O Dia Triunfal de Fernando Pessoa". O site oficial do colóquio pode ser consultado AQUI.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Há quem já tenha Portugal, a Flor e a Foice...

Portugal a Flor e a Foice, José Rentes de Carvalho, Quetzal
Há quem já tenha o livro Portugal, a Flor e a Foice, de J. Rentes de Carvalho... E não sou eu. Acho que, depois de o comprar, vou voltar a boicotar a Quetzal. Dia 21 de Março de 2014, às 09:00 na livraria mais próxima.

Pequenas Pechinchas, Grandes Prazeres

Dicionário de Narratologia, Carlos Reis, Ana Cristina M. Lopes, Os Passos Perdidos, Alejo Carpentier, Canções, Metal rosicler, Solombra, Cecília Meireles, ansiedade, Joaquim Paço D'Arcos
Quatro livros pelo preço de um: Dicionário de Narratologia, de Carlos Reis e Ana Cristina M. Lopes, Os Passos Perdidos, de Alejo Carpentier, Canções, Metal rosicler, e Solombra (volume 4 da poesia completa), de Cecília Meireles, e ansiedade, de Joaquim Paço D'Arcos. 
Havia ansiedade em primeira edição, mas já estava num estado muito degradado. Foi pena não haver os outros volumes das poesias completas de Cecília Meireles - trazia-os todos. Havia muitas outros títulos muito interessantes, quase ao preço da chuva - que tão cara se tem revelado nalgumas paragens - alguns quase como saíram da tipografia - mas eu já os tinha a todos...