sábado, 27 de dezembro de 2014

Stoner, de John Edward Williams; e mais um post nonsense que nada tem que ver com Stoner, nem com John Edward Williams, que nunca li, nem tenho; ou se calhar, por isso mesmo.

Stoner, John Edward Williams
Pudesse a vida parar para sempre, congelada num instante - o instante de um sorriso, ou de um olhar, ou de um beijo, ou de um abraço, ou de uma palavra. Mas ainda que pareça parar, o mundo continua a rodar. E o sorriso desaparece, e o olhar desvia-se, e o beijo acaba, e o abraço desaperta-se, e a palavra deixa de soar. E a vida continua.

«Já sem força, coragem ou meios para conduzir o barco a costa segura, o naufrágio parecia iminente - que milagre o poderia salvar?»

Ainda não li, nem comprei (nem faço contas...) Stoner, de John Edward Williams, mas um romance que fala de Dom Quixote e Sancho Pança, desperta-me automaticamente a atenção: "Tu és o sonhador, o louco num mundo ainda mais louco, o nosso Dom Quixote no Midwest sem o seu Sancho Pança, a fazer cabriolas sob o céu azul." Quando foi publicado, em 1965, vendeu apenas dois mil exemplares, caindo de seguida no esquecimento. Até ser recuperado, ganhando uma segunda vida.

Quatro horas e trinta minutos. Cheguei a casa depois de assistir a mais um concerto dos The Unknown. Fabuloso, espectacular, fantástico! Mas a sério, não como o ano de 2014 no facebook. Julgo que têm todas as condições para serem felizes (falta-lhes talvez encontrarem uma voz própria; mas é isso que estão construindo) - porém, sempre que uso esta frase, lembro-me daquela do Barão de Teive: "Tenho todas as condições para ser feliz, salvo a felicidade. As condições estão desligadas umas das outras." Espero que saibam ligá-las.

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Foi um Ano Espectacular


Eu próprio tenho todas as condições para ser feliz, salvo. Pronto, não vou dizer salvo o quê. Mas se a esta altura os meus caros leitores fiéis ainda não sabem, não vale a pena repeti-lo. E aqueles que, não sendo leitores fiéis, queiram saber, terão que ler os posts anteriores, ou passar por aqui mais vezes. Não, não me faltam amigos, nem amor, nem sexo*, nem nada dessas porcarias que não se podem comprar.

Houvesse em tudo direito a uma segunda vida. Ou pelo menos a uma primeira digna desse nome. Assim sentado com essa expressão de abandono. Dar-te-ia a mão. Não, nunca te afogaria comigo. Por vezes gostava de não ter esta capacidade de entender o indizível. Cinco dias para o fim do ano.

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*Alertou-me um leitor atento para o facto de o sexo se poder comprar. Parece que assim é, e em termos gerais, de facto.

2 comentários :

  1. Respostas
    1. Tenho ouvido dizer que sim de muitos lados e, naturalmente, tenho curiosidade. Mas não está nos planos comprá-lo. Deixei de ler. Não consigo... Tenho para aqui um monte de livros oferecidos/comprados nos últimos 4/5 meses... Abraço

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