quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Diáspora - Festival Literário, em Belmonte, de 7 a 9 de Novembro de 2014


Situada no interior do país, Belmonte é uma das localidades mais singulares de Portugal: das paisagens naturais ao património, da forte herança judaica à gastronomia, passando ainda pela ligação histórica ao Brasil, a vila assume agora a sua posição privilegiada para acolher um novo acontecimento literário que vai marcar o panorama cultural.

O Diáspora — Festival Literário de Belmonte quer garantir que a comunidade estará em contacto e trocará experiências com a nova geração de autores portugueses e outros mediadores da leitura. De periodicidade anual, Belmonte pretende dar aos seus habitantes e visitantes um evento focado na produção literária portuguesa e estrangeira, privilegiando a relação com o vasto património histórico e a cultural local. A esta pretensão, junta-se o envolvimento da população escolar, que receberá escritores e ilustradores. Pretendemos contaminar todos com a paixão pelos livros e pela leitura.

Com este festival, Belmonte assume-se como uma referência na produção cultural do interior do país: quer na programação oferecida à população local, quer na promoção de espaços de convívio entre a população e os maiores nomes do panorama literário nacional. Desta forma aprofunda-se o papel de Belmonte para descentralizar a cultura, centrada nas grandes cidades, e promover um património histórico único.

Programação:
(Fonte)



Sessões nas escolas

Escola Básica e Secundária Pedro Álvares Cabral - 7 de Novembro

André Letria, Margarida Fonseca Santos, Ricardo Henriques e Tiago Albuquerque visitam as escolas concelho de Belmonte com o objetivo de levar aos alunos a literatura, a ilustração, a prática da leitura e a paixão arrebatadora pelas letras.

Sessão Inaugural

Salão Nobre dos Paços do Concelho - 7 de Novembro, 21h00

Abertura oficial do Festival Literário Diáspora, pelo presidente da Câmara Municipal de Belmonte, numa sessão de boas-vindas ao público e aos participantes.

Mesas

Mesa 1 - No Princípio Era o Livro

Igreja Matriz de Belmonte - 7 de Novembro, 21h30

Qual o papel simbólico do livro nas principais religiões? Em que medida o sentido sagrado do livro não foi transposto para o universo da leitura? Seriam as religiões diferentes sem livros?
Moderação: Padre Carlos Lourenço
Convidados: Sheikh David Munir e Francisco José Viegas

Mesa 2 - «Quando decidimos ver as nações como queremos, não precisamos de sair de casa» Astolphe de Custine

Auditório Municipal - 8 de Novembro, 14h30

Já ninguém viaja sem levar preconceitos na mala. Pedro Álvares Cabral foi um dos últimos viajantes verdadeiramente livres? Em que medida estas viagens mudaram verdadeiramente o nosso país?
Moderação: Tito Couto
Convidados: Deana Barroqueiro, Miguel Real e João Morgado

Mesa 3 - Um País em Segunda Mão

Auditório Municipal - 8 de Novembro, 16h00

A emigração por quem a conta e por quem a vive. Do bidonville francês à mátria castelhana, como é viver num país desenhado para outros?
Moderação: Júlio Magalhães
Convidados: Karla Suárez e Ricardo Dias Felner

Mesa 4 - «É o coração que faz o carácter» Eça de Queiroz 

Auditório Municipal - 8 de Novembro, 17h30

Que papel desempenha a emoção na história dos grandes personagens? Uma biografia faz-se mais de factos ou de sentimentos e emoções? Biografar é também emocionar o leitor?
Moderação: Tito Couto
Convidados: Isabel Stilwell e Joaquim Vieira

Mesa 5 - «Gostava de estar no campo para poder gostar de estar na cidade» Fernando Pessoa
 
Auditório Municipal - 9 de Novembro, 15h00

É um dos lugares comuns mais repetidos da literatura mundial: d’A Cidade e as Serras a Bouvard e Pecouchet, o campo e a cidade continuam a ser rasgados por trincheiras literárias. Num país tão pequeno, há espaço para o interior?
Moderação: Tito Couto
Convidados: Afonso Cruz, Bruno Vieira Amaral e Valério Romão

Conferência de Encerramento

Auditório Municipal - 9 de Novembro, 16h30

Conferência «As Margens», por Álvaro Laborinho Lúcio. Das personagens que são marginais à marginalidade da Cultura. Margens e periferia, são equivalentes? O que é viver à margem do litoral e até da Europa? Na conferência de encerramento do Diáspora, um homem do Direito abraça a marginalidade.

Exposições

Ecomuseu do Zêzere

MAR, de André Letria

Mar, de André Letria, é uma das obras que mais prémios tem trazido ao ilustrador, nascido em Lisboa em 1973. Ao longo deste atividário*, concebido em parceria com Ricardo Henriques, as ilustrações de André Letria explicam 206 palavras e 80 atividades relacionadas com o mar, um elemento tão importante na obra que elege a sua premissa: «Se o nosso planeta tem mais mar que terra, então porque não se chama planeta Mar?» Conheça a obra através das ilustrações presentes na exposição.
*atividades + abecedário

FUTURO, de André Letria

Futuro é a obra mais recente de André Letria, na já habitual parceria com Ricardo Henriques. Nas ilustrações patentes no Ecomuseu do Zêzere, André Letria ilustra o conceito de «futuro», recorrendo a outros conceitos que, acredita ele, estarão para prevalecer: dos «políticos» às velhas «tartarugas», passando pelos «pêlos» do corpo humano e pelo «vujà-dé».

Apresentação de livro

MAR, de André Letria e Ricardo Henriques

Ecomuseu do Zêzere - 8 de Novembro, 11h30

Apresentação com humidade relativa do livro MAR, o primeiro de uma coleção de atividários* do animal editorial Pato Lógico.
Haverá um vislumbre sobre o futuro dos atividários, até porque um dos livros a lançar, proximamente será sobre o futuro. André Letria, cenógrafo, ilustrador e editor usará de um linguajar colorido com recurso a cores PANTONE e verniz localizado. Ricardo Henriques, publicitário e autor infantil — ele mesmo infantil — abusará do escárnio marinheiro.

Feira do Livro

Ao longo do Diáspora, os livros viajam com a feira do livro do festival. A apoiar a realização da feira está a Bertrand, que permitirá ao público adquirir as obras dos participantes.

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