quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O Estado a que Isto Chegou...

Soares dos Santos, António Mexia, Ricardo Salgado, Henrique Granadeiro, Zeinal Bava

No dia em que Zeinal Bava se demitiu da Oi, voltei a ver a imagem acima, imagem que havia publicado aquando da demissão de Henrique Granadeiro da PT, partilhada no twitter. No mesmo dia Maria de Luís Albuquerque admite que o Novo Banco pode ter custos para o contribuinte, como se não soubéssemos disso desde o primeiro dia. Apesar de não sermos burros (somos sim senhor, só um povo de burros se pode deixar governar por esta trupe de asnos), juraram-nos a pés juntos que o fundo de resolução (nacionalização, em novilíngua) não tinha custos para o contribuinte.

A questão não é se o fundo de resolução, perdão, o banco agora público, terá custos, embora para parafrasear Nuno Crato, Maria de Luís Albuquerque não tenha dito que iria ter, mas apenas que poderia ter. A questão é em quanto nos ficará a conta. Pois Carlos Costa, o inefável governador do Banco de Portugal, revelou-nos que as garantias de que estava tudo bem não eram para os investidores mas para os depositantes; então a questão é: quanto dos 4900 milhões de euros do fundo de resolução injectados no Novo Banco, o Bom, já voaram do mesmo, em levantamentos? Qual é o tamanho da fraude?



Pedro Passos Coelho perguntou em tempos como era possível manter um governo onde o primeiro-ministro mente? Esse caiu. A pergunta agora é: Como é possível manter um governo onde todos mentem, mentem descaradamente, mentem impunemente, mentem desenvergonhadamente, mentem, mentem, e voltam a mentir, mentem como se não houvesse amanhã, mentem como se estivessem em competição a ver quem é que mentia mais.

Não percam os próximos capítulos desta péssima novela mexicana em versão brasileira, isto se conseguirem sobreviver... 

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