sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Alabardas, de José Saramago

José Saramago
José Saramago, em 2008
Fotografia de Nuno Ferreia Santos.

Apesar de serem apenas algumas páginas, claro que quero adquirir Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas, de José Saramago. Há livros que vão muito para além do conteúdo. (E, não se deixem enganar, apenas por este ponto, quero comprá-lo). É como os contos, argumentos para filmes, ou outros textos, de Fernando Pessoa, que muitas vezes não passam de rascunhos de rascunhos. O valor não está em si mesmo, mas no que representam. Há quem continue a ter anticorpos a José Saramago - infelizmente pelas razões erradas (dando de barato que há razões certas para isso). José Saramago é um grande romancista, um grande escritor, e, citando Harold Bloom, a nível narrativo poucos o igualaram. Quem não quer perceber isso, talvez nunca tenha percebido nada de Literatura - ou está apenas cego, porque a cegueira é confortável quando se querem auto-validar as ideias feitas. O livro vem com ilustrações de Günter Grass.

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