sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A legalidade da autoridade...

Dom João VI, Portugal, Autoridade, Brasil, Beija Mão, Lambe Botas
Beija Mão a Dom João VI de Portugal, no Brasil



Quando a autoridade perde o seu carácter de legalidade, o ilegal não é aquele que contra ela se volta, mas sim aquele que a ela se curva.

Rubem Fonseca, em Agosto.

Neste país de curvados, bem pode a autoridade não ter carácter nenhum...

Curvas, contracurvas, curvas, contracurvas, curvas, contracurvas, curvas, contracurvas, e curvados.



O meu avô, se hoje fosse vivo, teria 119 anos (calma, não sou assim tão velho, ele tinha já 60 anos quando o meu pai nasceu); lembrei-me dele (na verdade não me lembrei dele, uma vez que nem sequer o conheci, pois morreu 6 anos antes de eu nascer) nestes últimos dias, pois "celebra-se" (celebração não deve ser com certeza o termo mais adequado) o centésimo aniversário do início da Grande Guerra (agora conhecida como I Guerra Mundial - na verdade, terá sido a segunda, e a segunda terá sido a terceira). Pode não parecer, mas tudo neste post está ligado - pelo menos na minha cabeça, que - em abono da verdade - não anda nada bem - ou, a melhor da verdade, nem é a cabeça que não anda bem, é a vida: mas no caso vai dar ao mesmo... (Vou acabar a leitura atrasada de Agosto e começar A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela). Não o disse explicitamente atrás, mas julgo que compreendem implicitamente que o meu avô esteve na Grande Guerra. Tenho saüdades de quando a vida tinha algum sentido - e o trëma ainda não tinha sido abolido da Língua Portugueza. Orthographia, pode não ser tão fácil, mas é muito mais bonito.

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