quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sophia de Mello Breyner Andresen no Panteão Nacional...

Sophia de Mello Breyner Andresen, Ilustração
Ilustração de Diogo Ramos
25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andersen já está no panteão nacional; Cavaco Silva, que provavelmente nunca leu nada desta grande poetisa (para mim a melhor da língua portuguesa, a par da brasileira Cecília Meireles), já veio dizer-se rendido. Conseguiu assim, a Assembleia da República deste regime caduco, nem inteiro nem limpo, colocar Sophia na lapela. Sophia é maior que qualquer panteão, que qualquer regime; é uma princesa da língua portuguesa, habitante apenas dessa pátria maior, sem fronteiras desenhadas em mapa algum, uma pátria gravada na alma.






Sophia de Mello Breyner Andresen, 25 de Abril, Revolução
(Imagem via facebook do João Roque)

1 comentário :

  1. Belíssimo post sobre a maior poetisa portuguesa, André; e soubeste seleccionar as mais belas palvras que se escreveram sobre o 25 de Abril.

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