segunda-feira, 14 de abril de 2014

Citação, 21: Fome, de Kunt Hamsun

Fome, Knut Hamsun, Prémio Nobel de Literatura, Paul Auster, Cavalo de Ferro
Fome, de Knut Humsun
Prémio Nobel de Literatura 1920
Quando é que adquirimos um nome? Não no sentido de no-lo terem dado, mas no sentido, mais fundamental, de se ter conquistado o próprio nome. Esta pergunta surgiu na sequência da leitura do romance Fome (1890), do escritor norueguês Knut Hamsun (Nobel da Literatura em 1920). O romance conta-nos a vida de um jovem pretendente a escritor na cidade de Kristiania (actualmente, Oslo), entre o tempo da sua chegada e o da sua partida. É a história de uma derrota, a qual se consuma com a partida do protagonista da cidade. Para não morrer de fome, acabou por aceitar trabalho num barco de transporte de mercadorias para o estrangeiro. Nunca o leitor acede ao verdadeiro nome do protagonista. Ele não é apenas anónimo. É alguém que não conquistou o seu próprio nome e é como se o não tivesse.
Jorge Carreira Maia, sobre uma das minhas obras preferidas, no post Knut Hamsun, Fome, no blog Kyrie Eleison.

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