quarta-feira, 19 de março de 2014

Leituras.

Entrevista, José Rentes de Carvalho
Ainda não chegaram os livros que "ganhei" n' A Grande Aventura dos Livros Grátis. Embora tenha recebido um e-mail a dizer que haviam sido enviados, e que chegariam cá ao destino num prazo de dois a quatro dias. Vou fazer uma espera ao carteiro. Ontem fui comprar o jornal i para ler a entrevista a José Rentes de Carvalho. Confirmo uma vez mais que o jornal não vale a ponta de um corno. O António Nogueira Leite tem direito a quatro ou cinco páginas de entrevista - para o Rentes de Carvalho sobram apenas duas - e uma é ocupada com uma fotografia. As perguntas são sempre as mesmas - chega-me a parecer que reciclaram entrevistas anteriores. Já li quase tudo o que há para ler em Génio - os 100 autores mais criativos da história da Literatura, de Harold Bloom. Confirma-se: nunca tinha lido o nome Shakespeare tantas vezes em tão poucas páginas. Não fosse dar-se o caso de eu gostar do William - não fosse dar-se o caso de já ter lido cerca de metade da sua obra - não fosse dar-se o caso de já estar vacinado (e imune) aos críticos literários - e juro que deitava fora tudo que tivesse o nome William Shakespeare escrito. O Bloom é mesmo o Harry Potter da crítica literária - mas ele tem-se em grande consideração. E eu gosto do Harry Potter. «Génio» é ainda pior que «O Cânone Ocidental»... Mas porque é que eu caio sempre na esparrela? Safam-se, talvez, os frontispícios de o/a Javista e São Paulo - confirmo que uma lista de 100 génios (por mais desculpas de subjectividade e relatividade que se dêem) que não tenha os nomes de Laurence Sterne e Henry Fielding nem vale a pena ler. E se mete lá à papo-seco a Bíblia, não percebo como é que podem ficar de fora As Mil e Uma Noites... Por fim, o subtítulo porque é que estes 99 autores não são melhores que William Shakespeare seria muito mais adequado...

2 comentários :

  1. Não li esta última edição em português do Bloom, mas olha que ele tem coisas muito boas. E Shakespeare foi, de facto, 'qualquer coisa' -- basta dizer que está tudo lá.

    Abraço.

    P.S. - Se tiveres oportunidade, dá uma vista de olhos a um livro dele que apreciei particularmente: «Onde está a sabedoria?»

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    Respostas
    1. O divertido na leitura deste livro é tentar antecipar onde é que ele vai inserir o nome Shakespeare. Nalguns casos está quase, quase a conseguir... E depois aparece a última frase... Abraço. (P.S. Chega a ser exasperante!)

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