quarta-feira, 19 de março de 2014

Uma imagem (familiar) do País

Cães, Chiens, Dogs


José Dias Ferreira, presidente do conselho de ministros na altura da bancarrota de finais do século XIX (de 1892 a 1893), foi, na opinião de Gaspar, quem espoletou o incumprimento soberano do país porque "Dias Ferreira rejeitou o convénio com os credores proposto por Joaquim Pedro Oliveira Martins [o ministro da Fazenda ou das Finanças na altura]". "A resposta de Dias Ferreira foi que não se devia pagar", atirou.

Na sequência de uma grave crise financeira, a bancarrota de Portugal haveria de acontecer em 1892. O governo cairia no ano seguinte.

Ironia da História, o ministro da Fazenda Oliveira Martins, que tanto fascina Gaspar, é o tio-bisavô de Guilherme d'Oliveira Martins, atual presidente do Tribunal de Contas.

In Dinheiro Vivo. Uma pequena explicação familiar do porquê deste paul à beira-mar encravado ser o charco (a choldra Eçiana) mal-cheiroso que é - num lugar onde nascem vergados, vivem dobrados, e morrem derrotados, é natural que se mantenham os donos: basbaques que importam palácios a crédito - com o dinheiro dos outros, evidentemente.

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