sábado, 15 de março de 2014

Génio - os 100 autores mais criativos da história da literatura, de Harold Bloom

Génio, Harold Bloom, Os 100 autores mais criativos da história da literatura
Apenas algumas considerações muito rápidas, antes de ir ler os capítulos dedicados a Joaquim Maria Machado de Assis, e a Fernando Pessoa (também há um capítulo dedicado a Luiz Vaz de Camões, e outro a José Maria Eça de Queiroz): o livro é bonito, e aí está, 11 anos depois de ter saído o original em Inglês. Seleccionar 100 génios não é tarefa fácil, porém, dois pontos: primeiro) a literatura anglo-saxónica está sobremaneira sobrevalorizada; segundo) apesar do ponto anterior, deixar de fora Henry Fielding e Laurence Sterne é um crime de lesa-majestade. Imperdoável. William Shakespeare foi provavelmente o melhor escritor de sempre, mas às vezes parece que Harold Bloom quer fazer-nos acreditar que influenciou não só os que se lhe seguiram, os seus contemporâneos que provavelmente o conheceram e os seus contemporâneos que nunca ouviram falar dele, mas também aqueles que o antecederam - talvez Laurence Sterne seja da mesma opinião: esses malandros agarraram em ideias que não lhes eram destinadas. Não, o universo não gira à volta de William Shakespeare. Depois lerei os capítulos dedicados a William Shakespeare, Miguel de Cervantes, Geoffrey Chaucer, O Javista, Sócrates e Platão, Samuel Johnson, James Boswell, Sigmund Freud, Thomas Mann, Franz Kafka, Anton Tchékhov, Oscar Wilde, Luigi Pirandello, Jonathan Swift, Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud, Paul Valéry, James Joyce, Alejo Carpentier, Mark Twain, Walt Whitman, Jorge Luis Borges, Italo Calvino, Lewis Carroll, Charles Dickens, e Fiódor Dostoiévski. Lidos estes, voltarei atrás para ler os capítulos sobre Luiz Vaz de Camões, e José Maria Eça de Queiroz. E só depois voltarei novamente atrás para ler os restantes. Um tipo como eu tem preferências, e não tem pachorra para ler o resto antes de ler o que lhe interessa.

2 comentários :

  1. Possivelmente irei adquiri-lo numa próxima compra do "Círculo de Leitores".

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    1. Julgo que nunca li tantas vezes o nome "Shakespeare"... Nem mesmo no Cânone Ocidental... tirando isso... é relativamente interessante...

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