terça-feira, 25 de março de 2014

A minha carreira de medidor de pilinhas literárias em números...

Crítico Literário
Crítico Literário compenetrado no exercício das suas funções
(Imagem daqui)
A minha carreira de medidor de pilinhas* literárias vai de vento em popa, que é como quem diz, está ao léu. Alguém terá referido o romance Fome, do norueguês Knut Humsun em algum lugar, não sei onde, e agora é só visitas a chegarem aqui ao postigo redireccionadas pelos motores de busca. Lamento todas as desilusões que eventualmente tenha causado - o único conselho verdadeiramente útil que vos posso dar é este: vão ler. Fui por isso ver as estatísticas da minhas não-críticas literárias (apenas as não-críticas da série de posts livros que nunca devia ter lido, que seria bastante moroso andar a espreitar as estatísticas de todos os outros posts), e cheguei à conclusão que há 12 não-críticas que ultrapassaram as 3.000 pageviews (que vou indicar, para o caso de terem curiosidade, por ordem de publicação no blog): Fome, de Knut Humsun; O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry; manhã submersa, de Vergílio Ferreira; Romeu e Julieta, de William Shakespeare (calma, Harold Bloom, não quero fazer concorrência - um dia destes dedico-te um post de estatísticas parvas - não tão parvas quanto as do Governo Português, mas lá chegaremos); Uma Conspiração de Estúpidos, de John Kennedy Toole; A Criação do Mundo, de Miguel Torga (7.972 pageviews); 1984, de George Orwell; Opus Pistorum, de Henry Miller (12.796 pageviews); Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll; Os Contos, de Franz Kafka; Ninguém Escreve ao Coronel, de Gabriel García Márquez; e Lolita, de Vladimir Nabokov (15.721 pageviews!)

*Sim, é mesmo medidor de pilinhas, uma vez que não há uma única mulher entre estas minhas não-críticas - escrevi um post, extra-série, sobre Quando Hitler me Roubou o Coelho Cor-de-Rosa, de Judith Kerr. Alarmado com esta situação iníqua, corri para as minhas pobres estantes - o que não ajudou nada nesta colossal desproporção: cheguei hoje há conclusão, não confirmada, que por cada livro escrito por uma mulher, devo ter uns trinta escritos por um homem; são mesmo muito poucas as autoras que constam na minha biblioteca (?)... Talvez se deva ao facto de preferir os clássicos, e serem poucos os autores contemporâneos que me despertam interesse - vou sofrer um ataque das feministas - como castigo auto-infligido vou ler George Sand - ou George Eliot...

(E vocês, têm mais homens ou mulheres entre as obras que fazem parte das vossas leituras/estantes?)

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