domingo, 16 de fevereiro de 2014

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter e a Pedra Filosofal, J. K. Rowling
O post do Pedro Correia pôs-me a pensar como é que cheguei ao Harry Potter. Foi assim: comprei Harry Potter e a Pedra Filosofal numa feira do livro dum hipermercado (não vou fazer publicidade - aconselharia até toda a gente a não comprar em hipermercados desses mega-grupos económicos que secam tudo à sua volta, como os eucaliptos - ai se os consumidores fossem inteligentes!). Foi numa tarde de Agosto do ano 2000, antes de entrar para a faculdade - tinha lá ido com um amigo fazer compras para a sua festa de aniversário - razão porque até sei a data exacta, mas não importa para aqui. O dinheiro era muito pouco - ele nunca cresceu - motivo porque duvido que fazer anos seja sinónimo de crescer - e como sou muito original no que concerne a prendas de aniversário: ofereço sempre livros - veio mesmo a calhar que houvesse uma feira do livro. Tinha acabado de ler Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade, de Sigmund Freud, que lera pela mesma razão que leio frequentemente: porque me apetece ler qualquer coisa. Do Harry Potter nunca tinha ouvido falar, mas como eram os livros mais baratos, comprei para mim e para o meu amigo. Li o Harry Potter na noite seguinte, que nesse dia houve festa até tarde. Na época estavam publicados em Portugal os três primeiros volumes dos sete que completam a série. E em Inglaterra havia saído o quarto. Alguns meses mais tarde, no fim-de-semana a seguir ao lançamento do quarto volume traduzido para Português, comprei Harry Potter e a Câmara dos Segredos, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, e Harry Potter e o Cálice de Fogo. Foi no sábado à tarde, tinha ido às compras, que não tinha comida em casa, a um hipermercado - que já não havia mais nada aberto por perto - e quando vi que tinham os volumes anteriores em promoção, comprei logo os três. Li-os nessa noite e na tarde e noite de domingo. Os livros seguintes da série, comprei-os sempre na data de lançamento - ainda não voltei à literatura mainstream - quer dizer, comprei o 2666, do Roberto Bolaño no dia de lançamento - até hoje continuo a pensar que o Francisco José Viegas e a Quetzal me enganaram com uma enorme acção de marketing. Prefiro os clássicos.

Post-Scriptum: E se a Igreja contratasse J. K. Rowling para reescrever a Bíblia?

2 comentários :

  1. Tenho um pecado
    nunca comprei um livro num hipermercado

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  2. Eu tenho um mais grave, Rogerio Pereira: julgo que já não há lugar onde não tenha comprado um livro...

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