terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Este País não é para Jovens* - de Helena Matos e José Manuel Fernandes - apresentação de Álvaro Santos Pereira

Este País não é para Jovens, Helena Matos, José Manuel Fernandes, apresentação de Álvaro Santos Pereira

*Álvaro Santos Pereira foi apresentar - descaradamente - o livro Este País Não É Para Jovens** - nem para ninguém - excepção seja feita - apenas para aqueles que fazem com que seja assim - como os gestores que gerem mal as empresas públicas - e veem depois dizer que o Estado é mau gestor. Quem o ouvir - ao Álvaro - até fica convencido que ele não esteve no Governo - não deve ser o mesmo Álvaro - bons ares tem respirado. Enfim, compare-se a notícia - com o que não é noticiado:

Paz podre. Vivemos num país em que uma paz podre é mantida não só por quem decide mas por quem faz as escolhas editoriais nos media portugueses. É uma afirmação constatada na primeira pessoa. Acabo de chegar da Fnac do Chiado, onde estava o ex-ministro da Economia, "o Álvaro" na apresentação do livro "Este país não é para jovens". Estava lá a comunicação social em peso. No final do discurso interpelei Álvaro Santos Pereira sobre o discurso esquizofrénico que fez sobre o país. Uma descrição em que, até parecia, não ter feito parte do governo nos últimos três anos. Disse-lhe, além disso, em claro e bom som, que ele é responsável por este país não ser realmente para jovens. Não é nem para jovens nem para ninguém que questione estas políticas e queira mudança. Os jornalistas gravaram. Contudo (surpresa das surpresas), nos jornais da noite nem uma palavra ou imagem do que ali se passou. A TVi fez uma micro-nano peça em que passou umas imagens de um público bem comportado e calado, com direito apenas a um soundbite do Álvaro Santos Pereira a dizer que a Segurança Social tem que ser "reestruturada" e que se tem que reduzir o "peso" do Estado (aka privatizar o que nos sobra, como se isto trouxesse alguma riqueza, poder e bem-estar às pessoas, sem ser aos círculos do costume. Nos outros canais nada. Nada de novo. Querem fingir que está tudo bem. Continuam a esconder a contestação. A oprimir qualquer coisa que se meta nos seus caminhos. Fazem-nos crer que não há alternativas. Quem decide as notícias deste país só dá espaço ao mesmo discurso, repetido vezes sem conta, senão pelos jornalistas pelos seus comentadores. Querem nos impingir o "consenso" (sabem lá eles o que isso é) que lhes interessa. Esta é a paz que tentam garantir com unhas e dentes neste país também ele já podre.

Inês Subtil, no facebook.

**O Cormac McCarthy não merecia que se apropriassem assim do seu título - quanto ao livro em questão, há livros que bastam pelos autores que os assinam - nada mais têm a dizer, apenas isto: Helena Matos e José Manuel Fernandes...

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