quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Este será, se chegar a ser publicado, provavelmente o último post. Do ano. Ou até talvez do blog, veremos o que 2015 traz consigo, se um Ano Novo, se apenas o dia 01 de Janeiro de 2015 a seguir ao 31 de Dezembro de 2014: Somos Todos Gregos.

Somos Todos Gregos
Acordo ao fim da madrugada, após algumas horas de sono, suado. A constipação não me quer largar. E a passagem de ano a algumas horas de distância.

Desejo um Feliz 2015 a todos os leitores do blog; que em 2015 os Gregos dêem uma valente cacetada na Comissão Europeia, mas com tantas cobras naquele covil, vai ser difícil acabar com elas todas.

Uma frase para 2015, para todas as situações:

A ignorância não é inocência, é pecado, e mata. A ignorância é a mais mortífera das armas.

Quando hoje ao final do dia se prepararem para sair de casa tenham isto em consideração: o álcool faz com que as pessoas que vos rodeiam vos pareçam mais atraentes; portanto, atenção: nem tudo o que parece bonito na noite de passagem de ano é bonito no dia de ano novo.

Tinha mais uma longa série de coisas para vos dizer - porém o ano está a acabar, e eu estou com uma valente dor de cabeça - e de coração, e de alma, e sei lá, como diz a outra tonta. Que se lixe, para o ano logo se vê!

Um pensamento para 2015: Chérissez l'amour, Marcus. Faites-en votre plus belle conquête, votre seule ambition. Après les hommes, il y aura d'autres hommes. Après les livres, il y aura d'autres livres. Après la glorie, il y aura d'autres gloires. Après l'argent, il y a encore de l'argent. Mais après l'amour, Marcus, après l'amour, il n'y a plus que le sel des larmes. (AQUI)

Que vou traduzir com recurso ao meu parco Francês (entendo muito bem, mas tenho dificuldade a traduzir - o que acontece, aliás, com todas as línguas que compreendo; mesmo com o Português tenho dificuldades em encontrar sinónimos, porque nenhuma palavra é verdadeiramente sinónima, no sentido de dizer exactamente o que a outra diz):

Estima o amor, Marcus. Transforma-o na tua mais bela conquista, na tua única ambição. Depois dos homens, outros homens virão. Depois dos livros, outros livros existirão. Depois da glória, outras glórias haverá. Depois do dinheiro, ainda haverá dinheiro. Mas depois do amor, Marcus, não existirá mais nada além do sal das lágrimas.

Um Feliz 2015 a todas as pessoas que por aqui passam (e aos agentes russos e americanos). Até pró ano, meus caros, minhas queridas!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Stoner, de John Edward Williams; e mais um post nonsense que nada tem que ver com Stoner, nem com John Edward Williams, que nunca li, nem tenho; ou se calhar, por isso mesmo.

Stoner, John Edward Williams
Pudesse a vida parar para sempre, congelada num instante - o instante de um sorriso, ou de um olhar, ou de um beijo, ou de um abraço, ou de uma palavra. Mas ainda que pareça parar, o mundo continua a rodar. E o sorriso desaparece, e o olhar desvia-se, e o beijo acaba, e o abraço desaperta-se, e a palavra deixa de soar. E a vida continua.

«Já sem força, coragem ou meios para conduzir o barco a costa segura, o naufrágio parecia iminente - que milagre o poderia salvar?»

Ainda não li, nem comprei (nem faço contas...) Stoner, de John Edward Williams, mas um romance que fala de Dom Quixote e Sancho Pança, desperta-me automaticamente a atenção: "Tu és o sonhador, o louco num mundo ainda mais louco, o nosso Dom Quixote no Midwest sem o seu Sancho Pança, a fazer cabriolas sob o céu azul." Quando foi publicado, em 1965, vendeu apenas dois mil exemplares, caindo de seguida no esquecimento. Até ser recuperado, ganhando uma segunda vida.

Quatro horas e trinta minutos. Cheguei a casa depois de assistir a mais um concerto dos The Unknown. Fabuloso, espectacular, fantástico! Mas a sério, não como o ano de 2014 no facebook. Julgo que têm todas as condições para serem felizes (falta-lhes talvez encontrarem uma voz própria; mas é isso que estão construindo) - porém, sempre que uso esta frase, lembro-me daquela do Barão de Teive: "Tenho todas as condições para ser feliz, salvo a felicidade. As condições estão desligadas umas das outras." Espero que saibam ligá-las.

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Um por Cento: a vida e as opiniões que uma triste sombra teve.

Rhein II - fotografia de Andreas Gursky

Que uma fotografia possa valer mais que uma vida humana diz tudo sobre o ser em que nos tornámos, embora o mesmo possa ser dito de muitas outras maneiras, à escolha, e apenas como exemplo: que uma arma possa ser mais valiosa que uma vida huma... Espera, uma arma é para tirar a vida. Recomecemos: que um jogador de futebol possa ganhar mais num mês que a maioria dos seres humanos em toda a vida; que um actor de cinema, idem. Vamos deixar este assunto aborrecido que ainda é Natal, e é muita paz, e muita harmonia, e muito amor, e muito carinho, e o mês de Janeiro a fazer contas à vida.

Gosto de Rhein II. Gostei logo na primeira vez que vi a fotografia, mas nunca, nunca, nunca, por mais dinheiro que tivesse, e não chega aos três dígitos o que tenho (agora façam contas), nunca daria por ela nada que se assemelhasse ao que foi dado: 4 milhões 338 mil e 500 dólares. Eu sei que não se deve misturar assim o sistema numérico com o ortográfico, mas não me arreliem que eu estou-me a marimbar para as convenções. Gosto menos desde que descobri que a fotografia foi manipulada digitalmente.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Vida e Opiniões.

Penso muitas vezes em escrever posts que nunca chegam a ser escritos, sobre temas diversos, num estilo que junte Laurence Sterne, Edward Lear, Lewis Carroll, e Boris Vian. Ainda não será desta vez.

Obrigado, Um Jeito Manso, pela referência - bastava-me o primeiro prémio - e a chave da porta da quinta, porque são seis e vinte e três e eu já dormi um par de horas, mais alguns minutos, e sonhei com ela - com a chave da porta, não se gerem equívocos.

Passaram dois meses e nada. Dia vinte e sete terão passado dois meses e nada. Contudo apenas dia oito do mês que vem em primeiro no ano que se segue é que se completam dois meses e nada. Nada mesmo.

Um dia elimino os aindas e os entãos e os mas contudo ainda não é hoje; farei uso deles, então. Mas, mas, mas. Podia ficar aqui a escrever até que o Colibri. Eu sei - tu sabes. Mas, merda. E o saldo, o saldo. É só débitos, e o mundo já não está bom para fugas, desaparecimentos, e novas identidades - não em histórias verosímeis. Raios partam a tecnologia - estragou os romances policiais - vai acabar por estragar as histórias de amor.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Razão de o Pai Natal ter Barbas Brancas - conto completo de Jorge de Sena

Natal, Christmas, Noel, Pai Natal, Santa Claus, Pére Noël

RAZÃO DE O PAI NATAL TER BARBAS BRANCAS - conto de Jorge de Sena

Para os filósofos, como meditação demonológica acerca do VIII poema de “O Guardador de Rebanhos” de Alberto Caeiro.
Para as crianças grandes, como apólogo humorístico.
Para os meninos pequenos, como verdadeiro conto de Natal.


I

Como toda a gente sabe, e os meninos melhor que ninguém, o Natal é uma coisa muito velha. O que nem toda a gente sabe é que, no princípio, ele não era pai; nem era velho, e não tinha, portanto, barbas brancas. Assim, quando o menino Jesus nasceu, já todos os meninos punham o sapato na chaminé.

A única diferença era que a chaminé não tinha, como hoje, fogão de gás ou fogareiro. Depois, com o menino Jesus, veio outra diferença: também ele punha o sapatinho, que, por acaso, era uma sandália.

Isso durou pouco? Não, porque o menino Jesus só cresce e se faz homem quando os outros meninos crescem e julgam que se fazem homens. O que, e lá isso é verdade, não acontece a toda a gente, como os meninos terão muito tempo para ver. Mas isso é já outra história, que os meninos aprenderão, sem que ninguém lha conte.

Lotaria do Natal

Lotaria do Natal

Uma vez que do EuroMilhões nem sinal... - joguei na Lotaria do Natal, com outras cinco pessoas: três que não conheço de lado nenhum, e duas que mal conheço - os cinco euros que me custou a brincadeira eram os últimos que tinha na carteira. Três homens, três mulheres. Os números das duas cautelas que comprámos, desculpem-me os adeptos da numerologia, não vou indicá-los. Não porque não queira que Vossas Excelências, os caros leitores e leitoras que me aturam, por sistema ou por acaso, saibam que ganhei, no caso de vir a ganhar, mas tão-só porque sou muito supersticioso com isto dos jogos de azar; por exemplo: jogo sempre ao EuroMilhões à segunda-feira.

Se nos acasos da Roda da Fortuna se ocasionar que este vosso mendigo - perdão, servo - ganhe alguma coisa, estejam descansados que vos hei-de comunicar o facto - lá das caraíbas ou das sibérias por onde andar. 12345 era um número engraçado, mas confesso que não foi equacionado - aliás eu nada equacionei, pediram-me cinco euros, deram-me um papel com os números, e eu paguei. Bom Natal, once again.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Mensagem da Jamside ilustrada com «Medusa» de Michel Angelo Merisi da Caravaggio


Medusa, Michel Angelo Merisi da Caravaggio

Salut,

Je cherche un plan sexe sans tabou avec un mec qui saura me faire grimper aux rideaux aisément ! Je ne cherche pas de mec avec qui faire ma vie, juste un mec qui aime le sexe lui aussi ! Je te joint une photo de moi ;)

(A foto mostra uma menina bem despida - e fornecida de meios para a prossecução dos objectivos a que se propõe - quem estiver interessado é favor aguardar, numa caixa de spam perto de si, pela mensagem da Jamside, louraça bem guarnecida, não é demais repeti-lo, com os instrumentos que a natureza (ou terá sido um cirurgião?) lhe deu  - não reproduzo aqui a imagem, que este não é um blog pornográfico; para ilustrar o post escolhi antes «Medusa» de Michel Angelo Merisi da Caravaggio porque estava ontem a ter uma conversa sobre pintura comigo mesmo - isto é, ia pelo meio da rua e de repente deu-me para me meter a reflectir, se é que reflicto sobre alguma coisa, sobre arte em geral e pintura em particular, e de pensamento em pensamento, de associação de ideias em associação de ideias, dei a conversa por interrompida porque não me recordava do nome do pintor que... era Michel Angelo Merisi da Caravaggio. Ficam agora vossas excelências, as minhas queridas leitoras e os meus queridos leitores, as minhas caras leitoras, e o meus caros leitores, informados sobre este assunto de vital importância para os meus passeios mentais pelo meio da rua.)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Do Not Go Gentle Into That Good Night

Calvin and Hobbes, Noite, Night,

Recebi agora mesmo um e-mail de um órgão de comunicação social ligado à economia e finanças com o sugestivo título «Porque não deves confiar nas notícias financeiras», que prontamente apaguei. Não confio em mentirosos nem mesmo quando estão a dizer a verdade, porque toda a gente sabe que a melhor maneira de esconder a verdade é mostrando-a descaradamente; ou, dizendo de outra forma, com a verdade me enganas.

Tenho ido muitas vezes ao e-mail nas últimas semanas por causa de um e-mail que espero receber, mas que talvez nunca chegue; pode-se dizer, quanto à minha caixa de entrada, que tenho estado sempre em cima do acontecimento: paradoxalmente (ou não, ou não) são cada vez mais os e-mails que deixo sem resposta. Ando sem apetite para nada.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Paz

Paz, Quino, Mafalda, Senhora Simbólica
Estes dias de Natal custam-me a passar (mais que os outros). E quando alguém se aproxima com caridadezinhas, solidariedadezecas, frasezonas, palavrinhas e palavrecas de discursozinhos, é isto que me apetece fazer: correr tudo à chapada e à paulada, à pedrada e à pauzada.

Fiquem lá com as vossas consciências tranqüilas, limpinhas, e brilhantes, tão novinhas como no dia em que as receberam, com certeza ainda embrulhadas em papel de celofane, e vão pregar para outra freguesia - ou outra paróquia, tanto se me dá. Muita paz para todos vós, oh alminhas simbólicas. Um Feliz Natal (e um Próspero Ano Novo - recebi um postal todo bonitinho!) a toda a boa gente que aqui vem aturar os meus devaneios.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Recital de Guitarra de Gonçalo Maia Caetano - dia 19 de Dezembro de 2014, pelas 21h30, no Cineteatro São Luís, em Pinhel

Gonçalo Maia Caetano no Concerto Comemorativo da Cidade da Guarda a 27 de Novembro de 2014
Gonçalo Maia Caetano
no Concerto Comemorativo da Cidade da Guarda
27 de Novembro de 2014
Gonçalo Maia Caetano nasceu em Coimbra. Vive e estuda em Pinhel. Aos 5 anos, começou a estudar guitarra na Academia de Música de Pinhel.

Actualmente estuda guitarra no Conservatório de Música de S. José, da Guarda, no 5º Grau, onde é orientado pelo Professor Pedro Ospina.

Faz parte da Orquestra de Guitarras, Guitarrafonia, desde os 9 anos. Esta formação é composta pelos melhores alunos da Beira Interior. Foi o membro mais novo a entrar.

Já tocou em Portugal, Itália e Espanha. Em 2014, ficou em 2º lugar, instrumento Guitarra, no Concurso Internacional Cidade do Fundão. No mesmo concurso ganhou também o prémio Revelação de Guitarra.

Faz parte da banda de rock The Unknown, onde é guitarrista e vocalista, e interpreta as suas composições e canções. Ocasionalmente também toca baixo e bateria. Este será o seu primeiro recital em Pinhel.

Convido todos os leitores do blog que estejam por perto a assistir. Será no próximo dia 19 de Dezembro de 2014, pelas 21h30, no Cineteatro São Luís, em Pinhel.

Evento facebook: Recital de Guitarra de Gonçalo Maia Caetano.

Mapa: Cineteatro São Luís, Pinhel: junto ao Jardim Municipal de Pinhel - Jardim 5 de Outubro.

Abaixo, Rosita, de Francisco Tárrega, interpretada por Gonçalo Maia Caetano:

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Qualquer dia somos todos pedintes - perdão, mendigos...

Pére Nöel, Pai Natal, Santa Claus, Christmas,
Rabisco de Marco Joel.
Li não sei onde, e não me recordo ipsis verbis, que, dizem os optimistas, qualquer dia somos todos pedintes. Logo contrapõem os pessimistas: - e vamos pedir a quem?

Não sei se somos todos culpados disto tudo, ou vítimas disto tudo, só sei que não somos donos de nada. A vida dos Portugueses está pior, mas o País está muito melhor; mas quem se lixa não é o mexilhão, não desta vez, que o mexilhão já está lixado à muito.

(Entretanto, já passaram dois meses desde que toquei no último livro - e esta é a minha escala pessoal para medir o state of the art - péssimo, portanto).

Vou ali meter uma chave para sexta-feira e já volto. Ou não. O Natal fica adiado por tempo indeterminado, que o Pai Natal, como podem ver ao lado, anda muito ocupado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Triste com um Pôr-do-Sol.

Elefantes, Pôr do Sol

Ando triste como um pôr-do-sol, e o que me vale é que tenho sempre um verso do Fernando Pessoa para citar para mim mesmo. Ou para parafrasear. Ou para adulterar como me convenha. Mentalmente tenho mandado todo o mundo à merda - ou pedido para me deixarem ir sózinho. Acompanhados é que não havemos de ir. Não me dêem a mão. Arre.

Todas as esperanças se desvanecem como fogos-fátuos, se escapam como areia entre os dedos, se evaporam como a névoa da manhã, ou chegam tão enevoadas que nem esperanças chegam a ser. Só há escuro e nevoeiro no horizonte. E um Dom Sebastião louro, de olhos azuis, para quem acredita nele. Mas não é um vulto que se aproxima, é uma miragem que desaparece.

Havia de escrever umas coisas sobre política - mas o nojo é cada vez maior - ao ponto do vómito. Quando a guerra civil chegar, se estiverem do outro lado da barricada, não hesitem em disparar - eu não hesitarei. No mesmo país que deixa à solta um Ricardo Salgado, prende-se um José Sócrates: é o país onde (quase todos) os jornalistas sabem que José Sócrates é culpado - só não entregaram às autoridades competentes as provas porque tinham que proteger as fontes, coitados.

Mas não tenho ilusões: 99% dos portugueses que conheço (rezaria a todos os santinhos, se acreditasse em algum, para ser a minha amostra muito enviesada) merecem quem os tem governado - estão bem uns para os outros. Isto não é um País - é uma Cloaca.

Podia citar-vos Jean-Paul Sartre, mas para quem entende já citei muitas vezes - os outros que vão ler os Augusto's Cury's desta vida. «Quando a estupidez fala, a inteligência mantém-se em silêncio». Devia estar calado, mas como por parvo já passo, aproveito a fama. Passem bem, e bom Natal. Gozem dos dias de tolerância se os tiverem.

Entretanto, no final do mês passado, o blog alcançou as 900.000 visualizações de páginas - a caminho do milhão... Obrigado. E agora - podem insultar-me nos comentários ou por e-mail.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Se vos oferecerem dinheiro, desconfiem...

Fernanda Bancelin <fernanda.bancelin@ldc.fr>, e imp52020@ldc.fr, advogado mestre William Marshing <advogado_william_marshing@outlook.com>

...Podem estar sob escuta telefónica. Pedir ao motorista que o vá buscar, também pode ser perigoso. De qualquer modo, obrigado Fernanda Bancelin fernanda.bancelin@ldc.fr, e imp52020@ldc.fr; agradecia que mandasse o advogado mestre William Marshing advogado_william_marshing@outlook.com directamente a minha casa com as malas do dinheiro; em notas de cinco e dez euros, se faz favor... Dava-me jeito, agora para o Natal... É que isto não está mau, nem está péssimo, está uma verdadeira merda, uma miséria...

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Não sei se este ano haverá Natal, contudo...

Árvore de Natal Livros, Christmas Tree Books
Não sei se haverá condições para haver Natal este ano, mas uma árvore assim, de livros novos (ou velhos, tanto faz) no meu sapatinho, seria o ideal. E uma máquina de escrever, daquelas que fazem barulho e tudo, e uma quinta no monte, que isto de fazer pedidos ao pai natal, se é para pedir, que seja para pedir logo tudo.

Respeitando a habitual tradição, não aquela de que o Natal é quando um homem quiser (não vou fazer piadas de carácter sexual)..., a tradição de desejar aos meus leitores um Feliz Natal no mês de Novembro, aqui venho desejar-vos um Feliz Natal, e um Próspero Ano Novo, principalmente próspero, que isto da miséria é verdadeiramente miserável.

Junto-me assim à trupe capitalista que anda em publicidades e musiquinhas de natal desde de Outubro, pelo menos, que eu estou em dúvida se não começaram as campanhas em Setembro, logo a seguir ao regresso às aulas - embora, como o regresso às aulas este ano foi sucessiva e consecutivamente adiado, talvez esteja enganado.

Abraços e Beijinhos para todos e para todas (também pode ser ao contrário, sou completamente liberal). Sejam felizes, & etc.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

What goes around comes around - original The Unknown

The Unknown «em acção» no artbarô, Covilhã.
 
Para quem não teve a oportunidade de estar presente no concerto The Unknown da passada sexta-feira, no artbarô, na Covilhã, aqui deixo um original da banda. A qualidade da imagem e do som não é a melhor, ao vivo é muito melhor, mas é o que se arranja. Espero que gostem.





Podem seguir a banda na página do facebook: The Unknown. Também podem encontrar mais informações sobre os três elementos que a compõem no site. E se houver por aí algum produtor que esteja interessado em apostar nestes jovens talentos, não hesitem...

José Sócrates é culpado ou inocente? Ligue 111111111 para «culpado» ou 999999999 para «inocente». Custo da chamda: 0.60€ (acrescidos de IVA à taxa em vigor).

ÚLTIMA HORA: A origem dos 20 milhões de Euros José Sócrates!

Origem da Fortuna de José Sócrates
Afinal não passou tudo de um enorme mal-entendido. Está esclarecida a origem da fortuna de José Sócrates, conforme se pode confirmar através desta prova inequívoca.

Prezo por saber que não sou o único a receber estas propostas aliciantes - esta mensagem eu mesmo a recebi três ou quatro vezes - só lamento não ter sido o escolhido...

domingo, 23 de novembro de 2014

A Última Esperança...

Esperança, Eu Acredito
(Fonte Cartoon)
...Se eu tivesse fé em alguma coisa, este seria, muito provavelmente, o momento de rezar, ou de fazer algum ritual, ou de exorcizar qualquer coisa... mas não tenho fé em nada, nem em mim (ou pour cause)...

...Vai para dois meses que não leio um livro; nem sei quando foi a última vez que estive tanto tempo sem ler um livro... Talvez quando tinha treze ou catorze anos... (não vou fazer contas, que desde os dezoito anos que aboli o aniversário)...

...Estou como o cartoon - julgo que nunca vos tinha dito que, nos tempos em que tinha uma equipa preferida em todos os campeonatos, o Sociedade Esportiva Palmeiras era o meu clube Brasileiro...?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Coisas. Mensagens.

Livros, Books, Child, Criança

Recebi um e-mail da Editorial Presença com o assunto "Não abra este e-mail... pode não resistir a tantos livros novos!" foi directamente para o lixo. É o que faço normalmente quando recebo e-mails de editoras a publicitarem livros, não abro. Não há dinheiro para livros. Nem para nada. Nem para um monte longe de tudo.

{Estando na blogosfera há mais de onze anos, recebo frequentemente mensagens, com pedidos disto e daquilo, a maior parte a pedir para divulgar um livro, um lançamento, uma peça de teatro, um qualquer evento cultural; tento sempre responder, embora por vezes receba tantos e-mails, e tão em cima da hora, que quando vou responder... já passou o prazo! Se um livro vai ser lançado amanhã, ou se uma peça de teatro vai ser representada no próximo fim-de-semana, não me peçam para divulgar hoje, pois o mais provável é que quando eu conseguir ver o e-mail já seja ontem! É que se eu passar um dia sem vir ao e-mail, o mais provável é que quando lá for tenha cento e cinquenta ou duzentas mensagens novas - e nem falo do spam... Por isso peço desculpa, mas muitas vezes é-me impossível responder a todas as solicitações em tempo útil!}

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

The Unknown: Concerto no ArtBarô (Covilhã)

Concerto The Unknown ArtBarô Covilhã
Concerto The Unknown no ArtBarô (Covilhã) - Evento facebook
Na próxima sexta-feira, 21 de Novembro de 2014, The Unknown actuam no ArtBarô, na Covilhã. Convido todos os leitores, seguidores, amigos, e conhecidos que estejam por perto (ou um pouco mais longe, porque não?) a aparecer. Abaixo deixo-vos um vídeo com um ensaio já antigo da banda. No site da banda (ainda por acabar) podem ficar a saber um pouco mais sobre The Unknown. Apareçam.

[O ArtBarô situa-se na Rua Comendador Campos Melo, 111, na Covilhã]

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Há mais 500 crónicas de João Ubaldo Ribeiro para ler

Bacurinho*

No início dos anos 1960 João Ubaldo Ribeiro começou a trabalhar como repórter no Jornal da Bahia; o imortal escritor Brasileiro, com 22 anos na época, escreveu então cerca de 500 crónicas anónimas, onde «um personagem batizado de Theóphilo ironizava problemas da cidade». A crónica era uma das mais lidas do jornal, e só agora foi revelado quem era o seu autor.

De entre as várias obras publicadas pelo autor dos romances Viva o Povo Brasileiro, O Sorriso do Lagarto, Sargento Getúlio, Diário do Farol, ou A Casa dos Budas Ditosos, João Ubaldo Ribeiro publicou algumas colectâneas de crónicas, entre elas Um Brasileiro em Berlim, O Rei da Noite, e Arte e Ciência de Roubar Galinha. Publicou também contos, ensaios, e obras de literatura infanto-juvenil.

Estás crónicas poderão agora vir a ser reunidas em livro. Também em breve serão publicados alguns contos em que o autor trabalhava aquando do falecimento em Julho. Leiam uma das crónicas «Theóphilo propõe interruptores a fim de estimular namoros»:

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Em memória do meu Pai*


 Fico sempre um pouco deprimido quando este dia se aproxima. Passaram 26 anos...

Já era noite. Talvez sete, ou oito, ou mesmo nove horas da noite. Talvez fosse mais tarde. Na memória resta-me apenas o frio, o escuro e o último olhar. Agarrei-lhe o tecido das calças, e abracei-o pela cintura. Tocou-me na cabeça e disse que não podia ficar. Nunca fui pessoa de insistir. Mas insisti. Uma, duas ou três vezes. Talvez mais. Voltei para junto da minha mãe, e da minha tia. Ele afastou-se alguns passos. Olhou para nós, aquele último olhar que me resta na memória. Ou talvez já nem seja esse último olhar, não sei. Virou-se e caminhou lentamente, subindo a rua empedrada. Uma lágrima queria sair-me dos olhos, mas eu não deixei. Queria que ele ficasse, a minha mãe insistira. Eu também. A minha tia aconselhara-o igualmente a ficar. Ele disse que não, que não podia ficar. Já era noite.

Acordei, à pressa vesti-me, empurrei os cadernos, os lápis e borrachas, os livros, a tralha para dentro da mochila vermelha. Ainda anda aí por um canto. Uma prima minha oferecera-ma. Era vermelha e branca, e no bolso de fora tinha escrito, a letras garrafais, vermelhas e maiúsculas, QUEEN. O nome da banda de Freddie Mercury, Roger Taylor, Brian May e John Deacon. Comi pão migado em leite com café. Era sempre o meu pequeno-almoço. Por nada deste mundo aceitava outro. Tinha que ser pão migado em leite com café, na minha tigela preferida. A tigela partiu-se meses, ou anos, depois. Anos depois a minha avó, que me dera aquela, deu-me outra igual. Ela não sabia, mas tinha pintado o desenho de um boneco animado de uma série alemã, ou talvez austríaca, que eu via todos os dias na televisão. A televisão era a preto-e-branco, comprada pouco tempo depois de eu ter nascido. Mas ali o boneco era a cores. O cabelo e o nariz são vermelhos, a t-shirt é amarela e as calças são verdes. Não sei se na televisão as cores do boneco eram as mesmas, mas a tigela está aqui para comprovar a minha memória. Acabei de comer, despedi-me da minha mãe e corri para a escola. Não era que tivesse muita vontade de ir para a escola; fugia do frio da rua.

Ia a manhã a meio quando a minha vizinha veio ter comigo à escola. Bateu à porta, a professora calou-se, a sala ficou imersa no nosso silêncio. A professora foi abrir a porta. O silêncio dera lugar ao barulho. A professora conversava com a minha vizinha. Ela apontava para mim, queria falar comigo, mas não queria dizer o que se passava. A professora não a queria deixar entrar, mas ela insistia. E quando a minha vizinha insistia, não havia nada que a demovesse. A professora teve que aceitar, resignada. Ela chegou-se à minha beira e disse-me, depois de me agarrar, me fazer uma festa na cabeça, com os olhos vermelhos de lágrimas que tentava segurar nos olhos, directa ao assunto, sem meias palavras, que ela não sabia muitas, havia quem a achasse louca, porque era gaga e tinha dificuldades em exprimir-se: o teu pai morreu.

Levou-me com ela para fora da sala. Foi falar à professora, trouxe a minha mochila, e fomos para minha casa. A minha mãe não estava. Aos poucos chegaram alguns familiares. Ninguém sabia como dizer-me; houve até quem tentasse mentir-me, dizendo-me que o meu pai estava muito mal no hospital, que ainda não se sabia nada, que estavam à espera que a minha mãe chegasse. Eu até queria acreditar nisso, mas eu já sabia. Não chorei. Nunca, em toda a minha vida, chorei no momento, na hora. Às vezes choro uma semana depois, outras meses, algumas anos depois. Nunca chorei de dor, de saudade, de pena ou alegria. Há quem me ache frio por isso. Quando choro é raiva. Raiva por me sentir impotente. Choro de raiva, quando finalmente admito que nada posso fazer, nem mesmo chorar, por isso choro, mas choro pouco. Depois chorei, sozinho. Dois ou três dias após o meu pai estar enterrado. De raiva, como quem dá um murro de cima de uma mesa. Ele subiu a rua empedrada. Estava uma noite escura e fria. Ainda olhou para trás uma última vez, o último olhar que recordo, subiu para o tractor e partiu. Dez, ou quinze, ou mesmo vinte minutos depois estava morto. Estávamos no dia 14 de Novembro de 1988.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

De Princesa a Zé-Ninguém...


A EuroMilionária de Marco de Canaveses agora passa os dias nos jornais; um dia é porque ficou com dinheiro do antigo companheiro, no outro é porque o novo marido lhe ficou com dinheiro; no primeiro caso queixava-se ele que o dinheiro lhe pertencia, no segundo queixa-se ele que afinal foi ele que ganhou.

Não me admiro. Não concordo, no entanto, que seja porque foram pobres, ou porque não tinham "educação financeira", ou porque a riqueza ou pobreza não esteja no dinheiro. O problema é que há pessoas que não sabem, intimamente, o que é que se pode comprar - e o que é que não se pode comprar. Conheço muitas pessoas assim, e nunca foram ricas, ou ganharam o EuroMilhões.

Amor e Amizade não se compram - nem se vendem. Ponto. Carros e Casas compram-se - e vendem-se. Ponto. Afecto e Carinho não se compram - nem se vendem. Ponto. Computadores e Smartphones compram-se - e vendem-se. Admiração e Respeito não se compram - nem se vendem. Ponto. Há coisas que se compram - há outras que se conquistam. Para as primeiras é preciso dinheiro, para a segundas nem todo o dinheiro do mundo é suficiente. Só nas novelas.

Portanto, se jogam no EuroMilhões para comprar amor, amizade, carinho, afecto, admiração, respeito, ou qualquer coisa desta categoria, melhor fazem se pouparem os dois euros da aposta. Aproveitem o dinheiro e tomem um café com alguém - talvez vos saia a outra sorte grande. Exige maior investimento, exige um investimento diferente, mas normalmente é mais fácil de encontrar. Há no mundo mais pessoas que amam e são amadas - que aquelas que são ricas; apesar de todo o sofrimento e desamor que por aí anda...

(As pessoas não são colonizáveis!) 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Um dia de Chuva é tão belo como um dia de Sol...

Um dia de Chuva é tão belo como um dia de Sol Fernando Pessoa


Não me dêem esperanças que não existem, não brinquem com o meu pobre coração...


(Imagem partilhada por uma amiga no facebook, que não linko porque a minha amiga do facebook só partilha os seus posts com os amigos)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sophia e Cecília

Sophia de Mello Breyner Andresen


Há coisas estranhas e sem explicação. As minhas duas poetisas dilectas, Sophia de Mello Breyner Andresen e Cecília Meireles, nasceram em datas consecutivas: Sophia a 06 de Novembro, Cecília a 7 de Novembro. E só este ano reparei nesse facto. Aqui deixo dois poemas destas princesas da poesia em Língua Portuguesa.

Cecília Meireles


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Diáspora - Festival Literário, em Belmonte, de 7 a 9 de Novembro de 2014


Situada no interior do país, Belmonte é uma das localidades mais singulares de Portugal: das paisagens naturais ao património, da forte herança judaica à gastronomia, passando ainda pela ligação histórica ao Brasil, a vila assume agora a sua posição privilegiada para acolher um novo acontecimento literário que vai marcar o panorama cultural.

O Diáspora — Festival Literário de Belmonte quer garantir que a comunidade estará em contacto e trocará experiências com a nova geração de autores portugueses e outros mediadores da leitura. De periodicidade anual, Belmonte pretende dar aos seus habitantes e visitantes um evento focado na produção literária portuguesa e estrangeira, privilegiando a relação com o vasto património histórico e a cultural local. A esta pretensão, junta-se o envolvimento da população escolar, que receberá escritores e ilustradores. Pretendemos contaminar todos com a paixão pelos livros e pela leitura.

Com este festival, Belmonte assume-se como uma referência na produção cultural do interior do país: quer na programação oferecida à população local, quer na promoção de espaços de convívio entre a população e os maiores nomes do panorama literário nacional. Desta forma aprofunda-se o papel de Belmonte para descentralizar a cultura, centrada nas grandes cidades, e promover um património histórico único.

Programação:
(Fonte)

terça-feira, 4 de novembro de 2014

15.º Aniversário do Harry Potter

15 Aniversário Harry Potter, Kazu Kibuishi
Cliquem na imagem para Ampliar
A Editorial Presença vai reeditar os sete volumes da saga HarryPotter com novas ilustrações nas capas, da autoria de Kazu Kibuishi, em celebração do 15.º aniversário da publicação da primeira edição do primeiro volume de Harry Potter, Harry Potter e a Pedra Filosofal, em Portugal, em 1999.

Às minhas mãos chegou em Agosto de 2000. Os últimos volumes comprei-os na data de publicação. Não, não leio apenas Cervantes, Sterne, e Fielding, não leio apenas os clássicos.

Harry Potter gera paixões, há quem goste muito e há quem deteste - há até, em ambos os grupos, quem nunca tenha lido! Voltei recentemente a reler todos os sete volumes, desta vez lendo-os de enfiada, o que não era possível fazer para quem foi lendo à medida que iam sendo publicados.

São sete obras desequilibradas entre si, tanto em tamanho como em qualidade. Ainda não me decidi sobre qual dos sete prefiro, talvez o terceiro, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, ou o quinto, Harry Potter e a Ordem da Fénix.

O quatro têm a pior tradução (não sei se ainda se mantém a mesma, ou se entretanto foi revista), tradução claramente apressada, a três mãos; neste, as diferenças no vocabulário escolhido eram evidentes. E o nome de um bar e uma livraria não era o mesmo ao longo da saga.

Enfim, ninguém me paga para fazer publicidade, mas aqui deixo a informação da existência desta nova edição - houve também uma edição em que as capas da série eram pretas, sombrias, talvez ainda a encontrem nas livrarias, se quiserem ser colecionadores. Como não acerto nos números de nenhum jogo de azar, não vou obviamente comprar. Uma feliz terça-feira a todos que por aqui passam.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O Mistério da Agricultura Biológica...

Agricultura

De todos os mistérios da vida moderna, o que mais me intriga é a moda da agricultura biológica. Nascido no campo, descendente de gerações de camponeses pobres, nunca consegui ver na agricultura o maná que agora apregoam. Antes sempre fiz minhas a as palavras daquele papa, Pio não sei quantos: "Há três maneiras de um homem se arruinar. Ao jogo, com as mulheres, com a agricultura. O meu pai escolheu a mais trabalhosa." (Já agora, o meu também. E morreu debaixo do tractor...) Depois, ouvi, li. Que a maior parte dos solos do nosso país não tem aptidão agrícola; que o relevo dificulta ou torna inviável a mecanização; que o clima, quase imprevisível, é uma ameaça permanente. Que sem financiamento...

José Catarino, O mistério da agricultura biológica, post completo no blog Viajante no Tempo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Enviei-me para Marte...



Pronto, vai só o nome, que não tenho dinheiro para a viagem - se tivesse, com certeza que pagaria - pagaria o que fosse, para sair deste inferno chamado Terra. Nem sequer um nome de jeito tem, este inferno, um nome como, sei lá!, Hades. Hei-de ir-me hei-de.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Patéticos e Preguiçosos

Patéticos e Preguiçosos

Patéticos e Preguiçosos: Post de Henrique Manuel Bento Fialho, a ler no blog antologia do esquecimento.

Por uma vez muitos de nós terão concordado com as palavras do mentiroso-mor do reino; o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho; provavelmente não pelos mesmos motivos, mas isso é outra história. Com tantos livros, de jornalistas, comentadores, economistas, e profetizadores, que se publicam com a solução para o país, não se pode estranhar que o governo ainda não tenha encontrado nenhuma.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dylan Marlais Thomas - 100.º Aniversário do Nascimento

Dylan Marlais Thomas, 100th Anniversary
Dylan Marlais Thomas
27 de Outubro de 1914, Swansea, País de Gales, UK
09 de Novembro de 1953, New York, USA


«Though lovers be lost love shall not», assim é o verso que roubei ao poeta Dylan Thomas para título deste blog. Faz parte do poema «And Death Shall Have No Dominion», que novamente partilho com quem por aqui passa. Se fosse vivo, faria hoje 100 anos. Este é, sem dúvida, um dos meus poemas preferidos. Apreciem (podem ler uma tradução para português aqui):


Cartas, Visões e Outros Textos do Sr. Pantaleão

Cartas Visões e Outros Textos do Senhor Pantaleão de Fernando Pessoa
Cartas, Visões e Outros Textos do Sr. Pantaleão. Já saiu para as livrarias no dia 17 de Outubro, e eu só agora me apercebi. Era para dar a este post o título-série «dos livros que nunca lerei», mas até a auto-comiseração tem limites nas minhas vísceras. Pronto, não tem, que cá estou eu a lamentar-me de mais um livro para comprar, e nenhum dinheiro na carteira para o fazer.

Parece que há ali dentro, no livro, 39 inéditos de Fernando Pessoa, mais alguns textos que são publicados pela primeira vez na íntegra. Não sei se será verdade, que de cada vez que vejo um livro novo com o nome Fernando Pessoa (ou algum dos seus pseudónimos, heterónimos, semi-heterónimos, seja o que for) na capa, desconfio; e fico em pulgas - bela expressão, que de facto dá-me comichão.

São apenas 12,96€. Vou ali ver se encontro o boletim do EuroMilhões para reclamar os 152 milhões de euros. Ah, espera, não joguei em Castelo Branco.


sábado, 25 de outubro de 2014

O que fazer com os 190.000.000,00 Euros* do primeiro prémio do Euromilhões?

Imagem Daqui.


O primeiro prémio do EuroMilhões, soma que ascende aos *€152.000.000,00 (sim, porque 20% vão para o Estado, que é uma entidade que rouba toda a gente, para distribuir por um pequeno grupo de indivíduos que agem como se fossem donos desta merda toda, até ao dia em que, esperemos, lhes entre uma bala pelos cornos a dentro), saiu em Portugal, a um (ou uma, não sei) feliz contemplado(a).

Para quem ainda não sabe a chave: 3, 9, 20, 30, 42 + 1, 6

A menor das preocupações (o ser humano é estranho, não é, ter 152 milhões de euros, e ter preocupações) provavelmente será essa de «o que fazer com 152 milhões de euros?» Eu ia para a quinta, ou para o monte.

Mas o motivo deste post é outro: ontem após a saída da chave, no twitter, começaram a aparecer os comentários sobre o que fariam com o prémio do Euromilhões, com a #hashtag #SeOEuromilhõesMeTocasse a avaliar por aquela pequena amostra, eis os três grupos de coisas que os Portugueses mais fariam:

  1. Iam visitar todos os estádios dos clubes que futebol de que gostam, e ver todos os jogos do clube do coração;
  2. Iam encontrar-se com os cantores preferidos (mesmo que tivessem que os mandar raptar), ver todos os seus concertos, etc;
  3. Fugiam de Portugal, definitivamente, na maior parte dos casos, ou andando por aí e regressando à base de quando em quando.
Num quarto grupo, tudo o resto: as casas de luxo, os carros de alta cilindrada, os montes de roupa, sapatos, ténis, material informático... e uns poucos que ajudariam as crianças com fome, os pobres de África, etc... E assim vai Portugal... (incluo-me no grupo dos que saíam desta estrumeira, e tentariam nunca mais cá meter os pés).

Entretanto, nas notícias, os jornalistas insistem em falar de prémio de 190 milhões de euros. São burros, ou pretendem que ignoremos o roubo do Estado (quando um Estado rouba até a sorte dos cidadãos!)? Não somos idiotas!!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Memes Francisco Nicolás Gómez Iglesias

E agora, para se rirem um pouco, alguns dos memes Francisco Nicolás que se podem encontrar na internet:



Francisco Nicolás Gómez Iglesias

Francisco Nicolás Gómez Iglesias, José Maria Aznar
Francisco Nicolás com o ex-líder do PP, José Maria Aznar


Chama-se Francisco Nicolás Gómez Iglesias e conseguiu enganar meia Espanha (a outra metade está-se a rir). Meia Espanha pergunta-se como foi possível?, a outra metade quer construir-lhe uma estátua e considera-o um herói. Afinal, ele apenas fez o que fazem a realeza, e as elites políticas, económicas, e empresariais. Que outra explicação pode existir?

Ele levou o adágio ver e ser visto a extremos inauditos; habilidoso na arte do networking ou vigarista? Impostor ou político profissional? Herói ou Vilão? Francisco Nicolás pôs a nu o modus operandi das classes que detém o poder. Mitomania, Confabulação? Coisa de meninos, que Francisco Nicolás é grande...

domingo, 19 de outubro de 2014

Manuel António Pina

Manuel António Pina, Gato

Passaram dois anos desde a morte de Manuel António Pina. Lia todas as crónicas que ia publicando na Jornal de Notícias, e elas continuam aí, para nos mostrarem que está tudo igual ou pior: O fato novo do Rei (24/07/2012); Coisas sólidas e verdadeiras (01/08/2012). Não sei, mas julgo que a «homenagem» do Jornal de Notícias foi coisa de pouca dura. Aqui pelo blog fui publicando poemas e crónicas de Manuel António Pina, quem quiser é só procurar.

EuroMilhões: se eu ganhasse os 181 milhões de euros.

Dinheiro, Euro, EuroMilhões, Money, EuroMillions
Dinheiro acabadinho de chegar a minha casa, empacotadinho e tudo. As notas de 5€ e 10€ mandei queimar.


aqui vos disse o que faria se ganhasse os 162 milhões de euros do primeiro prémio do EuroMilhões - mas como ninguém quer acertar nos malfadados números, vejo-me obrigado a comunicar-vos o que faria com os 181 milhões de euros do primeiro prémio do EuroMilhões (menos 20% de imposto de selo, que é um imposto, como todos os impostos em Portugal, que é uma mão esticada pelos sabujos que nos governam, para roubar, legalmente, dizem eles, a uns e dar aos outros, quer dizer, aos donos, que um sabujo é um cão farejador, para quem não sabe, um adulador servil).

Pois bem, tenho-me esquecido daquilo que antes de mais faria. E nem seriam precisos 181 milhões de euros; muito, muitíssimo menos, bastava: ia-me embora e nunca mais colocava os meus pés nesta desgraçada terra. Não se preocupem, que havia de arranjar tempo para escrever (ou mandar escrever) umas parvoíces aqui para o blog - porque só quando escrevo parvoíces é que as visitas são dignas de se ver; publico um post a dizer nada de nada com o título Jessica Athayde e é um corrupio de visitas. Publico um post sério, e nada, nicles, ninguém quer saber.

Enfim, o corrector orthographico não reconhece as palavras farejador e corrupio. É tudo por agora, um bom domingo, ou o que resta dele, uma boa semana, sejam felizes, se ainda conseguirem. Vou-me ali às estantes a ver se encontro qualquer coisa para ler.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Jessica Athayde

Jessica Athayde
Vou-vos confessar que devo ser uma espécie de extra-terrestre, porque até há minutos atrás não fazia a mínima ideia de quem era a Jessica Athayde. Mas tanto li o seu nome no twitter e em blogs nos últimos dias, que fui pesquisar - vá-se lá saber porquê, nos blogs em que li, não tinham nenhuma fotografia, porque quando pesquisei nas imagens do google, logo se me pareceu que esta cara não me é estranha, suponho que a tenha visto em algumas novelas, não faço ideia em quais, que não acompanho nenhumas, mas tropeço muitas vezes nelas, senão em casa, ao menos em cafés.

Continuo sem perceber o escarcéu, mas, como disse, devo ser alguma espécie de extra-terrestre, estrangeiro onde quer que esteja.

A fotografia é da Jessica Athayde - um dia também gostava de escrever post a fazer publicidade disfarçadamente descarada a uma marca qualquer. Podem encontrar a Jessica Athayde no blog jessy james ou na página do facebook, mas isso provavelmente já sabeis. Eu agora vou ali ao google, para ver se descubro quem é a Sara Sampaio.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

«Só existe um problema filosófico realmente sério: o suicídio.»

O Mito de Sísifo, Albert Camus

«Só existe um problema filosófico realmente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale ou não vale a pena ser vivida é responder à questão fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, aparece em seguida…»

Albert Camus, na obra da imagem, O Mito de Sísifo. Se nasceu ou não em França não tem, afinal, importância nenhuma -

e que importância tem a forma como se morre, se somos apenas pó das estrelas, que importância tem mais um dia ou menos um dia (o tempo não existe, o que existe são os relógios - existirão?, o que é existir?),

que importância tem, se um dia a alma dirá ao corpo que não quer / arrastar o seu peso ao longo desta via / por onde os homens vão, felizes por viver?

que importância tem viver, se viver é ir-se despedindo daquilo que nunca se conheceu?


Se eu ganhasse os 162 Milhões de Euros...

Gato e Livros, Books and Cat

Já tenho os meus números registados, mas as senhoras e senhores do EuroMilhões têm a pontaria desafinada, e nunca conseguem acertar com eles. Se eu ganhasse o EuroMilhões comprava uma quinta isolada com um riacho ao fundo... onde pudesse ter os meus livros, uma máquina de escrever, um cão e um sótão... um perdigueiro... e a sombra de um salgueiro... um pôr-do-sol arroxeado... uma brisa estival... um pintassilgo e um pardal... e um horizonte prateado... 

E embora me tenha esquecido do gato quando escrevi o texto, claro que também arranjava um gato. Gostava muito de ter um gato, gostava muito de poder ter um gato, mesmo não ganhado o EuroMilhões, mas os sonhos andam todos cada vez mais caros, mesmo aqueles que parecem baratos.

Estava de manhã a ouvir as notícias, rodando entre os vários canais, que futebol... já não se aguenta tanto futebol, política idem, e então restam poucas notícias para ver; parei na TVI quando acabava a notícia sobre os 10 000 novos milionários (de acordo com o Crédit Suisse) que há em Portugal - quantos pobres são precisos, mesmo, para fazer um milionário? - e começava a notícia sobre o prémio do EuroMilhões da próxima sexta-feira, 17 de Outubro (não sei se é dia de azar em alguma parte do mundo). E diz a apresentadora, com uma seriedade à prova de qualquer ironia, algo do género: «e provavelmente o número dos novos milionários também se explica com os prémios do EuroMilhões...» Mais, informou que ontem 39 alminhas ganharam, em Portugal, quase 2000€...


Sim, provavelmente é isso, pensei, e nós somos todos idiotas, conclui...

terça-feira, 14 de outubro de 2014

PODEMOS


Hoje à tarde, enquanto sintonizava a rádio, fui parar à OndaCero. Era uma entrevista com Pablo Iglesias. Isto para dizer o quê?

- Que mais dia menos dia, mais semana menos semana, mais mês menos mês, por cair de maduro o governo, ou de podre, ou simplesmente porque acaba a legislatura, haverá eleições.

E o que nos aparecerá nos boletins de voto? As mesmas merdas do costume!
E em que é que os portugueses irão votar? Nas mesmas merdas do costume!
(Mais a merda do Marinho (e) Pinto, que é outra merda do costume!)
E não saímos da merda desta merda. Votava num PODEMOS com gosto. Era só isto.

Sobre os Escritores que NÃO ganharam o Nobel

Livros, Personagem, Escultura com Livros, Escritores, Nobel


Pede-se encarecidamente a quem, ano após ano, faz listas dos escritores que não ganharam o Nobel, que não incluam Marcel Proust, Franz Kafka, ou Fernando Pessoa, por exemplo. Nem escritores falecidos antes de 1901. Não sabem porquê? Se soubessem não fariam tais listas idiotas.

E sim, o Fernando Pessoa sonhou ganhá-lo. Também sonhou publicar muitos livros, mas apenas publicou, em Português, o pior que escreveu, e alguns poemas em Inglês, que estão longe de ser os melhores que escreveu.

Este ano o Prémio Nobel calhou a Patrick Modiano. Não conheciam - que chatice! - podem ficar a conhecer. Eu tinha para ali o «Um Circo que Passa», e embora soubesse que tinha (pelo menos) um livro de Modiano, quando ouvi o nome - fui imediatamente buscá-lo ao seu lugar na estante - não me recordava de nada do que dizia a obra. Estou a reler este, enquanto não chegam outros novos - se não chegarem... É a vida.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Patrick Modiano, Prémio Nobel de Literatura 2014

Patrick Modiano, Prémio Nobel de Literatura 2014
Patrick Modiano
Prémio Nobel de Literatura 2014



“For the art of memory with which he has evoked the most ungraspable human destinies and uncovered the life-world of the occupation”.

«Pela arte da memória com que evoca os mais inefáveis destinos humanos e desvela o mundo da ocupação.»

Patrick Modiano: conheça o novo Prémio Nobel de Literatura.

O Estado a que Isto Chegou...

Soares dos Santos, António Mexia, Ricardo Salgado, Henrique Granadeiro, Zeinal Bava

No dia em que Zeinal Bava se demitiu da Oi, voltei a ver a imagem acima, imagem que havia publicado aquando da demissão de Henrique Granadeiro da PT, partilhada no twitter. No mesmo dia Maria de Luís Albuquerque admite que o Novo Banco pode ter custos para o contribuinte, como se não soubéssemos disso desde o primeiro dia. Apesar de não sermos burros (somos sim senhor, só um povo de burros se pode deixar governar por esta trupe de asnos), juraram-nos a pés juntos que o fundo de resolução (nacionalização, em novilíngua) não tinha custos para o contribuinte.

A questão não é se o fundo de resolução, perdão, o banco agora público, terá custos, embora para parafrasear Nuno Crato, Maria de Luís Albuquerque não tenha dito que iria ter, mas apenas que poderia ter. A questão é em quanto nos ficará a conta. Pois Carlos Costa, o inefável governador do Banco de Portugal, revelou-nos que as garantias de que estava tudo bem não eram para os investidores mas para os depositantes; então a questão é: quanto dos 4900 milhões de euros do fundo de resolução injectados no Novo Banco, o Bom, já voaram do mesmo, em levantamentos? Qual é o tamanho da fraude?

domingo, 5 de outubro de 2014

05 de Outubro de 1910

A minha tia Amélia, quase 94 anos,
e a minha tia-avó, Maria, a caminho dos 103
Esta data, 05 de Outubro de 1910, faz-me pensar sempre no meu avô paterno, Raul, que não conheci. Se fosse vivo teria 119 anos. Quando a Implantação da República aconteceu já caminhava para os dezasseis anos; foi, tanto quanto sei, o ano em que ocorreu na sua (e minha) família uma revolução.

Um dia de manhã o meu bisavô, António, saiu de casa, percorreu, a pé, mais de cinquenta quilómetros, até encontrar um sítio para habitar. Voltou ao final do dia, ou talvez no dia seguinte, não sei, e quando voltou mandou à família (eram à época seis elementos) que fizessem as malas; quer dizer, que arrecadassem tudo o que tinham, nas grandes arcas de madeira, as carregassem nas carroças, e partissem, gente e gado. Partiram. De Badamalos, Sabugal, para o lugar que agora é conhecido como Quinta dos Badamalos, Valbom, Pinhel. (O meu avô casaria, anos depois, em Badamalos, de onde era a sua primeira mulher).

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Alabardas, de José Saramago

José Saramago
José Saramago, em 2008
Fotografia de Nuno Ferreia Santos.

Apesar de serem apenas algumas páginas, claro que quero adquirir Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas, de José Saramago. Há livros que vão muito para além do conteúdo. (E, não se deixem enganar, apenas por este ponto, quero comprá-lo). É como os contos, argumentos para filmes, ou outros textos, de Fernando Pessoa, que muitas vezes não passam de rascunhos de rascunhos. O valor não está em si mesmo, mas no que representam. Há quem continue a ter anticorpos a José Saramago - infelizmente pelas razões erradas (dando de barato que há razões certas para isso). José Saramago é um grande romancista, um grande escritor, e, citando Harold Bloom, a nível narrativo poucos o igualaram. Quem não quer perceber isso, talvez nunca tenha percebido nada de Literatura - ou está apenas cego, porque a cegueira é confortável quando se querem auto-validar as ideias feitas. O livro vem com ilustrações de Günter Grass.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ello says "Goodbye" to Orkut. Ello Invitation Code.

Ello, Ello Invitation Code, Social Network, New Social Network

No dia em que o Orkut saiu do ar (fui lá despedir-me; a esta hora não dá mais para entrar) consegui entrar para a nova rede social Ello, que anda nas bocas do mundo. Ainda é muito cedo para saber se vai destronar o facebook. Quem me quiser encontrar por lá, pode visitar-me aqui: https://ello.co/andrebenjamim (esgotei os meus cinco convites, portanto não me peçam, que de momento não disponho de nenhum...)

Podem encontrar links para diversas fontes de códigos, totalmente gratuitos, aqui: ello invitation code. Não precisam de comprar no e-bay...

#CarregaBenfica!

Carrega Benfica, Troféu Ramón Carranza
Troféu Ramón Carranza, 1971.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Falta de Ar, de E. Ethelbert Miller

E. Ethelbert Miller, Medula, Poesia, Falta de Ar
Falta de Ar, de E. Ethelbert Miller
Medula, 2014

FALTA DE AR

Joelhos e memórias
é o que vai primeiro.
A dificuldade em andar
acompanhada pela incapacidade
de recordar. Caímos
e descobrimos a falta
de ar ou como a luz do sol
entra numa divisão só para ser
seduzida pelas sombras.

E. Ethelbert Miller
(tradução de manuel a. domingos)



A editora Medula prossegue a edição de obras de poesia que de outra forma dificilmente seriam publicadas. É um projecto arrojado e pessoalíssimo de manuel a. domingos.

E. Ethelbert Miller é poeta e activista literário. Reside em Washington D. C. (E.U.A.). É o director do Centro de Recursos Afro-Americanos da Universidade de Howard. É membro do Instituto de Estudos Políticos. É autor de várias colectâneas de poemas e de memórias.

Em Portugal teve poemas seus publicados na Revista Literária Sítio. Falta de Ar será o seu primeiro livro publicado em Portugal, e tem uma particularidade: é inédito também nos Estados Unidos da América, pois foi composto propositadamente para a editora Medula.

A tradução de Falta de Ar esteve a cargo de manuel a. domingos. É uma edição bilingue, com uma tiragem única de 100 exemplares. Caso estejam interessados, devem efectuar o vosso pedido, indicando a morada, para o e-mail: medulalivros@gmail.com. O preço é de 8€ (portes de envio incluídos para o território nacional).

Ngũgĩ wa Thiong'o - favorito para ganhar o Prémio Nobel de Literatura 2014?

Ngũgĩ wa Thiong'o, Ngugi wa Thiong'o
Ngũgĩ wa Thiong'o


Uma corrida às apostas, com origem na Suécia, fez com que as probabilidades de Ngũgĩ wa Thiong'o ganhar o Prémio Nobel de Literatura aumentassem subitamente - pelo menos nas casas de apostas. Não seria a primeira vez que uma fuga de informação deixaria escapar o nome do vencedor. O mesmo aconteceu em 2008 quando Jean-Marie Gustave Le Clézio foi laureado.

Ngũgĩ wa Thiong'o é um escritor Queniano, e desde 2003, quando foi distinguido o Sul-Africano J. M. Coetzee, que o Prémio Nobel de Literatura não é atribuído a um autor do continente Africano. Em Portugal estão publicadas, mas há muito esgotadas, as obras Pétalas de Sangue, e Um Grão de Trigo, ambas na editora Edições 70.

Na corrida ao Prémio Nobel de Literatura 2014 entraram este ano 210 nomes; na frente, nas casas de apostas, vai Haruki Murakami, como vem sendo hábito nos últimos anos; a Academia Sueca estará por estes dias, a chegar a um nome. Fossem os fãs a decidir, e Bob Dylan estaria uma vez mais na corrida.