sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Bang Bang, Elie Dupuis. Do filme «Maman est Chez le Coiffeur».




Versão em francês da música Bang Bang, cantada por Élie Dupuis, no filme canadiano Maman est Chez le Coiffeur, realizado por Léa Pool, cineasta suíça radicada no Québec (letra original, em inglês, de Sonny Bono para a Cher [Bang Bang (My baby shot me down)]. Também gosto muito da versão em italiano do filme canadiano Les Amours Imaginaires, do actor e realizador Xavier Dolan, também do Québec. A letra desta versão em francês (para quem não entende as três línguas, convém dizer que a letra nas diferentes versões não é exactamente a mesma):

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Juntos por um novo ciclo!

Juntos por um novo ciclo, Rui Ventura, Pinhel, Eleições Autárquicas 2013, Portugal
Mega-cartaz de campanha de um partido político, com o seu candidato à C. M. Pinhel, e candidatos às Juntas de Freguesia.

Ciclo (grego kúklos, -ou, roda, círculo, forma redondo, coisa disposta em círculo), substantivo masculino. 1. Série de fenómenos que se sucedem numa ordem determinada. 2. Parte de um fenómeno periódico que se efectua durante certo espaço de tempo. 3. Período sempre igual de determinado número de anos no fim dos quais devem repetir-se na mesma ordem os sucessos astronómicos ou os factos determinados pelas mesmas causas ou influências. 4. Grupo de poemas, novelas, etc., constituindo uma espécie de círculo em volta de um facto, de um herói ou de uma família. 5. Subdivisão do ensino básico.

A isto se resume a política portuguesa: um ciclo. Na sua regular cadência, os mesmos fenómenos sucedem-se na ordem determinada. Podem mudar as caras, os nomes, ou a cor política, que os fenómenos não mudam. Em casos como este não muda nada. Junta-se um slogan que parece uma novidade a analfabetos funcionais, uma pitada de regabofe para distrair, muito circo para alienar, e entretanto continua-se a roubar o pão a quem o produz com o sangue do seu corpo e o suor do seu rosto. Não há ética, vergonha, ou pudor.

Os Idiotas, de Rui Ângelo Araújo



O lançamento do romance Os Idiotas, de Rui Ângelo Araújo (também o podem encontrar no blog Iniciação ao Tédio), será a 13 de Setembro; entretanto, podem encomendar, com 20% de desconto, no site Os Idiotas.

No fundo, no fundo, eles apenas querem estar à altura do desafio dos deuses, querem merecer o superpoder que lhes foi atribuído, serem orgulhosos sucessores dos faraós, dos césares, dos czares, dos reis, dos imperadores e dos führers que os antecederam no cargo. Ora, gente desta, com tais manias, com mentes tão confusas e perturbadas, deveria estar - adivinharam - no manicómio, arrumada junto a todos os napoleões que já lá estão. Isto parece uma democracia, mas é a merda do recreio do Júlio de Matos.

Excerto de Os Idiotas, de Rui Ângelo Araújo, lido no blog Tempo Contado. A capa do romance:

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Vencidos da Vida, de Leonard Cohen

Vencidos da Vida, Leonard Cohen, Beautiful Losers

Vencidos da Vida (ou Beautiful Losers, no original) é o segundo romance de Leonard Cohen, escrito em 1966, antes de ter iniciado a sua carreia de compositor e cantor, em 1967, com o álbum Songs of Leonard Cohen. Está ali abandonado na mesinha-de-cabeceira, à espera do seu dia. Pergunto-me porque o comprei se não tinha nem tenho a mínima intenção de o ler, por agora. Pelo título, talvez. Talvez porque tivesse receio que esgotasse - como se em Portugal os livros esgotassem. Por ser de Leonard Cohen, um dos meus músicos preferidos; talvez porque ainda não me libertei da angústia de não ter mais algumas libras para comprar, em Londres, a antologia de poemas de Leonard Cohen. Ou simplesmente por impulso, porque compraria todos os livros do mundo. Ou porque o título vai directo ao âmago, ao meu. "O que tem nas mãos é mais um delírio do que um livro", disse Leonard Cohen sobre este romance, um triângulo amoroso, diz a sinopse, «uma fulgurante combinação de História, sexo, política, religião e poesia.» Há beleza na derrota? E na vitória?