quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Afundação Joana Vasconcelos

Joana Vasconcelos, Helicópetro, Palácio da Ajuda, Portugal, Fundação Joana Vasconcelos
Joana Vasconcelos junto de uma das suas obras d'arte na sua exposição no Palácio da Ajuda.
Foto de Rui Gaudêncio, Público.

Torna-se por vezes complicado distinguir entre a obra de arte e o artista - quem é o quê? Suponho que a obra de arte seja a Joana Vasconcelos - menina, dobre a consoante, que fica muito mais artístico - e o artista, ou os artistas, que uma obra de arte desta complexidade, está-se mesmo a ver, é obra demasiado complexa, perdoem a redundância, para as mãos de um obreiro apenas, estava eu a dizer, os artistas são os catraios do governo, aqueles loucos megalómanos que queriam acabar com fundações e outras despesas inúteis que parasitam o Orçamento de Estado - como a Despesa pública com saúde, e a Despesa pública com educação - inutilidades que outra Fundação faz o favor de nos evidenciar, a Fundação Francisco Manuel dos Santos.


Neste tempo de afundação nacional, acabar com as fundações onde não têm unha nem dente, p'ra criar fundações a seu contento, eis o desígnio deste insignes artistas. Dêem já, à Joana, o estatuto de utilidade pública: ela é o espelho dos tempos que correm; o retrato, perfeito e acabado, dos artistas que conduzem a nau - perdão, o cacilheiro - Portugal.

2 comentários :

  1. Eu acho isto profundamente ridículo, mas se calhar estou a profanar algo de muito importante da "cultura" portuguesa...

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    1. LOL. O Cacilheiro vai de vento em popa, por assim dizer, essa é que é essa...

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