quinta-feira, 23 de maio de 2013

Retrato de um rapaz flamejante

Um Rapaz a Arder, Eduardo Pitta, Retrato de um rapaz flamejante

Leio a crítica de António Guerreiro, Retrato de um rapaz flamejante, no ípsilon, ao livro de memórias de Eduardo Pitta, Um Rapaz a Arder, e interrogo-me se seria expectável outra coisa de um livro de memórias? As memórias são feitas de lapsos e incorrecções; diria mais, as memórias são feitas de selecções e omissões, conscientes e inconscientes, as memórias - a Memória - são feitas de esquecimento. Não é possível escrever memórias, só é possível reescrevê-las, porque no próprio acto de as guardar, os cérebro reescreve-as. Quanto ao resto, fazem falta mais críticas como esta de António Guerreiro. Só lamento que no Meio não haja cavalheiros que resolvam as querelas como é dado: com um duelo, de espada, revólver, ou palavras, mas com um duelo. Tornava isto tudo muito mais interessante. Ai, ai, a falta que faz um Truman Capote que escreva um romance de não-ficção sobre o Meio. Sempre ficaríamos a saber se haveria algum interesse em ver o Meio despido. Ao contrário daquilo que um espírito libidinoso possa pensar, na maioria das vezes a nudez não é coisa bonita de se ver...

2 comentários :

  1. Eu tenho cá o livro para ler e só depois emito uma opinião.

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    1. Quanto às memórias (em geral) tenho para mim que o melhor é inventá-las. “A vida não é a que a gente viveu, e sim a que a gente recorda, e como recorda para contá-la” (Epígrafe de Vivir para contarla, de Gabriel García Márquez)

      Quanto ao livro em si, nada sei, que não li - nem tenho para ler. Talvez um dia chegue essa hora - provavelmente não - não porque não queira...

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