terça-feira, 23 de abril de 2013

Sr. Bentley, O Enraba Passarinhos

Sr. Bentley, O Enraba Passarinhos, de Ágata Ramos Simões

Sr. Bentley, O Enraba Passarinhos, de Ágata Ramos Simões, podia ser a história de um banqueiro, gordo, comilão, usurário, como qualquer banqueiro que se preze, e os Passarinhos podiam ser os seus clientes, bem enrabados, fodidos, sugados até ao tutano, como se querem os bons clientes dos bancos. Podia até ser mais uma história erótica, como tantas outras, que até hoje vivia na sombra, ao contrário de outras sombras, cinquenta dizem, que apesar de cinzentas, tiveram a fama e o proveito das luzes da ribalta. Mas é uma obra satírica.

Não percebo o escândalo, não percebo sinceramente - e não estou a ser irónico - que fazem à volta disto - um verdadeiro problema, vivermos num mundo feito de pessoas hipócritas, egodistónicas - o que há de errado no erotismo? - errado é a falta dele. Esta falsa pudicícia irrita-me: que os Bancos fodam as pessoas todos os dias, não há mal nenhum, mas que não o façam com erotismo!

O que - enfim - até está certo. O filme em que nos obrigam a participar é demasiado pornográfico para admitir um pouco de enredo ou preliminares. Nesta relação entre política e finança que destrói a sociedade europeia, há que foder clientes e contribuintes a sangue frio - antes que eles tenham oportunidade de dizer «não!». E que digam - isto não é sexo, é estupro.

1 comentário :

  1. O que mais me irrita neste caso não são os disparates que a CGD emite, mas sim os que a Comunicação Social reproduz.

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