terça-feira, 9 de abril de 2013

Portugal Encerrado: o último a sair que feche a porta e desligue a luz...

Portugal bateu no fundo, o último a sair que feche a porta e apague a luz

Portugal entrou em guerra civil: depois de ter posto funcionários públicos em guerra com os trabalhadores do sector privado, estes em guerra com os pensionistas, os pensionistas em guerra com a população em idade activa, os jovens em guerra com os menos jovens, os menos jovens em guerra com as mulheres, as mulheres em guerra com os homens, os homens em guerra com as crianças, as crianças em guerra com os trabalhadores, os trabalhadores em guerra com as empresas, os estudantes em guerra com os professores, os professores em guerra com as escolas, as escolas em guerra com os polícias, os polícias em guerra com os militares, os militares em guerra com os estivadores, os estivadores em guerra com os funcionários dos transportes públicos... Enfim, depois de ter dividido para poder reinar, agora que não lhe resta mais nada nem ninguém para dividir, o governo declarou guerra ao Tribunal Constitucional, primeiro, e a todos os Portugueses, depois. O último a sair que feche a porta e apague a luz - que está cara...

Cratera com mais de 100m profundidade em Marvão.


A propósito do despacho do ministro Vítor Gaspar de 8 de Abril que pára o funcionamento do estado português, atribuindo essa decisão ao Tribunal Constitucional. O governo entrou numa guerra institucional dentro do estado, em colaboração com a troika, para abrir caminho a políticas de duvidosa legalidade e legitimidade baseadas no relatório que fez em conjunto com o FMI. Não conheço nenhum motivo mais forte e justificado para a dissolução da Assembleia da República por parte do Presidente do que este acto revanchista contra os portugueses. - Pacheco Pereira

A decisão do ministro é de tal forma insensata e perigosa, e é de tal forma evidente que se trata de uma manobra política para criar o pânico no País e assim impor a sua vontade, que se exige uma imediata intervenção do Presidente da República para repor a normalidade. A ver se fica claro: Vítor Gaspar e Pedro passos Coelho não são donos de Portugal nem são donos do Estado. Não o podem usar para cercar os cidadãos e impedir o regular funcionamento do País. Não há, por causa dos 1.200 milhões de euros que agora estão em causa, nenhuma razão financeira que justifique esta decisão. É um ato de prepotência e chantagem política, através de um inacreditável abuso de poder, que não pode ficar impune. - Daniel Oliveira

Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático. - António Sampaio da Nóvoa

Adenda: estes já estavam parados - assim nunca mais se mexem...

1 comentário :

  1. É preciso é uma guerra total contra quem nos (des)governa...

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