terça-feira, 16 de abril de 2013

Martin

Martin

Chamava-se Martin, tinha oito anos e estava junto à meta da maratona de Boston à espera do pai. Tinha um prémio para o compensar do esforço. O pai chegou finalmente, ele abraçou-o e voltou para junto da mãe e da irmã. Segundos depois, foi apanhado na primeira explosão. Martin é uma das três vítimas mortais dos ataques desta segunda-feira. A mãe e a irmã ficaram gravemente feridas.

Não importa quanto tempo se demora a chegar, mas quando se corta a meta é sempre uma euforia. Tanto para quem corre como para quem fica a aplaudir. Seria esse o estado de espírito de Bill Richard quando chegou ao fim. O abraço do filho terá sido o único prémio que recebeu (...) - artigo completo no Público.

Que não me venham certos idiotas que se dizem de esquerda falar das mortes no Iraque, Afeganistão, Síria, ou no raio que os parta. Irrita-me esse discurso troglodita, mesquinho, cínico. Um mal não justifica nem menoriza outro mal. Um mal é sempre um mal, seja em Boston ou em Bagdad. Aqueles para quem o mal tem diferentes tamanhos ou significados consoante o lugar onde acontece ou o número de vítimas que provoca, não são diferentes daqueles que o provocam - são igualmente culpados.

Adenda (17/04/2012): Afinal Martin não morreu após ter ido abraçar o pai, que não participou na corrida, mas assistia com a mulher e os filhos à maratona. Lamentável que meios de comunicação social ajam como redes sociais, e publiquem notícias sem confirmar a veracidade.

2 comentários :

  1. Sobre esses comentários gostei de ouvir a opinião de dois homens, no local, a referirem que tinham estado ambos a combater no Afeganistão e que poderiam supor isto, lá; mas nunca no final de um acontecimento desportivo importante a nível mundial, numa cidade americana.
    A diferença é essa.

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