segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dentro do Segredo, de José Luís Peixoto: Uma viagem na Coreia do Norte

Dentro do Segredo, José Luís Peixoto, Coreia do Norte,


José Luís Peixoto fez uma viagem ao país que mais curiosidade me desperta, e que eu imagino que seja uma espécie de Oceânia: a Coreia do Norte. As viagens à Coreia do Norte são planeadas e controladas pelo regime, pelo que não são exactamente viagens, são antes "visitas guiadas" em que o visitante vê aquilo que outros querem que ele veja - ainda assim todos os cenários que estes "viajantes", que à semelhança de José Luís Peixoto lograram "viajar" na Coreia do Norte, descrevem são aterrorizadores: nas paisagens (urbanas) os edifícios têm o mesmo cinzentismo e monotonia dos espectros de gente que os habitam. 

Tivesse eu dinheiro para deitar fora, não tivesse ficado escaldado da última vez que comprei um Livro do José Luís Peixoto, e não estivesse em boicote aos livros da Quetzal, iria comprar Dentro do Segredo. Agora que Kim Jong-un decidiu brincar às ameaças de guerra, como um garoto no pátio do recreio que ameaça o mais velho e mais forte da escola, a uma distância segura, se estivesse traduzido para Inglês, com um bom agente e um pouco de marketing, este livro venderia-se aos milhões nos Estados Unidos. Embora - pelo excertos que li por aí - me pareça que tem considerações pessoais (considerações que não estão relacionadas nem com o a Coreia do Norte, nem com a viagem) a mais. Daquelas considerações que os leitores de José Luís Peixoto gostam, mas que num livro de viagem estão "deslocadas".

8 comentários :

  1. É um dos livros que tenho aqui para ler e será o próximo a ser lido, devido ao momento actual.

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  2. Do José Luís Peixoto gosto de alguma poesia, nunca consegui ler outros títulos da prosa, mas em relação a este fiquei curiosa, adquiri o livro, que estou quase a terminar. Estou a gostar, talvez por ser essencialmente literatura de viagens, mais factual do que reflexiva. Acredito que venha a envolver-se na leitura.

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    1. Interessante, assim sendo. Pelos excertos que encontrei na blogosfera fiquei com a ideia que teria demasiadas reflexões do autor. Quem sabe venha a ler, se alguém me emprestar, que eu não compro livros da Quetzal.

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  3. Mon ami, li e gostei. Para o meu paladar, as reflexões pessoais não foram a mais, caindo bem nos paralelismos que surgem entre o viajante e o universo peculiar da Coreia do Norte. No meu caso, li o livro num instante... Há um certo lado voyeurista, da viagem a um sítio peculiar e secreto, na leitura no início, mas que se extingue rapidamente. Abraço.

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    1. Não houve uns 4000Km de distância a separarem-nos, pedia-to emprestado. Abraço.

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  4. Gostei do teu final. Partilho desse mesmo parecer.

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