sexta-feira, 12 de abril de 2013

Coisas. Emigração. Fome.

Amendoeira

Levo vinte anos disto na companhia de gente assim. De vida monótona, repetitiva. Um trabalho modesto e nunca acabado, porque a seguir ao almoço vem o jantar, e logo ao dia seguinte sem o pequeno-almoço não se passa. Não dá glória profissional por aí além, nem autoridade a um blog. Mas, como nem tudo é literatura, poupa-me no entanto a vergonha que por aí vejo nalguns: a do pregão das virtudes da fome. A alheia -, bem entendido…



"Os portugueses muitas vezes estão obrigados a ter trabalhos para os quais têm qualificações a mais", o que "cria, obviamente, um sentimento de frustração", explicou o historiador luso-francês à Lusa, à margem da sua conferência sobre a emigração clandestina da Península Ibérica para França, de 1945 a 1974.
"A grande diferença com a emigração dos anos 60 e 70 é que naquela altura havia trabalho", sublinhou.
Nos anos 60 e 70 "as pessoas quando saiam, endividavam-se, atravessavam os Pirenéus de forma clandestina e viviam em barracas. Foi uma emigração muito difícil, e no início muito precária", disse.
"Mas sabiam que muito rapidamente iam encontrar um trabalho, pagar as dívidas que tinham e que aos poucos podiam construir uma casa em Portugal, tentar juntar algumas poupanças para voltar. Só que agora a situação é bastante diferente: em França o desemprego é muito alto" além de assistirmos a "uma Europa em estagnação", acrescentou Victor Pereira.



Provavelmente os dois texto não têm nada que ver um com o outro - ou provavelmente falam do mesmo - que importa? -, desde que li Laurence Sterne que as ideias - ideias - se associam assim na minha mente - e dou comigo a escrever com travessões - perdão, hífens, - que para escrever um travessão no blogger é uma carga de trabalhos. Não sei se estarão relacionados ou não - a fome é negra - por isso é toda igual - mas ambos fazem com que eu rumine no mesmo. Coisas.

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