segunda-feira, 25 de março de 2013

Euro: o mal menor?

Euro, Chipre, Portugal, Crise
Fotografia Público.

Entre as muitas coisas que devemos exigir, enquanto cidadãos, Portugueses e Europeus - não necessariamente por esta ordem; não sei em qual das categorias mais desprezados - é que nos digam claramente qual o mal menor: mantermo-nos ou sairmos do Euro? Sim, que no ponto em que nos encontramos - aparentemente - já só existem más possibilidades. Num País onde se gastam milhões de Euros com estudos inúteis, não seria com um estudo que tentasse obter algumas conclusões relativamente a este ponto que iríamos à falência. Num País sério todas as alternativas seriam estudadas; mas em Portugal andamos nesta via forçada do caminho único que não nos leva a lado nenhum - ou ao abismo: a negação de qualquer caminho.

Abebe Selassie afirma que a evolução do desemprego em Portugal é «infeliz». Infelizes são as medidas troikianas que jamais se preocuparam com a Economia Real, que desconhecem por completo. Quem conheça minimamente a realidade Portuguesa só pode ficar admirado com o facto de não ser maior a taxa de desemprego - maior até é, mas a preocupação dos políticos, uma vez mais, não é a realidade, mas até que ponto conseguem maquilhar os números. São do conhecimento geral as convocatórias inúteis aos desempregados inscritos para assistirem a palestras desnecessárias sobre formações vãs. Formações que nenhuma mais valia dão a quem as frequenta ou à economia do País - têm como único objectivo a diminuição virtual do número de desempregados inscritos. 

Enquanto as soluções apresentadas para combater o desemprego forem soluções de fachada, de embelezamento, como formações e estágios inconsequentes, e medidas de incentivo à contratação a prazo, não serão encontradas soluções de futuro, para as pessoas e as empresas. E a Economia continuará da definhar, e mais difícil se tornará a sua recuperação. O que queremos para o País? Fingir que temos a Dor que deveras temos? Ou procurar curas para a Doença que paulatinamente nos vai destruindo, enquanto indivíduos, e à própria sociedade? 

P.S. Os bancos no Chipre voltarão a abrir? Eduardo Catogra diz que «Chipre não aquece nem arrefece Portugal» Comentários para quê? Foi este o representante do PSD nas negociações com a Troika. O Chipre que na última semana e meia pôs a Europa toda a arder, não aquece nem arrefece Portugal...

Loading Slavery: 9,9% - 20% - 25% - 30% - 100% - Liquidação Total.

Em Portugal não haverá taxas sobre os depósitos, garantiu Vítor Gaspar na semana passada!

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