domingo, 24 de fevereiro de 2013

Que se lixe a Troika! O Povo é quem mais ordena! Queremos as nossas vidas!

Que se lixe a troika


Não podemos deixar que nos matem, nos roubem esta felicidade de estarmos vivos e juntos, não podemos adiar a nossa vida, não queremos esta vida assim, queremos apenas ser amigos uns dos outros — e livremente pensarmos e livremente viver. É difícil. Mas queremos, e assim faremos tudo para deitar abaixo quem nos impede a vida e essa coisa a que chamamos amor.

Podem ler os textos de várias pessoas AQUI. Seleccionei este, de Jorge Silva Melo, porque vai directo ao essencial. Não sou economista, não sou empresário, não tenho capital para empreender seja o que for, não sou político (também não sou apolítico), mas não é preciso sê-lo para constatar que este não é o caminho

Não confio em sondagens (se continuarem a ser feitas como no tempo em que participei na realização de sondagens - e já na altura era um problema - elas só podem ser enviesadas: a amostra que conseguíamos nunca era representativa da população: a população abrangida era quase sempre de uma faixa etária elevada - aqueles que estavam em casa, para atender o telefone - e o telefone fixo ia sendo abandonado. Desconheço a taxa da população que tem hoje telefone fixo, embora com essas promoções de televisão e internet por cabo que oferecem telefone, talvez o cenário previsto há uns anos tenha entretanto sofrido uma reversão); não confio em sondagens, não sei se há alguma que diga fidedignamente qual a percentagem do povo português que apoia este governo - e ainda que um governo não esteja vinculado a nenhuma espécie de sondagem - este há muito que perdeu toda e qualquer legitimidade. 

Há muito que rasgou o programa com que se apresentou a eleições - pelo menos o escrito. Porque o seu verdadeiro programa, acredito que o está a seguir à letra. Este governo não tem uma única proposta, um único objectivo para o país e para as pessoas que o habitam. Em nenhuma área. Portugal é governado por liquidatários financeiros cujo objectivo é pura e simplesmente salvaguardar o mais possível para os seus donos. Não existe uma estratégia para salvar o país. Não existe, nem nunca existiu por um único instante. Este não é um governo que falhou - é um governo que tinha como único objectivo falhar. Porque falhar - do nosso ponto de vista, do ponto de vista do cidadão comum, das pessoas, do povo - é aquilo que vai de encontro aos objectivos destes mercenários financeiros. A eles não lhes importa quantas pessoas - crianças, velhos, jovens, mulheres, adultos, pais, mães, irmãos, primos, sobrinhos, netos, avós, afilhados, amigos, namorados, etc, etc, etc - a eles não lhes importa quantas pessoas são atiradas para o desemprego, pobreza, miséria, desespero, suicídio.

Podia dizer que para este governo as pessoas não passam de números. Porém, para este governo as pessoas nem sequer representam a pouca dignidade de um número. Os únicos números que importam a este governo são os números que consegue sacar da boca de crianças famintas, os números que consegue tirar dos bolsos de famílias esfomeadas, os números que consegue roubar da carteira de pessoas com a corda ao pescoço. Este governo não é um governo do povo, nem para o povo. Não é, portanto, um governo democrático. Este governo não é um governo incompetente que nos conduz para o abismo; este governo é um governo que nos empurra para o abismo. Sob o olhar atento, vigilante, e aprovador de um presidente da república que faz parte da quadrilha. E com as alas abertas pela oposição cúmplice do massacre.

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