sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

livros que nunca devia ter lido



livros que nunca devia ter lido é uma série de posts, que comecei com o objectivo de escrever sobre livros de que gostei muito; mas numa perspectiva diferente da tradicional abordagem crítica ou de divulgação de uma obra. Assim, detenho-me mais em pormenores muitas vezes alheias à obra em si. Umas vezes escrevo sobre o livro-objecto, outras vezes da forma como cheguei até ele, ou das associações de ideias que a sua leitura (ou a memória dela) me suscita.

Muitos leitores - leitores ocasionais, que os outros mais cedo ou mais tarde lá reparam, por mais distraídos que sejam - levam o título da série à letra. Ora - para que não subsistam dúvidas - o título da série de post é irónico, irónico no sentido em que quer dizer o contrário daquilo que diz...

A série foi interrompida quando saí de Portugal, porque de cada vez em que pensava em escrever sobre um determinado livro ia à minha estante e folheava-o, seleccionava uma passagem, digitalizava a capa - nem todas as imagens que aparecem nesta série são digitalizações da capa do meu exemplar; são-no a maioria. Agora que estou a pensar retomar a série - estes posts foram dos mais lidos e comentados do blog - fiz uma selecção de parágrafos daquilo que escrevi, que vos deixo aqui:


1 - Fome, de Knut Humsun

O meu exemplar é de uma edição brasileira, com tradução do poeta Carlos Drummond de Andrade. Capa dura, castanha, a imitar pele. É um excelente livro, que não haja dúvida. Embora o papel já esteja um pouco amarelecido - foi comprado em segunda-mão, num alfarrabista - é suave ao toque, e à visão: nem demasiado leve e fino, nem demasiado pesado e grosso. E a letra tem o tamanho ideal: nem demasiado pequena, daquela que fere os olhos, nem demasiado grande, daquela para fazer páginas. Capa dura, não demasiado pesada, pelo que pode ser lido em pé, sem que com isso se cansem muito os braços. Apelativo à vista, fica bem em qualquer estante. Ideal, como tal, para quem queira dar um ar culto, de intelectual. Especialmente se for de esquerda. Fica sempre no ar uma fragrância a ecleticismo, a presença de um nobel de direita na estante de um intelectual de esquerda. O contrário, perdoem-me, mas é o que mais se vê, razão pela qual deve ser evitado: é demasiado vulgar.

2 - O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry

Foi o livro que mais vezes li. É impossível saber quantas vezes o fiz. Recordo-me de não o ter lido apenas quando no programa curricular era suposto que o tivesse lido. Nunca li um livro, nem nenhum autor, do programa curricular quando tinha que o ler. A obrigação de ler sempre me tirou o prazer de ler. Em todas as outras oportunidades o li. E durante um par de anos li-o em exemplares diversos, que me eram emprestados por diferentes pessoas, antes de ter o meu exemplar.

3 - manhã submersa, de Vergílio Ferreira

Comprei-o numa tarde estival de início de Outubro, num ano em que o Verão se prolongou pelo Outono adentro. Estava abandonado a um canto de uma montra de uma antiga livraria e papelaria que o dono mantinha aberta por vocação ou ocupação. Já tinha saído da tipografia onde fora a imprimir há três anos, e parece ter saído já velho e cansado, com as páginas mais amareladas que o que habitualmente o são as das obras da colecção do autor no mesmo formato, editora, e tipografia: talvez porque tivessem antevisto o quanto iriam ser folheadas, lidas, e relidas. Ali se encontra, na estante entre outros, do mesmo autor, com outras cores: preto, verde, laranja...

4 - As Mil e Uma Noites, tradução de Antoine Galland

versão censurada do persa (ou terá sido do árabe?) para francês, por Antoine Galland, e depois traduzida deste para português, desconheço com quantas censuras mais. Passaram doze anos desde que pela primeira vez esta obra veio ter comigo, até que consegui lê-la naquilo a que chamarei uma edição com o texto completo. Da primeira vez que comecei a ler, era uma edição em três ou quatro volumes - tenho ideia que dizia no prefácio desse primeiro volume por quantos volumes era constituída aquela edição, mas não me recordo - da qual só já existia um. Não sei se nas mãos do primeiro dono daquela edição terão havido os outros volumes. Era um livro dos anos 60, com papel carcomido, rasgado, e bafiento. Tinha uma pequena introdução - ou oração - de nove ou dez linhas, em que se dedicava a obra a Mafoma - Mafoma é outra maneira de dizer, ou de escrever, Mahomet - ou o mais aportuguesado Maomé, o profeta.

5 - Romeu e Julieta, de William Shakespeare

Romeu e Julieta não é apenas uma tragédia, é um sinónimo de «amantes». Ou era, porque a palavra «amantes» pressupunha o desafio, o segredo, a proibição, a ilicitude, os encontros secretos, eivados pela possibilidade de desonra, de ser descoberto, de perder o estatuto, e cair em desgraça. Agora tudo é dado. E o Amor perdeu aquela graça. Os encontros já não têm a mesma importância. Dito de outra maneira: os efeito das feromonas já não são potenciados.

6 - Uma Conspiração de Estúpidos, John Kennedy Toole

Li o romance aos solavancos, ao contrário do que normalmente faço; algumas páginas por dia; alguns dias sem ler, durante dois ou três meses. Porque é um romance cómico, de trazer lágrimas aos olhos de tanto rir, mas também um romance que nos angustia. Ignatius Reilly tem trinta anos e vive em casa da mãe, sem qualquer trabalho ou ocupação digna desse nome. Qualquer semelhança de Ignatius Reilly com o autor, John Kennedy Toole, ou com milhares de jovens da actualidade (da geração rasca, à rasca, mil-eurista, do trabalho máximo pelo salário mínimo, desempregada, desesperada, desencantada, endividada), não é pura coincidência. Há evidentes semelhanças. Mas também diferenças. Parafraseando o célebre início do romance Ana Karenine, de Leo Tolstoi, os jovens bem-sucedidos parecem-se todos; os mal-sucedidos são-no cada um à sua maneira.

7 - A Criação do Mundo, de Miguel Torga

Comprei A Criação do Mundo, de Miguel Torga, numa Feira do Livro Usado, em Coimbra. Não sei se haveria algum livro na Feira que tivesse sido usado noutra função que não a de enchimento de estantes de livrarias ou caixotes de livros não vendidos. Quando penso n' A Criação do Mundo penso sempre na primeira vez que procurei esta obra numa livraria. Entrei à procura de Orfeu Rebelde. Perscrutei as estantes, mas não encontrei nada. Dirigi-me então à rapariga que detrás do computador pachorrento registava as compras dos clientes, lhes apresentava a conta, e perguntava maquinalmente se queriam embrulho. Não sabia em que embrulhada me ia meter.

8 - O Tumulto das Ondas, de Yukio Mishima

Foi numa tarde de ócio em que cirandava pela cidade, e entrei numa livraria recentemente inaugurada. Andava por entre as estantes a observar os títulos, e a cogitar que finalmente encontrara uma boa livraria, talvez a melhor livraria onde entrara em toda a vida. A cada passo que dava, logo me detinha. Era difícil encontrar um título que não quisesse levar para casa. Até que... Ali estava, oito ou nove anos depois, finalmente encontrava um exemplar de O Tumulto das Ondas.
Peguei no exemplar, e não mais o larguei até sair da livraria com outros dois livros no saco de papel reciclado. A livraria fechou dois ou três meses depois, o livro li-o nesse final de tarde, acabando por o emprestar pouco tempo depois - nunca mais voltou às minhas mãos. 

Extra Série - Quando Hitler me Roubou o Coelho Cor-de-Rosa, de Judith Kerr

Nunca mais voltei a fazer uma ficha-de-leitura, e por mais livros que quisesse ler da biblioteca, não podia correr o risco de ter que fazer uma ficha-de-leitura. Ainda hoje não percebi: não era suposto a biblioteca servir como incentivo à leitura? Então só me restava uma hipótese: roubar os livros temporariamente, lê-los o mais brevemente possível, às escondidas para que ninguém soubesse que os tinha tirado, e rezar para que ninguém desse pela sua falta antes de os devolver. Foi o que aconteceu com muitos dos poucos livros que li [os livros nunca foram, nem nunca serão, muitos, para mim] daquela biblioteca. Porém, quando faltavam apenas algumas páginas para acabar a leitura, deram pela falta do livro. Era uma peripécia de coração-nas-mãos tirá-los, e desta vez nem a entrega aconteceu sem alguma aflição. Que diabo, mais a culpa que nos inculcam nos colégios católicos! E eu que nem acreditava, nunca acreditei, em Deus...


Törless é um daqueles livros que li tarde demais. Há livros que lemos antes do tempo (li muitos livros antes do tempo, Os Possessos de Fiódor Dostoiévski, que referi neste post, foi um deles), outros que lemos na altura certa, outros que devíamos ter lido muito antes. Quando abrimos o livro, e depois de passarmos a epígrafe de Maeterkinck, que soa como um último aviso, chegamos a «uma pequena estação de caminho-de-ferro». Törless despede-se da mãe, ou a mãe de Törless despede-se dele, ou um despede-se do outro, nunca saberemos bem. E no momento seguinte já Törless está no internato fundado por uma ordem religiosa. 

10 - A Metamorfose, de Franz Kafka

De todas as possíveis metáforas que podemos retirar desta obra de Franz Kafka, há uma que considero especialmente pertinente: vivemos tão alienados, que quando as tragédias se abatem sobre nós, continuamos a agir como se se tratassem de meras asneiras, fases, ou tolices, que hão-de acabar em breve. E tentamos voltar a adormecer para acordar dos pesadelos que temos que enfrentar. Ou continuamos a nossa vida como se nada fosse. Talvez isto explique a passividade dos Europeus perante a tragédia da crise da dívida que se abateu sobre eles, da mesma maneira que a passividade dos Europeus da época em que Franz Kafka escreveu A Metamorfose, em 1912 (publicada pela primeira vez em 1915), conduziu à I Guerra Mundial, ou a alienação dos Europeus, que conduziu à II Guerra Mundial. Talvez. Certo é que um dia todos temos que acordar, e temos que nos levantar. Por vontade própria ou, como Gregor Samsa, chamado pela mãe, primeiro, e pela irmã, depois.

Extra Série - Rayuela, de Julio Cortázar (colaboração / texto de João Pedro Lopes)

A minha declaração de intenções tem de ficar gravada desde o início. Para mim Julio Cortázar é de um génio literário como há poucos. Daí ter absorvido toda a sua obra como quem bebe lentamente um batido numa tarde quente de Verão, retendo o sabor de cada morango, a consistência de cada bolha da espuma e a delícia fluida de cada molécula de leite. Tendo esta relação de amor, positivamente algemado, às palavras de Cortázar, a sua obra-prima, diferente de tudo e de todos, entra a matar para o top daquilo que aqui se designa (ironicamente perfeito) como os "livros que nunca devia ter lido".
Rayuela é daqueles livros que ninguém consegue bem classificar. Se eu pudesse escrever algo na primeira página a seguir à capa, aquela primeira, sem nada, que funciona como posto de fronteira, esse Vilar Formoso dos livros, escreveria "se não quer passar a olhar para a vida de outra forma não abra este livro". Porque Rayuela marca. Rayuela define. Rayuela influencia.

11 - O Chão que Ela Pisa, Salman Rushdie

Comprei o Chão que Ela Pisa numa tarde em que andava pelas livrarias à procura de Os Versículos Satânicos. Não os tendo encontrado, decidi que ao menos teria que comprar um livro do mesmo autor. Ainda foi num tempo em que as editoras não tinham sites na internet, e a própria internet era um bem escasso, muitas vezes pago a peso de ouro, em meias-horas num qualquer cyber-sítio. O Chão que Ela Pisa podia muito bem ser uma história de um amor impossível - não recordo a história, nem quero lembrar-me dela agora, talvez até seja a história de um amor impossível. Certo é que foi por esse motivo que me decidi por este título. Podia ser a história de um Cavaleiro Andante que segue as pisadas da sua Amada sem que alguma vez a consiga alcançar.

Extra Séria - O Anjo Caído, de Lauren Kate (colaboração / texto de Olinda P. Gil)

Digamos que, devido ao fulgor que a fantasia urbana (muitas das vezes em Young Adult) tem tido nos últimos tempos, sobretudo desde que, para além de vampiros adolescentes, passaram a existir anjos pseudo-adolescentes, uma ideia que me acompanha desde a adolescência (há 15 anos, mais propriamente) sobre um anjo com tendência para as más ações, me ressurgiu. Depois de vários contos que escrevi durante esses anos, cada um de escrita mais infeliz que o outro, resolvi que, graças à nova moda, seria o tempo de avançar com este velho projeto e começar a escrever uma novela.

12 - As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain

A primeira vez que tentei ler As Aventuras de Tom Sawyer, tentei fazê-lo em Inglês. Não porque o meu Inglês fosse então suficiente para tal empreendimento, mas porque aquela prateleira daquela estante, com uma colecção de livros que eram os grandes clássicos da Literatura Infanto-Junvenil, tinha um apelo irresistível para mim, a cada vez que entrava na biblioteca da escola secundária. Eram livros como todos os livros deviam ser: capa dura, folhas espessas, daquelas que dá prazer ficar a folhear, e em que as letras impressas não são apenas letras, sílabas, palavras, frases... Folhei-os a todos, ainda que não chegasse a ler mais que algumas frases em cada um deles.

13 - 1984, de George Orwell

Num momento em que a Europa caminha a passos lestos para um paradigma que, à semelhança da China, junta o pior de dois mundos, o pior do capitalismo e o pior do comunismo, esta é uma obra a ter em atenção. Para sabermos aquilo que nos espera, ou para sabermos aquilo que temos que evitar que aconteça. O Grande Irmão, Big Brother, indica-nos o caminho, diz o que temos que pensar, como temos que o pensar, de preferência não devemos pensar, o que temos que fazer, como o fazer, não importa porque é que temos que o fazer, como temos que viver, onde temos que viver, com quem podemos viver. Só há um pensamento, só há uma visão do mundo, só há um destino, só há um caminho.

14 - Opus Pistorum, de Henry Miller

Opus Pistorum, de Henry Miller, começa com epígrafe de Canterbury: «Drop your cocks and grab your socks»* E durante três centenas de páginas faz-se o contrário: tiram-se as meias e pega-se nas piças. Assim mesmo, para que ninguém comece equivocado a leitura deste livro. É preciso ter estômago para chegar ao fim, mesmo a quem nada impressiona. Muito se discute se é uma obra Literária ou Pornográfica, como se a Literatura tivesse que ser uma cândida virgenzinha.

15 - Teleny, de Oscar Wilde

Durante anos pensei que já tinha lido tudo o que Oscar Wilde escrevera. Porque razão esta obra me passou ao lado não sei bem. Talvez porque nunca me interessou por aí além a vida dos escritores, mas tão-só a suas obras*. Contam-se pelos dedos as biografias que li: Fernando Pessoa, várias, Gabriel García Márquez, e José Saramago (uma, nem se pode chamar bem biografia, aquilo é mais um rascunho de biografia). Do escritor cuja vida mais me fascina, Yukio Mishima, nunca li biografia nenhuma. E gostaria de ler a biografia sobre Luiz Pacheco. Talvez por isso esta obra de Oscar Wilde tenha para mim permanecido no limbo do desconhecido. Porém, de cada vez que entro numa livraria ou alfarrabista, lá vou ver dos meus autores dilectos, ainda que saiba de antemão que não vou encontrar nada de novo. Até que um dia dei com Teleny

16 - Súplicas Atendidas, de Truman Capote

«Mais lágrimas são choradas por súplicas atendidas do que por aquelas que não o são». Súplicas Atendidas, de Truman Capote, traz como aviso estes versos de Santa Teresa. Esta foi a obra derradeira de Truman Capote, a obra megalómana tantas vezes anunciada, ansiada por uns, temida por outros, e nunca concluída. Truman Capote tinha uma visão aguçada que transformava em palavras afiadas, contundentes flechas que iam certeiras ao cerne do alvo, que feriam e aliviavam. Este foi o romance que foi «considerado o mais famoso romance não publicado da literatura norte-americana».

17 - Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

Nós leitores vorazes* temos esta mania de impingir livros uns aos outros, e muitas vezes caímos na tentação de impingir livros a pessoas que - não sabemos porquê - ficam aborrecidas. Quando comprei a edição conjunta - a que se vê na imagem, da Relógio D'Água - de As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, e Alice do Outro Lado do Espelho, de Lewis Carroll, comprei logo três exemplares, um para mim, dois para impingir. Eram tão baratos que nem queria acreditar. Nesse dia comprei também Sylvie e Bruno, igualmente de Lewis Carroll, outra pechincha, da mesma editora. Por quatro livros dei uma nota que muitas vezes não dá para comprar 1/3 de livro. Mas eu já tinha as três obras noutras edições? O que é que isso importa agora? E estes belíssimos exemplares vêm com as ilustrações originais de Sir John Tenniel, e de Harry Furniss. 

18 - Os Contos, de Franz Kafka

Ao adjectivo kafkiano está associada em grande medida a obra O Processo. Kafkiano é algo absurdo, surreal, confuso, ilógico, mormente associado à burocracia. Porém quando penso no adjectivo kafkiano é Na Colónia Penal que penso. Na colónia penal há uma máquina burocrática, «um estranho aparelho», cuja missão é cumprir a pena dos condenados. O condenado não tem nome, é apenas o condenado. Também não o têm o explorador (referido também como o viajante), que visita a colónia penal e é convidado a assistir à execução do condenado, nem o tem o oficial que o acompanha. Não o têm, tão-pouco, o antigo Comandante, aquele a quem se deve toda a obra da colónia penal, nem o novo Comandante, que em nada pode «alterar o que foi feito». Condenado, explorador, oficial, antigo e novo Comandante, existem apenas para que a existência da colónia penal tenha sentido. São apenas peças da engrenagem do «estranho aparelho», a máquina burocrática.

19 - Ninguém Escreve ao Coronel, de Gabriel García Márquez

E o Coronel espera até à última página que lhe escrevam. E nós esperamos desde a primeira página que haja alguém que decida por fim escrever ao Coronel. O desgraçado Coronel espera em vão pela pensão prometida por um governo há muito derrubado, e todas as sextas-feiras vai ao posto dos correios em busca dela. Quantas vezes esperamos em vão a correspondência que secretamente sabemos que nunca chegará, e ainda assim esperamos, porque é essa esperança que nos dá alento para continuar? «Quem espera cem, também espera mais dez.» diz o coronel.

2 comentários :

  1. Cheguei ao seu blog por conta dos comentários sobre "Fome", e adorei sua escrita! Claro que o título da série é irônico: quem não gosta do livro não fala (muito menos escreve) sobre ele. E você discorre com tanto carinho, que me leva à biblioteca. Obrigada!

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    1. Olá Ana Carla. Evidentemente... muita gente não percebe que o título é irónico... (Constei, ao longo da vida, que os Portugueses raramente entendem uma ironia - levam tudo à letra - não sei se acontece o mesmo no Brasil?!)... Obrigado pela visita e pelo comentário.

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