sábado, 12 de janeiro de 2013

As Férias de um Bibliómano...


A Casa Incendiada, Américo Rodrigues
A Casa Incendiada, de Américo Rodrigues
Além de A Casa Incendiada (poesia), do mesmo autor - Américo Rodrigues - adquiri também Até o Anjo é da Guarda (teatro), e o mundo dos outros (crónicas).

A Vida e Opiniões de Tristam Shandy, Laurence Sterne
A Vida e Opiniões de Tristam Shandy, de Laurence Sterne

Esta obra, A Vida e Opiniões de Tristam Shandy, de Laurence Sterne, era uma daquelas que queria ler urgentemente. Depois de procurar em diversas livrarias, consegui finalmente encontrá-la quando andava a comprar livros infantis para oferecer à minha sobrinha. Um golpe de sorte.
A Vida e Opiniões de Tristam Shandy, Laurence Sterne
A Vida e Opiniões de Tristam Shandy, de Laurence Sterne

As Velas Ardem até ao Fim, Sándor Márai
As Velas Ardem até ao Fim, de Sándor Márai
Este é um daqueles autores que desconheço completamente mas de quem já ouvi falar muitas vezes. As Velas Ardem até ao Fim é sua obra prima, ou assim dizem os críticos. Em breve formarei a minha opinião - mas como a crítica literária é das actividades que mais abomino, não fiquem à espera que opine. [Embora os posts da série livros que nunca devia ter lido estejam entre os mais vistos deste blog, não considero aquilo crítica literária.]

Contos Completos, Truman Capote
Contos Completos, de Truman Capote
Truman Capote é um dos meus autores dilectos. Embora já tenha lido alguns dos seus contos, ainda não os li todos. E uma obra em que eles aparecem todos reunidos é irresistível. Depois de ler este livro, fica em falta a leitura do emblemático Other Voices, Other Rooms. O título vai aqui grafado conforme o original em inglês porque não gosto nada da tradução feita pela Sextante Editora: Outras vozes, outros lugares. E esta fotografia de Truman Capote... Esta fotografia é uma das minhas preferidas de Truman Capote. É assim que gosto de pensar nele quando leio as suas obras, ou sobre ele...  Todavia a mais conhecida e comentada talvez seja aquela que vinha na contracapa de Other Voices, Other Rooms...

José, Rubem Fonseca
José, de Rubem Fonseca
De Rubem Fonseca apenas li O Seminarista. Foi quanto bastou para que o autor entrasse para a minha galeria dos preferidos. Nas estantes da livraria estavam todas as obras de Rubem Fonseca publicadas em Portugal pela Sextante Editora. Mas como o dinheiro não estica para lado nenhum, ao contrário das dívidas (e das dúvidas), que têm vontade própria, optei por José.

Conversa n'A Catedral, Mario Vargas Llosa
Conversa n'A Catedral, de Mario Vargas Llosa
Tenho bastantes livros de Mario Vargas Llosa: cerca de metade da obra, que é extensa. Foi durante anos o meu candidato ao Nobel. Quando o ganhou eu já não acreditava que o ganharia. Dizer que esta é uma das suas obras emblemáticas é redutor. Redutor na medida em que poderia dizer o mesmo de quase todas as suas obras. São tantas que tenho que as ir adquirindo aos poucos - se e enquanto houver dinheiro para tal... (Sempre o dinheiro, sempre o dinheiro: pode não trazer felicidade, mas dá para comprar livros, que é quase a mesma coisa!)

Mudanças, Mo Yan
Mudanças, de Mo Yan
Já muitas vezes tinha ouvido falar de Mo Yan como candidato ao Prémio Nobel da Literatura. O Prémio Nobel da Literatura é sempre uma surpresa, é sempre inesperado, é sempre incompreendido. Alfred Nobel assim o quis: é um prémio idealístico atribuído à obra literária, não é um prémio literário. Mas os críticos e jornalistas têm mais que fazer que ler o testamento de Alfred Nobel. Mudanças é a primeira obra de Mo Yan traduzida para Português depois de lhe ter sido atribuído o Prémio Nobel da Literatura.

Mazagran - Recordações e outras fantasias, J. Rentes de Carvalho
Mazagran - Recordações e outras fantasias, de J. Rentes de Carvalho
Adquirir este livro era uma das prioridades que levava comigo no caminho para Portugal. Havia mais livros da Quetzal que eu queria ter adquirido, e cujos títulos nem vou referir. Mas como já aqui disse, e mantenho, enquanto a Quetzal não publicar Portugal, a Flor e a Foice, de J. Rentes de Carvalho, estou em boicote aos livros desta editora. Provavelmente este meu boicote é completamente inócuo, e não influenciarei ninguém neste sentido, mas como eu não escolho o caminho nem em função de quem vem atrás de mim nem de quem está a minha frente, sigo bem sozinho.
 
Contos, Luigi Pirandello
Contos, de Luigi Pirandello
Outro dos meus autores dilectos. Eles são tantos, que dizer que é um dos meus autores dilectos é quase o mesmo que não dizer nada. Embora tenha marcado o cânone literário pela sua obra teatral, e seja portanto mais reconhecido enquanto dramaturgo, prefiro de longe a sua obra em prosa. Muitos destes contos deram origem a algumas das suas peças. Considero a sua obra Um, Ninguém, e Cem Mil uma das obras primas do Modernismo, senão mesmo a obra prima. 

O Mito de Sísifo, Albert Camus
O Mito de Sísifo, de Albert Camus
Há muito que tinha em falta este livro de Albert Camus. Muitas pessoas o referem como a sua obra maior. Eu, que prefiro romances, atribuo esse título a A Peste.

Peito Grande Ancas Largas, Mo Yan
Peito Grande, Ancas Largas, de Mo Yan
Peito Grande, Ancas Largas era a única obra de Mo Yan publicada em Portugal aquando do anúncio do vencedor do Prémio Nobel da Literatura 2012.

O Arranca Corações, Boris Vian
O Arranca Corações, de Boris Vian
De Boris Vian li quase toda a obra, mas poucos são os livros que tenho. A par de Gabriel García Márquez é o autor de quem li mais livros emprestados. De vez em quando, quando os encontro nas estantes das livrarias, vou comprando alguns destes livros que já li. Este tenciono relê-lo em breve, agora - o que talvez não tenha (logicamente) nada a ver com isto - que ando a namorar um CD duplo com a sua obra musical completa.

9 comentários :

  1. Li quase tudo do Márai. Gostei muito, mesmo muito.

    Abraço.

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    1. Não digas isso. É que não me convém ter mais um autor na lista dos «a ler tudo o que houver» ;-)

      Abraço.

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  2. De todos os livros que citas, só li o Boris Vian (há séculos, ainda em francês) e tenho aqui para ler o "Mazagran".
    Mas tenho lido e comprado muita coisa...
    Agora estou a ler um ensaio (sempre mais difícil) bastante interessante, do Colin Spencer - "Homossexualidade - uma história".

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    1. João, mete «Ernestina» na tua lista das próximas compras... Não te vais arrepender. Mazagran foi o primeiro que li desta lista, ainda em Portugal. Ensaios leio pouco, e o que leio é quase tudo sobre Literatura.

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  3. O seminarista do Ruben Fonseca é uma maravilha de velocidade narrativa. Vou ver o que tenho aqui duplicado, acho que gostarás do Agosto e do Grande Arte. A deutch post encarrega-se do resto, mais dia menos dia.

    Também eu gostava de ler o resto do Rentes de Carvalho. Pena tenho de não ler em holandês, ou já tinha numa passagem pela Holanda comprado tudo quanto dele houvesse à venda.

    Abraço.

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    1. Lá para finais de 2015 terão passado 40 anos desde que foi editado (Portugal, a Flor e a Foice) em Holandês... comentar isto para quê?... uma pessoa até se cansa de o fazer...

      (Podes sempre aprender mais uma língua.)

      A deutch post ainda te leva à falência...

      Forte abraço.

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  4. Deixa lá as falências pela deutch post, cumpre-se o destino de falidos que o moedas e o gaspar nos querem, mas (ironia do destino) através de actos que não aprovariam.

    Esse tipo de livros como a flor e a foice (que retratam sociedades ainda que no passado)são quase sempre desconfortáveis. Conheces o caso da história do livro de Astolphe de Custine (http://fr.wikipedia.org/wiki/La_Russie_en_1839)que tanto criticou o regime czarista? O facto, que a wiki não conta, foi que os revolucionários após curto período em que foi permitido depois da revolucão de 1917 o voltaram a proibir. Voltava a funcionar como retrato de uma sociedade, mais do que como um retrato de um regime.

    De facto funciona até hoje. Politkovskaya (http://en.wikipedia.org/wiki/Assassination_of_Anna_Politkovskaya) bem o aprendeu quando ousou criticar a nova democracia russa mais ou menos pelas mesmas razões e logo lhe deram uma bala de presente no dia de aniversário de Putin.

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    1. Mas ao menos na Rússia houve alguém com tomates para publicar. Em Portugal vive-se um censura pior que a censura. É uma censura inculcada que vem de dentro. Nada que me admire, afinal está no código genético deste triste povo a mesquinhez: dá-lhes maior felicidade a infelicidade dos outros, que a própria; rejubilam mais com o fracasso alheio que com os sucessos próprios. E há sempre um bufo à espreita (parece que a GNR até já tem informadores(?) em várias localidades), pronto para denunciar o Outro, e vê-lo cair. Mas denúncias só quando estas não contribuem para o bem-comum. E particularmente, não se denuncia dando a cara. Não admira portanto esta auto-censura.

      É que quando há alguém que proíbe, um gajo ainda sabe contra quem é que tem que lutar...

      (E pensar que cheguei a acreditar que havia uma Democracia em Portugal - e que a Europa era um bom lugar para se frequentar...)

      Desconhecia o caso do livro de Astolphe de Custine...

      Forte Abraço.

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  5. Ele tinha olho para a opressão. Viveu opressão dupla: enquanto membro de família aristocrata sofreu ou viu sofrer aos seus a perseguição política durante a revolução francesa. Enquanto homossexual, a da sociedade em geral. É um livro admirável, e curioso porque é contemporâneo de Da Democracia na América de Tocqueville. Curiosamente ambos se mantêm actuais em muito do que observaram em sociedades tão distintas; um sobre as virtudes de uma, outro sobre as perversões.

    O livro está disponível on-line:http://books.google.no/books?id=y19EAAAAIAAJ&printsec=frontcover&hl=pt-PT&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false

    com aquela frase célebre (p.189):….ici mentir c’est protegér la societé, dire la vérité c’est bouleverser l’État. Parece o lema do Blasfémias ou do Instituto Nacional de Estatística...

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