domingo, 26 de agosto de 2012

50 livros que toda a gente deve ler...

Livros, Books, Reading, Ler, 50 livros que toda a gente deve ler
© Fotografia de Joel Robinson - daqui.

Gosto de listas; têm qualquer coisa de artístico, no sentido Wildeano, em que toda a arte é inútil. No Expresso elaborou-se uma lista de 50 livros que toda a gente deve ler. A negrito aqueles que faltam nas minhas estantes. Desses li Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e tenho aqui no computador um pdf com o texto de Ulisses, de James Joyce. Ainda assim faltam-me. Se alguém se quiser desfazer de um destes exemplares abaixo, por falta de espaço ou outro motivo qualquer, podem enviar para a morada ali ao lado. Pronto, eu sei... - mas vale sempre a pena tentar...

Um dia destes elaboro a minha lista.

Guerra e Paz, Leo Tolstoi
Ficções, Jorge Luis Borges
Crime e Castigo, Fiódor Dostoievski
As Elegias de Duíno, Rainer Maria Rilke
Ulisses, James Joyce
À Espera de Godot, Samuel Beckett
Macbeth, William Shakespeare
Os Miseráveis, Victor Hugo
A República, Platão
O Coração das Trevas, Joseph Conrad
O Homem sem Qualidades, Robert Musil
O Processo, Franz Kafka
Madame Bovary, Gustave Flaubert
A Vida e Opiniões de Tristan Shandy, Laurence Sterne
A Vida - modo de usar, Georges Perec
Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
O Ofício de Viver, Cesare Pavese
A Montanha Mágica, Thomas Mann
Retrato de uma Senhora, Henry James
Lolita, Vladimir Nabokov
O Jogo do Mundo (Rayuela), Julio Cortázar
Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust
Moby Dick, Herman Melville
Se Isto é um Homem, Primo Levi
O Vermelho e o Negro, Stendhal
O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald
Ensaios, Montaigne
Antologia Poética, Frederico García Lorca
Austerlitz, W. G. Sebald
As Aventuras de Augie March, Saul Bellow
1984, George Orwell
A Terra sem Vida, T. S. Eliot
Os Maias, Eça de Quiroz
As Ondas, Virginia Woolf
Dom Quixote de la Mancha, Miguel de Cervantes
Poesia, Guiseppe Ungaretti
Poesia, Álvaro de Campos
Confissões, Santo Agostinho
Auto-de-Fé, Elias Canetti
O Som e a Fúria, William Faulkner
Debaixo do Vulcão, Malcolm Lowry
O Monte dos Vendavais, Emily Brontë
O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago
Os Detectives Selvagens, Roberto Bolaño
Cândido ou O Optimismo, Voltaire
Submundo, Dom Delillo
Odisseia, Homero
A Divina Comédia, Dante Alighieri
Quando Tudo se Desmorona, Chinua Achebe
Obra Poética, Sophia de Mello Breyner Andresen


Desta lista li 27 em 50, nada mau. Aquele título ali acima, Quando Tudo se Desmorona, chamou-me especialmente a atenção. Fui ver do que trata... Podia perfeitamente falar da União Europeia... quando os tempos que correm forem romanceados... Pena que o título já esteja ocupado...

sábado, 25 de agosto de 2012

O cano de uma pistola pelo cu...



O cano de uma pistola pelo cu, texto de Juan José Millás

Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.

Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.

Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.

Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.

A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.

Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.
E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.

Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.

A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.

A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.

Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.

Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.

Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.

Lido no site dinheiro vivo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

aqui - vou ser feliz

Aqui vou ser feliz, red tree

«aqui - vou ser feliz» dizia a publicidade do banco. há um elemento qualquer, nas entrelinhas, que me falha. não sei se é o lugar, se o ser feliz, se apenas o dinheiro. de qualquer modo, não me queixo mais que o banco, embora tenha seguramente menos. ser feliz não é coisa que se aprenda - ou é? - é ontogenético. e o lugar - o lugar... todos os lugares são iguais depois de vistos por dentro. só não há lugar como a casa - o lar - e a casa - o lar - é onde o teu coração está. para onde irá quem tem o coração perdido?

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O Retrato de Dorian Gray

O Retrato de Dorian Gray, Dorian Gray's Portait

Fui reler este meu poema, após a recepção de um e-mail que um leitor do blog me enviou a propósito do mesmo, quando dei comigo a pensar n' O Retrato de Dorian Gray. Não há por aí nenhum diabo que me queira comprar a alma? Com a crise e a deflação, o preço está baratíssimo... É este o meu retrato: a caminho de ser velho, quase sózinho num país (que adoro, mas...) distante, longe da família, longe dos amigos, longe do meu azevinho e dos meus diospireiros, longe dos meus livros, quase já sem sonhos (vou-me permitindo sonhar, às vezes é tudo o que nos resta - quando nos tirarem os sonhos - que restará para nos tirarem?), longe, muito longe, daquilo que um dia talvez tenha sido o meu caminho, e sem qualquer outro caminho que o substitua, vou caminhando errante. Bem sei que o caminho somos nós que o fazemos ao caminhar, porém... volto a reler:

Por decreto governamental
deixam de rimar os verbos
Querer
e Poder
em Portugal.

Fica o verbo
Poder
na posse do Conselho
de Ministros
sinistros.

Querer...
Quem quiser
ser feliz
deve sair
deste país.

Ficam adiados
os sonhos
por tempo indeterminado.
E suspensa
a Democracia.

São mobilizados
os jovens
os velhos e as crianças
e as mulheres
em defesa da pátria:

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Amigos

Precipício, Amigos


Um dia destes deparei-me com uma daquelas imagens do facebook que são frases bonitas de encher o olho, que dizia assim (tradução livre do inglês):

amigo de verdade
preocupa-se como uma mãe
repreende como um pai
brinca como uma irmã
irrita-te como um irmão
ama mais do que um(a) amante

E sorri. Quem nunca teve amigos para sempre que nunca mais viu?

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Alice no País das Maravilhas e o Gato de Cheshire

Alice no País das Maravilhas, Gato de Cheshire

Comprei uma vez mais um exemplar de Alice no País das Maravilhas - para oferecer, embora seja um belo livro que nada fica a dever àqueles que estão guardados nas minhas estantes, lá longe, no lugar a que chamo casa (é algo que me dói muito, nesta minha condição de emigrado: não ter aqui os meus livros). E porque não houve ainda a oportunidade de o entregar à pessoa para quem foi comprado, deu-me para o reler. Um prazer que descobri à pouco tempo, reler livros. Nalguns casos é-me impossível fazê-lo: o facto de à medida que vou relendo me ir relembrando do que está lá escrito, torna enfadonha a leitura. Não foi o caso de Alice no País das Maravilhas. Uma bela história onde encontramos pérolas ao virar de cada página:

O gato sorriu quando viu Alice. Parecia bem-disposto, mas, mesmo assim, tinha umas grandes unhas e muitos dentes, por isso era melhor tratá-lo com respeito.
- Gatinho - chamou Alice, bastante receosa, pois não estava certa que ele gostasse de ser tratado assim. Mas o Gato sorriu ainda mais. «Até agora não se zangou», pensou Alice. E continuou: - Podes dizer-me, por favor, como hei-de sair daqui?
- Isso depende muito do sítio para onde quiseres ir - respondeu o Gato. 
- Não me interessa muito para onde... - disse Alice.
- Nesse caso, podes ir por um lado qualquer - respondeu o Gato.
- Desde que vá ter a qualquer lado... - acrescentou Alice, em jeito de explicação.
- Oh, para que isso aconteça, tens de caminhar muito - disse o Gato.

domingo, 12 de agosto de 2012

Contos da Infância e do Lar - Irmãos Grimm

Irmãos Grimm, Contos da Infância e do Lar, Temas e Debates, Círculo de Leitores




De vez em quando lá acontece - pela primeira a edição integral dos contos recolhidos pelos Irmãos Grimm: quando se comemora o bicentenário da primeira publicação em Alemão. Pena que não tenha chegado antes do acordográfico, aquela coisa que não é bem Português... 
Acabei de ler o segundo volume (são três). Confirma-se que não se pode confiar nas histórias de encantar; enfim, tirando os príncipes e as princesas, e aquele ajudante misterioso que aparece sempre à última da hora para salvar o bonzinho - a maioria das vezes tolo, coisa que só confirma que só os tolinhos é que são assim bonzinhos, talvez esteja lá tudo: a carnificina, a inveja, a soberba e a petulância, a malvadez em estado puro - o ser humano despojado da sua máscara de humanidade, assim posto defronte dos olhos da multidão sedenta de sangue, pela voz de gerações que foram contando, acrescentando, recortando, de maneira a passarem de geração em geração a mensagem essencial: que o mundo é um lugar de presas e predadores, onde a força e o poder, a maldade e a crueldade, vencem muitas vezes; mas também um lugar onde a astúcia e a inteligência - com um pouco de sorte - têm sempre uma palavra a dizer... (Se não forem mandadas decapitar por um qualquer ditador - que na vida real não há unguento que nos traga de volta à vida)...

(Uma obra a não perder!)

ANNO 1777: O Jogo de Estratégia onde se ganha dinheiro real!

anno 1777, ganhar dinheiro na internet


ANNO 1770: O jogo de estratégia onde se ganha dinheiro real! Não acreditam. Pois, também eu ainda estou na dúvida. Enquanto não vir algum depositado na minha conta nem acredito! Se quiserem testar, é só carregarem na imagem para irem para o registo.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Anotação número 1: O Amor, tão perto e tão distante...

Amantes Distantes, Amantes Secretos, Amantes Separados,


1.
Anos depois regressei a casa. A fachada branca permanecia imponente por detrás do alto muro que a separava do mundo. Subi a avenida em direcção à pequena colina, que, ao abandonar os limites da cidade, via crescer no horizonte. Um enorme aglomerado de pequenas casas e quintais cobria a colina. De um lado e doutro, flanqueavam a avenida, que ao fundo dobrava à direita. Alguns metros mais, tílias cobrindo a estrada onde desembocava a avenida, e por trás das folhas verdejantes, o muro cinzento começava a impor-se.
Estacionei junto à escadaria. Ladeando a porta de carvalho lá continuavam os dois amantes. À esquerda, uma rapariga de peito inocente e despido, segurando um jarro, de onde a água cai distraída, olha o horizonte, esperando a chegada do seu amado. Este, à direita, agarra um arco com uma mão e leva a outra às flechas, perscrutando o perigoso e sinuoso caminho que o há-de conduzir, por fim, à sua amada. Olho-os com consternação. Estão ali, tão perto um do outro, e, entre eles, uma porta que nunca se abrirá para os deixar passar.
Não tinha vontade para nada. Também para mim o amor se tornara impossível. O diagnóstico médico dizia apenas que estava deprimido; talvez tivesse que concordar.
Quando fora que tudo começara?

Anotação número 1 de 99, de um livro feito romance a partir de fragmentos e anotações, e que são 5 histórias que se cruzam, mas que podiam ser apenas 1. O título original era «Morte na Madrugada», com o subtítulo «ou o eterno amanhecer», porque sempre gostei de subtítulos. Que dissessem o mesmo, o contrário, ou outra coisa qualquer.


O Romance «Os Cadernos Secretos de Sébastian» encontra-se à venda, em livro, na Amazon e na CreateSpace. Em formato e-book podem encontrá-lo na SmashWords, no iTunes, na Amazon, e noutras lojas online.

sábado, 4 de agosto de 2012

A Depressão Dói? A Depressão Mata!

Depressão, Depression, Old Man in Sorrow, Vicent van Gogh

Agora, há distância de tantos anos, recordo o momento em que de repente envelheci para sempre. Tinha passado pelo meu 13.º aniversário há exactos 19 dias, era feriado, Dia de Portugal, o 10 de Junho de 1994, e estava sozinho, estendido no chão duro e frio da sala da minha casa, a ver televisão. E de repente, sei-o agora, a minha alma quebrou. E ainda ouço os longos e distantes estalidos, como um eco sem fim.

A definição e classificação desta doença esta acessível a qualquer um, à distância de um clique: existe o CID [Classificação Internacional de Doenças], e o DSM [Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders], por exemplo. Por estas ou outras palavras, a isto se resumem os sintomas:

  1. humor deprimido a maior parte do dia e quase todos os dias;
  2. perda de interesse ou satisfação em relação à maior parte das actividades a maior parte do dia e quase todos os dias;
  3. perda ou aumento de peso significativos, ou aumento ou perda de apetite quase todos os dias
  4. insónia ou hipersónia quase todos os dias;
  5. agitação ou lentificação psicomotora quase todos os dias;
  6. fadiga ou perda de energia quase todos os dias;
  7. falta de auto-estima ou sentimentos de inadequação e culpabilidade (que podem ser delirantes) quase todos os dias;
  8. capacidade intelectual ou de concentração diminuída, ou indecisão e dúvida, quase todos os dias;
  9. ruminações sobre morte (não apenas medo de morrer), ideacção suicida recorrente sem que haja um plano traçado, ou tentativa de suicídio ou plano para atentar contra a vida.

Ou: Pessimismo; dificuldade na tomada de decisões; dificuldade para começar a fazer as suas tarefas; irritabilidade ou impaciência; inquietação; achar que não vale a pena viver; desejo de morrer; chorar à-toa; ou dificuldade para chorar; sensação de que nunca nada vai melhorar, desesperança; dificuldade para terminar as coisas que se começaram; sentimento de pena de si mesmo; persistência de pensamentos negativos; queixas frequentes; sentimentos de culpa injustificáveis; boca ressequida, constipação, perda de peso e apetite, insónia, e perda do desejo sexual.

[Post a continuar]

O meu [«meu» é uma forma de dizer] psiquiatra [apenas o consultei - ou fui obrigado - uma única vez, em 1998] disse-me que o primeiro passo era admitir que tinha um problema. Ele não acreditava que eu alguma vez o viesse a fazer. Nem eu...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Gore Vidal. 1925-2012.

Gore Vidal. Imagem NYT.
Pode ser que agora sejam publicadas e republicadas as suas obras em Portugal. Aproveitem para comprar as que ainda estão disponíveis em Português, que a seguir vem tudo publicado numa espécie de de coisa que nem língua de gente é...


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Livros e Praia. Livros na Praia.

Books, Beach, Shore, Livros, Praia

Já li livros em todos os lugares, às claras e à luz de casios, ao anoitecer e ao alvorecer, em lugares comuns e em lugares inusitados. Também já levei livros para a praia. Mas nunca consegui ler mais que uns meros parágrafos. Morrerei sem entender como é que as pessoas conseguem ler livros na praia. Há qualquer coisa de incompatível entre areia e papel, entre creme bronzeador e folhas de um livro, entre água salgada e capa, moles ou duras. Deve ser por isso que prefiro as esplanadas aos areais... Boas férias para quem vai de férias - que as minhas estão - ou não - a acabar...

Os meus livros para as férias foram estes e este. E os vossos, que levam para ler?