domingo, 2 de dezembro de 2012

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

Feliz Natal, Presépio, Árvore, Árvore do Conhecimento

Agora que entrámos no mês dele, permitam-me todos os leitores e leitoras deste cantinho - os assíduos, os ocasionais, e os acidentais - que lhes deseje um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. Sei que ainda é cedo, mas como sói dizer-se, o Carnaval é quando o Homem quiser. E o resto não digo, para que não me chamem brejeiro - embora eu lhes chame interjeições. Um Natal Feliz, para mim, seria ter de presente uma árvore como a da fotografia, ou como a desta fotografia; porém o habitual é não receber nenhum - e dar cada vez menos. De tudo o que a vida nos leva, o que (me) dói mais são os amigos - que de qualquer forma não o terão sido. Acabamos por nos cansar de bater a portas cada vez mais emperradas, portas que ainda que nos esforcemos por lhes olear as dobradiças, vão rangendo cada vez mais, vão ficando cada vez mais pesadas, mais difíceis de abrir. Mas não falemos disto - a hipocrisia da época assim o determina. Aqui podia introduzir uma expressão em francês. Ficava mais bonito e dava um ar intelectual à coisa - coisa que mais não é que juntar palha para o presépio - aquele em que afinal não havia vaca nem burro, embora candidatos ao lugar haja muitos; talvez deva processar as minhas catequistas. Ou pelo facto de não acreditar em nada disto talvez me devesse remeter ao silêncio. Reparo agora que só tive catequistas. Longos nove anos até me livrar desse enfado. Nunca gostei que me pregassem. Menos quando os actos contradizem as acções - porcaria do corrector ortográfico a tentar induzir-me em erro! E é isto. Apenas uma miscelânea de frases parcamente ligadas entre si, para vos desejar que tenham - ao menos no Natal - uns dias de Felicidade e Comunhão - porque uma e outra são a mesma coisa. O resto é o vil metal, arma com que uns quantos seres, desmerecedores do humano substantivo, jogam com a vida de milhões (biliões) de pessoas, do alto do seu conforto, do seu egoísmo, da sua retórica de teorias nunca experimentadas na pele. Que sejam, meus queridos leitores e minhas queridas leitoras, Felizes. Nesta quadra e no resto do ano. Porque com li há uns meses num blog que agora não recordo, citando um autor, ou autora, de que não me lembro, o único falhanço na vida é não ser feliz. E a felicidade, a felicidade é isto, a comunhão. A possibilidade de partilhar com outras pessoas o curto tempo em que existimos entre duas inexistências, a possibilidade de comungar com família e amigos as nossas alegrias e as nossas tristezas, os nossos sucessos e as nossas derrotas, as nossas vitórias e os nossos fracassos, enfim, a possibilidade de comunicar, de partilhar - porque só é verdadeiramente nosso aquilo que damos, já alguém disse. E com isto, se fosse o Miguel Relvas, já tinha direito a uma ordenação num religião qualquer, quiçá em qualquer uma. Pronto, é isto, tinha que falar do Relvas para borrar completamente a pintura, se é que não estava borrada desde o início.

6 comentários :

  1. Agradeço e retribuo, desejando que este período lhe traga surpresas e alegrias e, até, novas amizades e bons presentes (mesmo que os presentes sejam apenas sorrisos, palavras de afecto, gestos de compreensão).

    Um abraço, André.

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    1. Muito Obrigado. Mesmo que trouxesse apenas alegrias já ficava contente - mas na falta dessas utopias, já me contentava com um livro ou outro... ;-) Abraços Natalícios.

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  2. Obrigada, André, pelos votos. Que o seu Natal possa ser melhor do que o imagina. Abraço

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    1. Maria de Jesus Lourinho, Não acredito em milagres - mas parece que eles acontecerem, segundo dizem, não depende, em sentido restrito, do facto de nós acreditarmos neles; outros há que dizem que a fé (acreditar) faz milagres... Mas, chatice!, eu não a tenho... Enfim...

      Um Bom Natal, na companhia das pessoas que importam, e um forte abraço natalício.

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  3. Concordo que ainda é cedo para votos natalícios, mas já que os enviaste não quero deixar de os retribuir.
    Quanto a prendas, já deixei de dar e não gosto de receber...(estou a referir-me a presentes de Natal).

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    1. Obrigado João. Mas olha que não é nada cedo, que eu vejo a publicidade... ;-)

      Abraço Natalício.

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