quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A Cigarra e a Formiga

Miguel Macedo, A Cigarra e a Formiga
Miguel Macedo: nem Cigarra nem Formiga, apenas um idiota que se vive do trabalho dos outros!

A propósito de mais um bitaite de um ministro de um governo que - nos intervalos de destruir o País e matar as Pessoas (nem só com balas se matam pessoas, senhores, nem só com balas) - se entretém a mandar bitaites, naquele tom pachorrento de soalheiras alcoviteiras usado também por ditadores paternalistas, lembrei-me de uma versão de Vaz Nunes [o link original já não está disponível, mas havia-a publicado no meu outro blog] d' A Cigarra e a Formiga que esse troglodita energúmeno de seu nome Miguel Macedo talvez desconheça. A ver se esse capado demente, mentecapto, capado que mente, aprende alguma coisa:


Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra que eram muito amigas. Durante todo o Outono, a formiguinha trabalhou sem parar, a fim de armazenar comida para o período de Inverno. Não aproveitou nada do Sol, da brisa suave do fim da tarde, dos lindos pôr-do-sol do Outono nem da conversa com as amigas. Só vivia para o trabalho! 
Enquanto isso, a cigarra não desperdiçou um minuto sequer: cantou durante todo o Outono, dançou, aproveitou os tempos livres, sem se preocupar muito com o Inverno que estava a chegar. Então, passados alguns dias, começou a arrefecer. Era o Inverno que estava a bater à porta. A formiguinha, exausta, entrou na sua singela e aconchegante toca, repleta de comida. 
Entretanto, alguém chamava pelo seu nome do lado de fora da toca e, quando abriu a porta, ficou surpresa: era a sua amiga cigarra, vestida com um maravilhoso casaco de lã e com uma mala e uma guitarra nas mãos. 
- Olá, amiga! - cumprimentou a cigarra. - Vou passar o Inverno em Paris. Será que você podia cuidar da minha toca? 
- Claro! Mas o que aconteceu para você ir para Paris? 
A cigarra respondeu-lhe: 
- Imagine você que, na semana passada, eu estava a cantar num restaurante e um produtor gostou tanto da minha voz que fechei um contrato de seis meses para fazer espectáculos em Paris. A propósito, amiga, deseja algo de lá? 
A formiguinha respondeu: 
- Desejo, sim: se você encontrar por lá um tal de La Fontaine, o que escreveu a nossa história, mande-o esfregar-se em urtigas...

1 comentário :

  1. Cá estou a revisitar e comentar.
    Esta versão da fábula é fabulosa! Não conhecia.
    Estes "iluminados" que nos desgovernam já não têm vergonha de revelar toda a sua arrogância e o seu desprezo para com as "camadas" dos que considerma "gorduras" dispensáveis.
    Para o Inferno com eles!
    Espero que a vida te esteja a correr bem, longe deste poço de desesperança que querem condenar à miséria!
    Bjo

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