terça-feira, 24 de julho de 2012

mudar de país é fácil... difícil é mudar de alma...




Não sei se estranharam a minha ausência. Tenho andado discreta e silenciosamente de blog em blog, sem nenhuma vontade de deixar aqui alguma coisa escrita. Dito em forma de lugar-comum é assim: «a felicidade vem de dentro». Porém, como a minha alma veio estragada, e não há fabricante que a concerte, não há maneira de a iluminar, nem por dentro nem por fora. E nos intervalos de jogar  no Euromilhões***, é isto:


Prosa de Álvaro de Campos - Edição da Ática. A lembrar as antigas edições, da primeira tentativa de obra completa de Fernando Pessoa. Dizem por aí que é a novidade pessoana mais importante desde a saída da primeira edição de O Livro do Desassossego. Ou estes pessoanos andam loucos, ou os gajos do marketing tomam-nos por parvos. 

O teu Rosto será o Último, de João Ricardo Pedro - o título convida, a capa é belíssima, a leitura fácil, a história continuo sem entendê-la, 92 horas depois de ter concluído a leitura. Não me recordo da última vez que isto me aconteceu - a não ser que tenha apagado algum livro da minha memória, tal nunca me tinha acontecido.

La Coca, de J. Rentes de Carvalho. É o que tenciono ler a seguir. Agora só me falta um livro de J. Rentes de Carvalho, dos publicados em Portugal: A Amante Holandesa, que não há maneira de a encontrar.

Cartas de Amor de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz. Dizem que «neste livro a ideia comum de que estaríamos perante um namoro platónico, sem réstia de erotismo, desfaz-se por inteiro». Humm... Quer então dizer que havendo erotismo, não há platonismo? E sexo, senhores, e sexo?

Histórias de um Raciocinador, de Fernando Pessoa. Mais um para juntar à estante, que de momento ando sem paciência para ler fragmentos.

O Estudante de Coimbra, de Guilherme Centazzi. O Alexandre Herculano e o Almeida Garrett ainda andam às voltas no túmulo, ou é o Estudante de Coimbra que vai voltar ao túmulo por mais alguns séculos?

Fernando Pessoa, uma quase-autobiografia, de José Paulo Cavalcanti Filho. Ainda não comecei a ler. Para quase-descobrir se Fernando Pessoa era quase-gay, quase-sexual, ou se era apenas o Álvaro de Campos que era quase-parvo.

O Seminarista, de Rubem Fonseca. Há bastante tempo que queria ler qualquer coisa deste autor brasileiro. E como a cada autor brasileiro que leio, gosto mais da literatura portuguesa do Brasil, agora queria ter a restante obra do autor para ler. Mas o orçamento para livros já se esgotou.

O Rebate, de J. Rentes de Carvalho. Lerei depois de La Coca. 

O Sentido do Fim, de Julian Barnes. Estou quase, quase a acabar a leitura.

refracções em três andamentos, de Daniel António Neto Rocha, edição de autor. Comprado directamente ao autor.

O Mendigo e outros contos, de Fernando Pessoa. O que me irrita no Fernando Pessoa é que parece que ele fazia questão em atirar textos inacabados e incompletos para a arca. Que raio de ideia, essa ideia de que o mytho é o nada que é tudo.

Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Nunca me canso de comprar este livro. Não para mim, que para mim já tenho três edições diferentes, mas para oferecer. Algum psicanalista de pacotilha arrisca uma explicação para o facto de gostar tanto de oferecer este livro (e O Principezinho)?

Seis Personagens à Procura de Um Autor, de Luigi Pirandello. 

Todas as Palavras - poesia reunida -, de Manuel António Pina. 

O Romance da Raposa, de Aquilino Ribeiro. Há vinte anos que queria este livro. Agora tenho um para mim, e com ilustrações a cores. 

Contos da Infância e do Lar, dos Irmãos Grimm. Ou melhor, a recolha é deles, os contos são tradicionais. Finalmente uma edição completa. Finalmente - 200 anos depois da edição original, em alemão. Em três volumes.

O Cânone Ocidental, de Harold Bloom. Este gajo tem umas teorias interessantes. Há dez anos encomendei a edição original numa livraria dedicada a livros em inglês. O diabo do livro nunca chegou. Agora em Português, para quando andar com paciência para o canône dos outros. Que o meu, por esta altura, já está praticamente definido. E sim, o cânone é uma questão de gosto. A maneira como se forma o gosto, essa já outra questão.


***Não, não tenho a ilusão de que 112 milhões de euros me fariam feliz. Mas ajudavam - ai se ajudavam! - a pagar a conta no lobby do hotel...

4 comentários :

  1. Jo Abrantes: A Bulhosa (http://www.bulhosa.pt/) diz que tem " A Amante Holandesa" em stock.

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    1. Entretanto encontrei um exemplar em Viseu e atirei-me a ele...

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  2. Sobre os livros que citas, tenho o do Rentes de carvalho, em fila de espera e já li (e gostei), de "O Sentido o Fim".
    A minha lista de livros lidos tem aumentado, e ainda bem, mas também dos que tenho adquirido. Ainda hoje recebi dois e um deles era "Os Cadernos Secretos de Sebastião"...

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    1. Oh desgraça! Depois diz qualquer coisa. O Sentido do Fim desiludiu-me... como digo uns posts acima. Do Rentes de Carvalho finalmente tenho tudo [parece que há-de sair qualquer coisa nova lá para o início do próximo ano - é apenas intuição, não tenho nada de concreto nesse sentido]

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