sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Amante Holandesa, de J. Rentes de Carvalho

A Amante Holandesa, J. Rentes de Carvalho, José Rentes de Carvalho, Amante Holandesa





E de repente tive uma epifania - andava há dias a entrar nas livrarias em busca do único livro que me faltava comprar, da lista que fizera antes de vir até Portugal, e por coincidência, também o último livro que me faltava comprar de José Rentes de Carvalho; e de repente lá encontrei um exemplar de A Amante Holandesa. E então a epifania - de repente compreendi que comprara o último livro, no que à Literatura Portuguesa diz respeito, que queria mesmo comprar. Já tenho tudo do Mário Sá-Carneiro e do Fernando Pessoa (vá, ignorando claro os meus devaneios de empedernido pessoano que vai logo atrás do mínimo aroma de inédito - agora que os direitos de autor da obra de Fernando Pessoa são do domínio público é uma descarada vergonha: aparecem inéditos como cogumelos - mas isso daria pano para mangas, e um post apenas, escrito nesta linguagem corrida e descuidada - com que escrevo quase sempre no blog -, sem preocupações gramaticais nem científicas ou académicas, não daria para o explicar, e para outro não tenho paciência); também tenho tudo do José Saramago (ou quase tudo, mas dum mentiroso nunca se pode desconfiar - sim, minto muito, só me falta escrever um livro a sério, para ser um mitomaníaco a sério), e do José Cardoso Pires. E do Mário Cesariny de Vasconcelos - eu sei que ele deixou cair o último apelido - mas eu gosto mais do nome assim. Do Jorge de Sena tenho tudo o que me interessa, embora talvez devesse reler alguma da obra que não tenho, que li há muitos anos nos meus desocupados anos de solitária adolescência. O mesmo no que ao Vergílio Ferreira diz respeito. De Sophia de Mello Breyner Andresen tenho tudo - pronto, os livros de contos é a minha irmã que os tem - e sim, só os li já adulto, não sei como saberão aquelas histórias a uma criança; a mim souberam-me bem. 

Agora que penso melhor no assunto, e enquanto verificava mentalmente que tinha tudo do Luiz Vaz, lembrei-me que não tenho tudo do Francisco Sá de Miranda - mas neste país para encontrar uma edição decente da obra completa de um dos nossos maiores poetas... se a houver, se a houver... (Ninguém se oferece para fazer uma reedição da Fénix Renascida, não?). É verdade que me faltam alguns livros do Eça, mas não dos essenciais, posso bem morrer sem os ter lido, embora o faça de boa vontade, se surgir a oportunidade. Do Aquilino tenho aqui o Romance da Raposa para ler. Talvez seja injusto com ele - mas não, não sinto aquela urgência... Agora, pensando melhor - talvez ainda haja muitos livros que quero compar, ou pelo menos ler. De qualquer modo quando acabei de pagar A Amante Holandesa senti que era o último livro de Literatura Portuguesa que tinha mesmo que comprar.


4 comentários :

  1. Regressei e passo para o cumprimentar e desejar um bom fds. Com boas leituras, como essa.

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    1. Obrigado, e bom regresso. Ou boa continuação de um bom blog. Abc.

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  2. Vou ler primeiro o que cá tenho dele...

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    1. Ainda não li «O Rebate», comprei os 3 livros que me faltavam dele, e quando começar vou ler os 3 de seguida... só não sei a ordem... deve ser ao acaso...

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