sábado, 31 de dezembro de 2011

Um Feliz e Próspero Ano Novo


Todos os coelhos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros. Guisem o coelho antes que o coelho vos guise a vós.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Chocolate não é prenda!... Nem presente!



Para desfazer a confusão que todos os Natais teima em acontecer: fonte próxima do Pai-Natal confirma que chocolate não é prenda (nem presente, não tentem escapar-se trocando o substantivo). Chocolate pode ser comprado em estações de serviço, pode ser oferecido na Páscoa, embora seja mais adequado para o Dia dos Namorados (dizem que é afrodisíaco), pode ter a forma de árvore, de coelho, de pai-natal, de dildo, ou de coração (em vários tamanhos e feitios), e pode derreter no percurso do supermercado para casa. Chocolate pode até ser adquirido no café da aldeia, da paróquia, da freguesia, ou da associação cultural, recreativa, desportiva, e social. 
Chocolate pode (e deve) ser oferecido em conjunto com a prenda ou presente. Mas não é por si só presente ou prenda! Não percam, portanto, tempo a embrulhá-lo, ou ofereçam-no no mesmo embrulho da prenda ou presente.

Coca-Cola: Razões para acreditar num mundo melhor?



Visto no Aventar.

domingo, 25 de dezembro de 2011

A Fogueira no Adro da Aldeia



As batidas ledas do sino espalham-se pelo adro festivo, envolvendo a fogueira dolente, prosseguem até aos limites obscuros da aldeia, e continuam para além dela. Homens sisudos olham as labaredas fulvas, de mãos nos bolsos. Estalidos quentes irrompem pelo espaço cónico, que durante a tarde os rapazes da aldeia ergueram, feito de troncos de pinheiro e raízes de velhas oliveiras. Crianças irrequietas saltitam por ali, indiferentes a tudo. Um rapazito puxa pela aba do casaco do pai.
– Amo-te – “A – mo – te”. Ouvia o eco límpido das três sílabas, distintas, desventrando a noite (e a vida) como relâmpagos. Tinha a certeza que sim. A memória não o enganava. Não aquela memória límpida e cristalina. Já passaram anos. Mas como poderá algum dia esquecer esta simples palavra, estas três sílabas lúcidas. Tinha a certeza que fora esta a palavra proferida anos antes. «Mas o que é dizer?» Pensava para si mesmo. Afinal, as palavras são ocas. As palavras não trazem consigo o objecto a que se referem. Qual a diferença entre uma palavra sedutora, que nos enche e ilumina, mas que não têm qualquer substância, e outra, que ainda que seja uma profunda expressão da alma, não provoca qualquer ressonância em nós? As palavras são meras pontes, janelas que se abrem sobre o horizonte, não trazem consigo os automóveis que as atravessam, nem os pores-do-sol dourados. Ouviria aquele eco antigo até ao último soluço de vida. Aquela palavra, sedutora entre as sedutoras, que como todas as outras, retiradas todas as contingências e idiossincrasias, não é nada mais que o som produzido pelas cordas vocais, e refinado entre a ponta da língua, o céu-da-boca e o ligeiro toque nos dentes – ou o traço, mais ou menos arredondado, da tinta sobre o papel.
Era Natal. Mais um Natal frio, na aldeia. Há quantos anos se reuniam ali aqueles homens? E quantos antes deles, foram pelos campos granjeados, em busca de velhos troncos? Quantos depois dele viriam? «Poucos» Pensava. Quanto tempo falta para que a aldeia deixe de existir na memória dos seus habitantes, e comece a desaparecer entre os papéis pardos dos burocratas, ou entre os zeros e uns informáticos? Pela uma da manhã o adro dorme solitário, tremendo sob o lume crepitante. O vento zurze entre os galhos da tília, e o ar começa a arrefecer. A noite torna-se mais escura, coberta de espessas nuvens. Começa a nevar. A princípio, flocos minúsculos de neve, quase invisíveis, que se desfazem de imediato ao tocar o chão. Depois, durante minutos, vão ganhando consistência; deixam de ser transparentes, transformando-se em flocos alvos, que descem em espirais, em torno da fogueira, confundindo-se com as faúlhas apagadas que terminam o seu voo.

 Imagem: Pauline Baynes

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal! Merry Christmas! Joyeux Noël! ¡Feliz Navidad!


Merry Christmas! Joyeux Noël! ¡Feliz Navidad! Feliz Natal!


Embora tenha dito aqui que não voltava a desejar-vos um Feliz Natal este ano, porque já o fizera, não resisto a vir aqui novamente desejar-vos Feliz Natal: porque um amigo me enviou a imagem acima para o e-mail, e decidi partilhá-la: digam lá se não dava um bonito postal!? Uma árvore de Natal como eu queria que fosse a minha... Ainda não perdi a esperança de receber no sapato (ou será na meia, ou na peúga?) uma enorme pilha de livros - ia dizer resma, mas resma é para folhas, ou para dizer quinhentos, e quando pedimos muito, devemos pedir mesmo muito: uns cinco mil livros já me satisfaziam. Se quiserem enviar, podem enviar em Castelhano, Inglês, Francês, Português do Brasil, ou Português correcto. Dispenso coisas em Português Novo-ortográfico. Um Bom Natal a todos os que aqui vêm regularmente, esporadicamente, ou enganadamente.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

KIT de Emigração do IEFP/MNE*


(Imagem encontrada há dias no facebook)

Kit de Emigração, produzido em parceria pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e Ministério dos Negócios Estrangeiros, com o Alto-Patrocínio de Suas Excelências, os governantes deste país. 

Dum Primeiro-Ministro, dum Ministro dos Assuntos Parlamentares, dum qualquer Secretário, ou sub-sub-sub-sub-Secretário de Estado dum qualquer Ministério, espera-se que não diga o óbvio. Que não empurrem os cidadãos para uma qualquer torrente mas que, pelo contrário, os resgatem dessa mesma torrente. Quando um Governo diz que não tem soluções, diz da sua incompetência, mostra a sua impotência, torna-se irrelevante. Se um Governo se diz incapaz de cumprir as funções para as quais foi eleito, resta-lhe demitir-se. Claro que este Governo, como um qualquer funcionário mandrião que foi colocado numa qualquer função para a qual não tem jeito, habilitações, ou talento, espera que ninguém repare neste pormenor. Um pormenor que é um pormaior.

Emigrar tem que ser uma decisão pessoal, ponderados os prejuízos e os benefícios que daí advirão, pelo próprio. Dum Governo espera-se que tente (ao menos que tente) encontrar soluções para os cidadãos do país que governa, que são quem o elege. E que deixe de se intrometer nas decisões pessoais de cada um. 

A mim, mero cidadão isto é permitido: sim, saiam daqui, saiam daqui o quanto antes, e enquanto ainda podem. Mas livrem-se de meter um cêntimo que seja neste jardim putrefacto. (Inquérito no facebook: pensam emigrar de Portugal em 2012?)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Pedro Passos Coelho, emigra!

Carta de Myriam Zaluar ao Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho

Pode ser encontrada AQUI. Tomei a liberdade de copiar integralmente. Subscrevo. Também «Com o mais elevado desprezo e desconsideração»


Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

Kim Jong-il: Quem se Julgou Ele?


Aposto que pensava que era imortal! Foi-se! Agora é só dar com um Martelo no Kim Jong-un.

Foto: Reuters. Notícia Público.

Mensagem de Boas Festas



É só a mim que dá asco ouvir estas criaturas de deus?!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Crítica Poética Fatal



Tinha uma crítica poética fatal preparada para o acidente poético fatal, de Américo Rodrigues, mas depois pedi um autógrafo ao autor, e o autógrafo arruinou a minha crítica por completo. Como vi o livro ainda ele era só cadernos acabados de dobrar, depois de imprimidos, e capa por dobrar, ia afirmar que este era um caso de badanas ao contrário: tinha badanas a mais, badanas que eram quase outra capa. Porém o autor desmanchou a minha crítica todinha, autografando o livro na badana: um acidente fatal para esta minha teoria.

chamo-me
américo rodrigues
e acabo de matar-te
como te chamas?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Teorias da Crítica Literária


Há um ponto em comum entre todas as teorias da literatura: todas estão erradas. Não seriam teorias se o não estivessem. Eu próprio tenho as minhas mas prefiro entreter-me com as dos outros. E ignorá-las a todas.

Para fazer a crítica literária do livro Teorias, de manuel a. domingos, vou testar uma teoria que inventarei depois, que agora estou um pouco cansado. E para experimentar um livro, nada melhor que levá-lo a tomar café. Se servir para recusar um jogo de sueca, é um bom livro. Se conseguir monopolizar a conversa entre os amigos que se sentam à mesa, é um óptimo livro. Se provocar suspiros e espasmos, por esta ordem ou pela ordem contrária, às amigas, é um péssimo livro: poderá não ser nada conveniente afirmá-lo. Mas também não convém entrar muito na conversa, pois correr-se o risco de se ficar para sempre preso dentro da conversa. Neste ponto cada investigador literário deverá adaptar o seu discurso às suas pulsões e intenções. O grande inconveniente para testar um livro de acordo com estas regras, é que é preciso ter amigos. E amigas.

A primeira amante
ensinou-te a diferença
entre ode e epopeia

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Curriculum de Ladrão - Momento Google/Sitemeter


Procurou no Google, ou googlou, como se diz em linguagem googleana, «curriculum de ladrão» e foi parar a este post. Às vezes o Google lá acerta em cheio, mesmo sem querer. Que quereria encontrar mesmo? Até para ladrão já é preciso «curriculum vitae»? Uma cunha junto do chefe do bando, grupo, ou gang, já não basta? «Ladrão» não é um profissional liberal e independente? É preciso enviar CV para uma organização, empresa, ou corporação? E é preciso estar inscrito na Ordem? Tem que se pagar cota ao Sindicato? Desconta para a Segurança Social e paga o IRS?! Tantas dúvidas que me assaltam!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Passaporte



O passaporte que se vê na imagem é uma digitalização do meu primeiro passaporte, alterada com um rudimentar programa de edição de imagem. Nesta imagem, resta a minha data de nascimento e pouco mais. Perdoem-me, mas os outros dados são meus. E assim já não têm desculpas para não me oferecer livros.

Custou-me desfazer-me deste passaporte: ele representava um dos meus maiores arrependimentos, senão o maior. Havia acabado os exames do secundário, tinha 18 anos. Preciso dizer porque é que gastei uma pequena fortuna, junta com o que poupava da parca semanada? A semanada era suposto que fosse para comer um bolo ou uma sandes, e beber um sumo ou um galão, a meio da manhã, um segundo pequeno-almoço que tão bem saberia a quem saía tão cedo para as aulas... Mas que eu dividia assim: metade era para juntar para fazer o passaporte quando tivesse 18 anos, a outra metade era para jogar no totoloto, que naquela altura levava nome, não o meu, que era menor, pois claro.

Durante seis ou sete longos meses esperei pelo dia em que poderia emigrar, e depois fiquei. Há 12 anos, como hoje, Portugal já não me dizia nada. Era apenas o quadrado onde estavam as pessoas que conhecia*, que por sorte ou azar me calharam como família, amigos, ou outra coisa qualquer, que a maioria das vezes as pessoas que conhecemos são difíceis de definir. Percebem o meu arrependimento?

Não vou cometer o mesmo erro uma segunda vez.


*Post-Scriptum: Onde estão os amigos que então me diziam «não vás, vamos ter tantas saudades»? E que dizer da família que dizia que tinha que continuar a estudar e agora diz «andaste a estudar para nada»?

Diáspora - διασπορά



O termo diáspora (em grego antigo, διασπορά – "dispersão") define o deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas. (in. Wikipédia)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Perigo de colisão de um meteorito com a Terra


Foi descoberto um meteorito em rota de colisão com o planeta Terra. O embate poderá acontecer nas próximas horas; os cientistas económicos, fazedores-de-opinião, e tudólogos, prevêem que o meteorito, a que decidiram chamar «Euro» cairá algures sobre Bruxelas, podendo originar uma cratera do tamanho da Europa. Não existe qualquer plano de contingência para retirar os habitantes desta zona do Planeta Terra. Especialistas consultados defendem que tal seria um desnecessário esbanjar de recursos financeiros, em tempos de austeridade, uma vez que não há qualquer garantia que outras partes do globo não sejam afectadas. Indiferentes a tudo isto, os líderes políticos reunem-se para jantar, os especuladores negoceiam nos mercados, e em Inglaterra fazem-se apostas. A Oeste nada de novo. As vidas dos Outros que se fodam.


Imagem daqui.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Fim Do Euro!


O Euro acaba até ao final do ano [2011]?!

A visão do The Economist, do El País, O «aviso» da Moody's [Público], Días Cruciales (Editorial do El País), O Fim do Euro já tem data marcada? [Económico], Fim do Euro depreciaria em até 58% moedas do bloco [aqui], Empresas sem Plano B para o fim do Euro [Jornal de Negócios], Colapso do euro pode custar metade do PIB a alguns países [Agência Financeira], Alternativas para proteger as poupanças do fim do euro [Jornal de Negócios], Europa mais preocupada com o fim do euro [Agência Financeira], ECOFIN alertado para cenário do fim do euro [RTP/Antena 1], O fim da moeda europeia é hipótese a ter em conta [Jornal de Angola], Valor das novas moedas nacionais, após ruptura do Euro [AQUI], [em actualização].

Aceitam-se apostas: de preferência em Francos Suiços!

Post publicado originalmente a 28 de Novembro de 2011. Alterada a data para 07 de Dezembro de 2011, com notícias actualizadas.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Valor das Moedas Nacionais, após ruptura do Euro

(cliquem na imagem para ampliar)

E se o Euro acabar de facto? Neste gráfico, uma estimativa dos valores das Novas Moedas Nacionais relativamente a 1 dólar, num cenário de ruptura do Euro. 1€ vale actualmente 1$34 USD. Vejam o histórico de cotação do euro relativamente ao dólar.

E o que acontece com os contractos em Euros? Serão automaticamente convertidos para a nova moeda nacional («Escudo»?)

Fonte: Nomura; visto no FT/ALphaville.

acidente poético fatal (II)


AMÉRICO RODRIGUES nasceu em 1961 na Guarda. Licenciado em Língua e Cultura Portuguesa (ramo cientifico) pela Universidade da Beira Interior e Mestre em Ciências da Fala pela Universidade de Aveiro. É autor de diversas publicações, tais como Na nuca(1982), Lá fora: o segredo (1986) A estreia de outro gesto (1989), Património de afectos (1995), Vir ao nascedoiro e outras histórias (1996), Instante exacto (1997), Despertar do funâmbulo (2000), O mundo dos outros(2000), Até o anjo é da Guarda (2000), Panfleto contra a Guarda (2002), Uma pedra na mão (2002), Obra completa – revista e aumentada (2002), O mal – a incrível estória do homem-macaco-português (2003), A tremenda importância do kazoo na evolução da consciência humana (2003), Escatologia (2003), Os nomes da terra (2003), A fábrica de sais de rádio do Barracão (2005), Aorta Tocante (2005), O céu da boca (2008), Escrevo-Risco (2009) e Cicatriz:ando (2009).

Foi coordenador dos cadernos de poesia Aquilo, do boletim/revista Oppidana, co-director da revista Boca de Incêndio, coordenador da revista cultural Praça Velha e da colecção de cadernos O fio da memória. Foi colunista de vários jornais. Foi-lhe atribuído o Prémio Gazeta de Jornalismo Regional e o Prémio Nacional de Jornalismo Regional. Em 2010 recebeu a medalha de mérito cultural atribuída pelo Ministério da Cultura. Director do Teatro Municipal da Guarda. Foi animador cultural na Casa de Cultura da Juventude da Guarda/FAOJ (desde 1979 até 1989) e na Câmara Municipal da Guarda (desde 1989), onde coordenou o Núcleo de Animação Cultural. Escreve no blog Café Mondego.

acidente poético fatal será apresentado dia 17 de Dezembro de 2011, pelas 18 horas, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (Guarda). A apresentação será feita por Pedro Dias de Almeida. Às 23 horas, no Café Concerto do TMG, o autor lerá alguns poemas do livro.

Esta merda tem de acabar - Jacques Fresco


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ricos & Pobres


Portugal é um dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) onde a diferença entre Ricos e Pobres é maior: os 20% mais ricos têm rendimentos 6,1 vezes superiores aos dos 20% mais pobres

No conjunto dos países pertencentes à OCDE, o fosso entre Ricos e Pobres é o maior dos últimos 30 anos. E os 10% mais ricos têm rendimentos 9 vezes maiores que os 10% mais pobres.

Teorias - de manuel a. domingos (II)


manuel a. domingos
Teorias
tiragem única de 100 exemplares
composição, paginação e ilustração de Sérgio Nogueira
Edição de Autor


Já podem fazer encomendas ao autor: manueldomingos(arroba)gmail.com

domingo, 4 de dezembro de 2011

Euro «O Nosso Dinheiro» e o seu 10.º Aniversário




O «nosso dinheiro» circula desde 1 de Janeiro de 2002: as notícias do seu 10.º aniversário não serão claramente exageradas?! Amanhã saberemos os efeitos do «decreto Salva-Itália»*. Atenas já tombou. Roma está a arder. Se o «nosso dinheiro» não se salvar, não será apenas uma moeda a acabar: consigo arrastará uma civilização.

Artigos a ler: Os novos descamisados; Bagão Félix admite que a moeda única pode acabar (é a segunda vez que concordo com ele, sem reservas, após a posição contra a «privatização dos lucros e socialização dos prejuízos» - cito de memória - relativa ao processo que levou à «nacionalização» do BPN); Merkel e Sarkozy querem novo tratado europeu até Março (estes dois em vez de andarem de tratado em tratado, de abraço em abraço, de beijinho em beijinho, que juntem os trapos e que tratem da vida: mas deixem a Europa em paz). Arriscam uma aposta?

Vídeo visto n'O Insurgente.

*Notícia do La Stampa. Via Da Literatura.  

Zach Wahls fala sobre a Família




Visto, entre outro locais, aqui: Testemunho; aqui: Coisas importantes; e antes através do facebook e do twitter.

Primeiro-Ministro Miguel Relvas vaiado no XIII Congresso da ANAFRE




Houve debandada geral aquando do início da intervenção do Ministro da Presidência, Miguel Relvas, no XIII Congresso ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias), seguida de diversas interrupções e vaias por parte dos congressistas que continuaram no pavilhão.

É em momentos como este que sabemos que somos estrangeiros no nosso próprio país: quando aquele que é o ministro* mais sombrio, sinistro, obscuro, tenebroso, e tantos outros adjectivos e epítetos, que chegou ao governo deste país, nas últimas décadas, é - eu ia dizer «humilhado», porque o que fizeram a esta criatura é «humilhante», mas sinceramente não acredito que este sujeito tenha aquilo a que se chama «simpatia», ou «empatia», embora acredite que possa ser, aparentemente, mais «empático» que qualquer um que tenha estas características, portanto não sei se terá sido «humilhado», mas vamos supôr que sim - dizia, é humilhado por causa de uma medida com a qual concordo, ao contrário de tantas outras, bem mais importantes.

Não, não é engano o título deste post.

*Domingos Duarte Lima não foi ministro.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Bons Motivos para NÃO* comprar a revista LER


Agora que a crise faz com que pense em cada euro que gasto - detenho-me a olhar para as moedas de 1€ e pergunto-lhes se ainda valem mesmo 1€. Elas encolhem-me os ombros, e saem da minha mão resignadas - é raro comprar revistas e jornais que antes comprava diária, semanal, quinzenal, ou mensalmente, conforme a periodicidade de publicação. Já não me recordo da última vez que comprei o JL, o Público, ou a Visão, ou revistas sobre fotografia (a minha paixão não correspondida com uma máquina decente). Hoje comprei aquele jornal semanal que tem aquele director abjecto. Sim, já li mais de 50 dos cerca de 80 livros de Agatha Christie, embora os serial killers e os pseudo-assassinos em série não sejam bem a sua especialidade.
Tudo bons motivos para não comprar a Revista Ler: e *não, não estou a ser irónico, embora a maior parte das vezes o seja: agora até o Mário Soares é capa da Revista Ler: haja pachorra, como diz o Outro. Que saudades do tempo em que a revista era trimestral...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL



As primeiras 3* pessoas a enviarem-me um e-mail** com a morada, recebem um postal de Natal igual a este. Quem tiver vergonha, ou chegar depois, pode sempre imprimir esta imagem.E não esperem que vos volte a desejar «Feliz Natal». Agora só volto a desejar-vos qualquer coisa aquando da passagem de ano. Embora tema que tomem as minhas palavras por sarcásticas: tenho que encontrar uma palavra para substituir o adjectivo «próspero». E não sei se direi ano «novo», porque parece-me que estamos a caminhar para anos «velhos»...


*Foram os que me sobraram do ano passado; não há dinheiro para mais, e ainda tenho que comprar o selo...

**[andrebenjamim{arroba}gmail(dot)com]

Harry Potter e Yoga*



*Já li os 7 volumes de Harry Potter, mas não pratico Yoga. Devo ficar preocupado? Ok!, Ok!, Eu vou começar a praticar imediatamente!