sexta-feira, 10 de junho de 2011

ao desconcerto do mundo - poema de Luiz Vaz de Camões



Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.

Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.


Poema de Luiz Vaz de Camões, Poeta Português que terá vivido os seus últimos dias triste, pobre, e angustiado, libertando-se deste malfadado pedaço de terra a 10 de Junho de 1580. 

Onde quer que estejas, Luiz, o País continua o mesmo: tu Grande, ele Pequeno. Tu vives nos versos que nos deixaste; ele morre no verso da Glória que um dia cantaste. 

2 comentários :

  1. Nem sei que te diga...
    Depois de ver e ouvir tanta baboseira acerca do dia 10 de Junho, finalmente alguém celebra o poeta, que cedeu o seu dia a Portugal...

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  2. Coitado do Luiz, ter o seu nome assim usado... Um facto é inquestionável: o País continua com a mesma arraigada cultura.

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