terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Manuel Poppe


Iniciou-se ontem o Ciclo dedicado a Manuel Poppe - uma inciativa conjunta do Teatro Municipal da Guarda e da Câmara Municipal da Guarda -, com o espectáculo/ oficina pedagógica “A menina do Circo”. O Ciclo continua hoje com a apresentação do livro do autor, “A Acácia Vermelha”. E, dia 23, a estreia da peça homónima, uma co-produção do Projéc~ e do Art’imagem, que conta com a encenação de Valdemar Santos. A peça ficará em cena até ao dia 26. 

Segue-se, entre 25 de Fevereiro e 18 de Março, a exposição “Manuel Poppe: os trabalhos e os dias” na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL). No dia 25 de Fevereiro realizam-se também as conferências “Eros e Errâncias na ficção de Manuel Poppe” por Maria de Lurdes Sampaio e “Aproximação do teatro de Manuel Poppe” por Roberto Merino, na Sala Tempo e Poesia da BMEL.

O ciclo encerra no sábado, dia 26, com uma sessão de leitura intitulada “A Guarda na obra de Manuel Poppe” que contará com a participação de Albino Bárbara, Américo Rodrigues, Fátima Freitas, Filipa Teixeira, José Neves e Vasco Queiroz. A selecção de textos e concepção são de Élia Fernandes e a banda sonora original interpretada ao vivo é da autoria de Victor Afonso. (Programa do Ciclo retirado do Blog Café Mondego).



Este é o segundo ano que Teatro e Câmara Municipal se unem, para promover um dos seus autores, depois de no ano passado ter sido dedicado um Ciclo a Manuel António Pina. Uma forma de promover ao mesmo tempo a obra dos autores, a cidade, e a cultura, com ganhos para todas as partes. 

No ano passado, na sequência do Ciclo dedicado a António Pina, foi criado um prémio de Poesia com o nome do autor. Não sei se estará pensado, mas era uma óptima ideia criar-se agora um prémio de Teatro com o nome de Manuel Poppe.

Porque estas iniciativas, perdoem-me a repetição, promovem simultaneamente a obra dos autores, a cidade, e a cultura, pelo que todos ficamos a ganhar. E os custos - penso - são muito pequenos, quando comparados com os ganhos, imensuráveis, que podem não ser imediatamente visíveis, mas terão com certeza reflexos a médio e longo prazo, tanto na divulgação da obra dos autores como na promoção da cidade, e também no incentivo a outros autores e outras obras. 

Para os empedernidos capitalistas, para quem a Cultura apenas tem valor quando traduzida em números, convirá sempre relembrar que o sector da Cultura é dos que mais capitais movimenta nos países ditos ocidentais e desenvolvidos.

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